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☠ O último dia de Amélia ☠

Era 3h da manhã quando os olhos de Amélia se abriram forçosamente, a preguiça era constante, mas havia desmaiado muito cedo após a praia no dia anterior e era óbvio que acordaria antes do sol nascer.

O silêncio da casa era assustador, somente os passarinhos que vivam na janela tinham acordado, na verdade, aquela era a hora perfeita para que todas as neuroses escondidas durante o dia, brotassem como flores na primavera, uma maior e mais imponente que a outra.

Um pouco de ceral, leite, alguns chocolates e comédias românticas. Aquilo parecia o suficiente para ocupar o seu tempo até que o dia clareasse e finalmente estivesse a salvo dos seus monstros.

Sorrisos, lágrimas, fim do cereal e um barulho na janela de trás. Tic Crack Tac...Colocou a televisão no mudo e começou a ouvir passos que invadiam a sua sacada. Se viu presa em um filme de terror e se deu conta do quanto tremia quando derrubou o controle remoto, mesmo acreditando que o segurava fortemente. Ela estava em pânico, colocou a louça atrás do sofá e correu silenciosamente para se esconder atrás do armário da sala.

Por uma fresta, viu um homem alto e forte que exposto pelas luzes da rua, revirava sem cautela todos os seus pertences. Ela não conseguia parar de encarar o invasor por detrás do armário, e não demorou para surgir a hiperventilação que precedia os seus ataques de pânico. Tudo que precisava fazer era ficar quieta até que ele fosse embora, mas a sua respiração poderia denunciar a sua presença e localização. Era um verdadeiro conto de horror e quanto mais pensava que precisava parar de hiperventilar, pior a situação ficava.

Olhos fechados e pensamentos buscando os lagos da aula de meditação inrrompidos pela voz grutal do invasor: Eu sei que está aí...Vim por você!

Olhos arregalados, respiração presa e o coração tão alto que acabara com todo silêncio do mundo.

BUUMM! Ele rumou um livro em direção ao armário e com o susto, ela finalmente abriu os olhos. Deitada em seu sofá, suando frio e ofegante, Amélia percebeu que o filme não havia acabado e que o cereal com leite havia se derramado pelo chão. Era só um sonho. Aliviada, ela levantou, pegou um pano sob a mesinha e ao começar a limpar toda a sujeira que tinha feito, escutou barulhos vindos da sacada. Tic Crack Tac...👀

"Eu gosto do gosto da coragem..." 💫

Desde que me entendo por gente, estou sempre planejando alguma coisa, me preparando para outra opção ou somente sondando um ideia nova e pesquisando como louca.

Essa sou eu, minha essência é estar em movimento, sempre estou procurando um meio para me fazer mais inteira e talvez por isso tenha escolhido profissões que fossem tão voláteis quanto me sinto.A moda com a sua constante de mudanças cíclicas e a publicidade com sua certeza incerta que exige sempre mais e mais de todo mundo.

Na minha idade o coro canta sagas amorosas que implicaram em casamento ou em um acasalamento memorável. Pra mim, orgasmo múltiplo vem com um projeto novo sendo colocado em prática e dando certo, meu ponto G é ver uma peça bacana na rua (ou na rede).

Toda a dedicação pra pensar, a força pra fazer o projeto rodar e a satisfação de ver pronto é totalmente porn. É aí e em muitos outros pontos que me encontro com o signo de capricórnio tatuado na pele. Apesar de jurar não acreditar em zoodiaco, gosto da semelhança, poupa muito sacrifício para explicar que tipo de pessoa sou. Se ficam na dúvida, é só dizer "sou de capricórnio" e pronto! O pacote "fria, ambiciosa, calculista, Workaholic e indiferente" já surge facilitando todo o meu trabalho! 

Sabe no que mais ser assim implica? Em intensidade! Coisas mornas não me seguram por muito tempo, gosto mesmo é do caos organizado. Perder sono por um projeto e sentir as ideias fluírem dos poros em epifanias que dificilmente são compreendidos por alguém que não seja um criativo são regalias impagáveis. Nessas horas pré orgasmicas, a revolta por ter escolhido profissões difíceis e que pagam pouco desaparece. Essa é a cachaça do publicitário que se orgulha em ser e fazer o que faz, a delícia de ver algo foda nascer e prosperar, vale mais que salário e é uma delícia!

Sinto falta disso, achei que não sentiria. Ganhar dinheiro é a principal função do trabalho e acreditei de verdade que seria o suficiente, mas não é. Quero minha cachaça de novo, sou uma viciada...e amo ser quem sou.

Tá na hora de pensar e repensar! 💜

"Louca, louquinha! Mas vou te contar um segredo: as melhores pessoas são."

Não lembro se já falei sobre o Jack Kerouac por aqui, mas ele é um dos meus escritores favoritos. Foi ele quem disse:

[...]the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes"


Jack Kerouac, On the Road

Não foi um personagem, foi ele mesmo. Os livros são como diários onde ele divide as aventuras dele e de uma geração de escritores chamada Beatnik. A principal característica é a escrita livre, seguindo a fluidez da fala e sempre tem ligação com um estilo de vida mais...ousado? Tô falando de alto consumo de drogas, homossexualidade, crenças nada ortodoxas e tudo mais que fazia a sociedade tremer nos anos 50.

Para os Beatniks escrever signicava viver, você precisava ter experiências para que pudesse compartilhar com legitimidade e naturalidade tudo aquilo que sentiu e viu. Por isso uma vida normal com esposa e filho, nunca seria o suficiente para nenhum deles.

Me identifico muito com o autor e sob tudo aprendi muitíssimo com a trilha que ele seguiu. Entendi que esse encanto que sentimos pode ser destrutivo e que determinar limites claros sob quem eles são e quem nós somos, é imprescindível!

O Jack não era tão louco como os outros, mas se sentia hipnotizado com a ousadia, ímpeto e coragem dos que lhe rodeiava, eles tinham tudo aquilo que ele não tinha e isso o fascinava de uma forma que sempre parece que ele estava meio apaixonado. Em Vagabundos iluminados, quase acreditei que ele seria gay, mas como não li todos os livros ainda, pode ser que esse momento tenha chegado e eu não vi 🤔

Em cada livro a gente conhece novas pessoas e é possível perceber a tendência que ele tinha em virar satélite de cada uma delas, de certa forma, mesmo ele sendo o protagonista, as decisões e pensamentos acabam sendo orientados em função de alguém ou grupo que se tornava o sol e ele se colocava como lua.

Essa tendência que no começo o fazia ser mais observador e moderado, cresce de tal forma que o absorve pouco a pouco e o leva de forma irremediável para bad trip que podemos ver em Tristessa, esse fundo do poço se mostra bem pior que o esperado, veja só, heroína com uma prostituta drogadíssima e um traficante desmaiado em uma cabana imunda no México? Não tinha necessidade!  Você não imagina o ódio que senti lendo esse livro.

Vai piorando até que ele morre sozinho em uma casa de campo depois de escrever Blur, um livro que evito loucamente por ter fama de ser deplorável devido as condições que ele se encontrava.😞

Engraçado que um dos meus livros favoritos também fala de alguém que se perdeu por influência de terceiros. O retrato de Dorian Gray, já leu? O papo é longo, mas diferente do Jake o que seduziu o Dorian para o Darkside, foi muito mais um livro que uma pessoa, na verdade, o discípulo superou e muito o seu criador que ao invés de ser Mad, entendeu errado e virou Bad.😵

Se for mesmo verdade que somos a média das 5 pessoas com quem mais convivemos, será que não valia ter um pouco mais de cuidado com essa escolha? 

Mas moral da história: Cuidado com o brilho dessas pessoas e não seja Maria vai com as outras. 😉


Título é quote de Alice no país das maravilhas.

SOS 😰

Impressionante como o app do Blogspot é absurdamente ruim.
Não consigo postar fotos, linkar vídeos, um completo horror! 😖
Que saudade absurda do meu computador!💔

O ministério do planeta 🔊

Dizem que é preciso passar por momentos difíceis para se tornar mais forte e perceber o seu melhor quando chegar do outro lado do conflito. Só Deus sabe o quão difíceis foram os tempos passados e quão sombrios os caminhos que me levaram a florescer agora, como Lírio dos Vales, a única flor capaz de desabrochar na completa escuridão.

Por grande parte desse blog questiono a solidão, os erros, as expectativas e os arrependimentos, mas em pouco tempo aprendi que a mudança de mindset é tudo! Quando você sabe pelo que está lutando, cada soco que recebe fica muito mais suportável.

Há um tempo vi um vídeo levemente religioso que falava sobre estar só e ver as pessoas próximas ou que eram importantes para você, simplesmente desaparecerem. Sempre me culpei pela solidão e a enxerguei como algo ruim, mas veja bem, a vida é assim mesmo, cheia de mudanças e renovações.

Quando percebemos que algumas coisas morrem para abrir espaço para que novidades possam surgir, a gente compreende que se manter em movimento exige sacrifícios e um deles é não ter pessoas correndo no mesmo ritmo que você.

Não é que assim possam ser justificadas toda as burradas, mas veja bem: Quando a gente gosta de alguém, a gente se mágoa, ficamos putos com quão chata aquela pessoa está sendo, mas se ela realmente importa, a gente fica ou viramos as costas?

Passei por um momento bem cinza, onde os defeitos (que não são poucos) ficaram em maior evidência. Quem tem paciência para algo assim? Ahhh..quem te ama tem!  Então... Aprendi muito sobre objetivos e sobre caminhar só. Pense comigo: Se eu não estou disposta a ficar por eles, por que ficariam por mim?

É preciso podar as plantas para que elas cresçam mais fortes, é preciso cortar as pontas duplas para que os cabelos não fiquem por completo estragados, é preciso admitir que a nossa vida é como um Shopping Center.

As pessoas vão, levam e deixam coisas, ficam um pouco e logo seguem para outro caminho. Tudo que podemos fazer é ficar atentos para que não quebrem e nem roubem nada, mas as portas devem sempre permanecer abertas. Não deixe qualquer um entrar, mas respeite quem quiser sair.

"Take me baby, or leave me" 🎶

Ninguém é obrigado a te amar ou tolerar suas merdas, se faça escolhida e não imposta. Serão poucos que irão desejar correr contigo e o máximo que pode tentar fazer, é ser pra eles o que gostaria que fossem para você. Se ainda assim não te quiserem, engula o que tinha a oferecer e não deixe que a rejeição se torne veneno em suas entranhas. 

Está okay ficar triste, mas desabar não pode. 💔

Mantenha as suas paredes fortes e a segurança reforçada. Não é todo mundo que irá se comportar bem, mas tenha em mente amar os passantes e aprender o máximo que puder com cada um deles. Todos que cruzaram por seu caminho, agora protagonizam uma parte de você. 

Se cuide! 💜

https://youtu.be/3Oq7S620CdI

"Ê madrugada, tô numa fome danada..." 🍆

Os olhos eram como bocas.
e bocas eram como mãos.

Tudo misturado,
inclusive a gente.

Dedos de língua, apertos de dentes.
A dor era o presente do ardor.

De costas pro mundo,
de frente pro desejo,
fomos até o fundo.

Uma e outra vez, 
sem silêncio, 
mas sem conversas.

Sorrisos como súplicas.
Voz, segredos, suspiros ... alívio.

O cheiro q era nosso descansava.
Repouso no quarto cheio de vazio.

Jéssica Reis 🌻

Para assistir - Grace and Frankie

Dica de série.

Grace e Frankie são duas mulheres de idade avançada e com o espírito jovem, que depois de muitos anos de casadas, se vêem divorciadas dos seus respectivos parceiros, que depois de 30 anos sendo sócios e amantes, resolveram assumir a relação.

Mesmo com tantos anos de convivência elas não eram amigas, mas se uniram pela tristeza do divórcio e a necessidade de reiniciar a vida quando pensavam estar no fim. Esse laço fez a amizade crescer rápido e virar uma cumplicidade que se fortalece a cada aventura.

Grace é fundadora de um império de cosméticos do qual já se aposentou, mas continua sendo controladora, cachaceira e bastante imponente. Frankie parece ter ficado presa nos anos 70, entre baseados e boas ideias, ela é sensível e vive de arte.

É uma série original da Netflix que já está na sua terceira temporada. É diferente do que estamos acostumados, simplesmente por ser protagonizada por "idosos" e ao contrário dos papéis medíocres das outras produções, eles possuem vida sexual, ambições e conflitos...como todo mundo.

Pra mim é um título fundamental pra abrir a mente, amadurecer e perceber que a vida e seus desafios, só acabam quando a gente morre. Além disso, serve principalmente para dar boas risadas ❤

[De uma série de posts para o Facebook]

Pink (2016) Filme indiano

Pink(2016) é um filme sobre cultura do estupro, consentimento e igualdade sexual.

Existe um lugar mais complicado para se abordar esses temas que no Oriente? Pois essa abordagem vem da Índia, e é muito válida!❤

Alguns dizem q nós, mulheres do ocidente, não devemos reclamar, porque se formos comparar somos quase homens por aqui. (oi?)
Outros batem no peito e dizem que o feminismo faz parte de uma agenda que quer destruir as famílias e separar os sexos. 😱
Eu acho graça. Não passa pela cabeça que nunca esteve ok para a gente...e que ganhamos força movidas pelo cansaço do desconforto diário.

As mulheres indianas estão cansadas e estão se unindo cada dia mais. Já postei aqui sobre "As filhas da índia", um documentário que mostra as mulheres indo às ruas, protestando e chorando suas mortas em estupros coletivos (prática recorrente por lá) e outras violências. Essas mulheres mudaram leis e irão continuar lutando e conquistando.

Esse filme cita esse episódio nacional e conta a história de 3 garotas que saem com 3 rapazes após um show de rock, mas que não desejam transar.(Olha que horror!)
Uma vez forçada, uma delas se defende com uma garrafada que quase mata o safado, que por azar, era de uma família poderosa.
Elas são caçadas, ameaçadas e sofrem violências, até que o caso vai parar no tribunal. E pasmem! É por tentativa de assassinato e extorsão (contra ela).
O roteiro traz para debate vários pontos comuns em todo o mundo. Fala sobre a mulher indiana de uma forma tão familiar às mulheres ocidentais, que por mais que me critiquem, não me arrependo ou me envergonho nem um pouco em bradar o quão feminista eu sou.
Indico!
Existem milhares de pontos de discussão e desconstrução. Vale a pena.

Tem na Netflix 💖

Da poetisa que não sou 👽


Tantos rótulos, tantas pessoas.
Parte da vida para identificar onde nos encaixamos.
Até perceber que não há caixas o suficiente pra caber quem realmente somos.

Sou a chata.
A obcecada por irrelevâncias.
A que fala alto pq tá empolgada demais pra controlar o tom.
A que se engaja e flui criativamente facilmente.
A que interroga, sufoca e quer te decupar.

O rosto fala mais que a boca.
A boca fala menos que os pensamentos.
Sou ideias. Filha dos detalhes, irmã da sinceridade e neta da curiosidade.
Minha família é minha cruz.

Agressividade.
Leveza quase nunca.
Sou do peso.
Dos temas complexos, dos amores longos e das notas extensas.
Solidão, mas também sou grupo.
Gratidão, resmungo, dengo e risos intermináveis sem razão aparente.

Felina.
Não quero abraços ou toques sem sentido.
Quero o meu espaço livre, mas posso querer o seu com o meu nome.
Mais do espírito do que transpareço e mais da carne do que gostaria.
ELE sempre pode te ajudar.

Não sou simples, já quis ser, mas desisti.
De literatura fácil o mundo tá cheio.
Sou um clássico infame, cheio de dramas, piadas suspeitas e lições vindas da dor.
Oscar Wilde, Shakespeare, Aldous Huxley.
Escolha a melhor capa e comece a encaixotar.

Jéssica Reis

Crie tudo, menos expectativas.



Expectativa

Encare-me. Diga oi e me assista sorrir.
Não me deixe ir embora, me agarre pela mão.
Puxe-me pela cintura e junte o meu corpo com o seu sem reservas.
Olhe, provoque, me faça te querer além do possível e antes que conteste, me coloque contra a parede e me cale com um beijo.
Sugue meus lábios, invada a minha boca suavemente, me aperte e então, me aperte mais.
Mostre-me com a pressão suave e carinhosa do seu beijo o quanto me deseja.
Me faça inundar, me deixe sem ar, me sinta pulsar.
Faz meu coração alto e minha mente ausente.
Se faça inteiro e seja real.
Por fim...
Beije-me suavemente, olhe os meus olhos mareados de tesão e me deixe com a certeza de que eu te encontrei e que a noite será mais longa que o comum.



Realidade.

Ele a viu primeiro, esticou a mão e a desejou boa noite.
Ela apertou a mão, sorriu tímida e retornou o cumprimento – Boa Noite.

Cada um seguiu o seu rumo.

Fahrenheit 451

Fui sem esperar muita coisa, mas as melhores surpresas acontecem assim.
Que livro maravilhoso ...pensei em um monte de coisas elucidadoras.


" Acho que sou tudo o que dizem que sou, tudo bem. Não tenho amigos. Isso é o bastante para provar que sou anormal.Mas todos que conheço estão gritando ou dançando por aí como loucos ou batendo uns nos outros.Você já notou como as pessoas se machucam entre si hoje em dia?"

Clarice <3 


Tô é sofreni com essa crise dos inferno.

Minha vontade mesmo é de fazer as malas, não por ódio ou por desgosto, procurar oportunidades em outro canto, virar mais uma retirante nordestina em algum lugar que finalmente abra uma porta digna para mim. Meu caso é de tédio e desapontamento. Sempre comentei aqui o quanto achava que a vida seria diferente, teve épocas que me apeguei tanto ao imaginado que quase permiti me perder de mim.
Quero construir algo novo, desbravar ambientes que nem se quer imaginei antes, não preciso do facão, nem das roupas, mas preciso da mata e da direção.

Por mais que lute contra, cada dia encarando a parede e fritando na cama, me puxa ao marco zero desse conflito, e me torno cada dia mais a mulher sentada na árvore, encarando os figos.
Vi essa história na season finale do Master of none, mas gostaria de ter lido em um livro. É um conto que fala de uma jovem mulher sentada em uma árvore cheia de galhos, onde de cada um deles saia um figo e cada figo tinha nele uma possibilidade. Casar, periquetar, viajar e etc. Ela queria tudo, mas não queria nada e assim a mulher permaneceu sentada contemplando as possibilidades e acabou assistindo a cada um dos figos morrerem junto com o tempo.

Queria mesmo tomar uma atitude e escolher meu figo, mas é como se tivesse sido paralisada, talvez seja medo ou incapacidade, simplesmente não consigo. A vida não é como nos filmes, se minha vida tem várias possibilidades, dessas não conheço tantas. A medida que vamos envelhecendo os figos vão caindo do pé, e se você for pobre caem 3 de vez a cada desilusão.

Estou ciente que esse é o mundo real e pra quem não tem grana, o mundo real tem verdadeiros espinhos, pra quem não sabe o que quer esses espinhos se tornam adagas mortais que fatiam os nossos sonhos e desejos inteirinhos. Ai nossa! Quantooo dramaa! Veja bem querido leitor imaginário, NÃO ME JULGUE e deseje sorte pra esse free spirit atormentado e desempregado que aqui vus fala.

Ao fim de um "amor"... Adeus.

Não há como se forçar amizades. Há pessoas que passam e outras que permanecem.


Esse é um dos fatos mais tristes, no entanto, é que dá suporte a beleza e pureza do que é ser amigo de alguém. Pessoas emitem energias e essas vibrações que se expandem de corpo a corpo podem se chocar, se anular ou se mixar de várias formas. Um desses mixes se chama amizade, outro tesão, amor e mais um tanto de sentimentos babacas e maravilhosos que a gente é capaz de produzir por outras pessoas.


É preciso que a combinação perfeita aconteça em momentos que nem sempre são tão perfeitos, mas que nos pegam de surpresa e ...BANG! Temos alguém que nem imaginávamos e que vai estar lá para a vida inteira. Entre eu e você, não é assim.


Acho que nunca comentei isso, mas na época da escola você era um ano mais velho que eu, melhor amigo de Luciano e foi assim que te conheci, eu era a melhor amiga da menina que o seu melhor amigo gostava...e gostei de você, mas você gostava da Laís (todo mundo gostava) e pra mim ser sua amiga foi maravilhoso naquela época.


Anos depois na faculdade, em um dos períodos mais confusos da minha vida.


- Merda! Voltou, estou gostando dele de novo!
Pensei.


Mas eu não era, e não sou uma garota de grandes feitos, ser platônica e eternamente apaixonada era/é bom pra mim e seguro o suficiente. Mas algo mudou e pela primeira vez eu tinha tentado alguma coisa com alguém, a iniciativa tinha sido minha e nossa...eu tomei um fora, o pedido foi ridículo, a resposta foi escrota, mas tinha mudado tudo. Dava pra fazer outras coisas com aquele superpoder e fiz. rs


Não fiz tanta coisa, relacionamentos não é minha maior ambição na vida e gastei tanto tempo entre trabalho e estudo que namorar não tinha muito espaço, além disso, as festas hetero sempre davam nos nervos (não toca Spice Girls e não pode rebolar nem nada que alguém lhe puxa)! Ok...isso não importa muito! A questão aqui, é que você foi importante sem nem saber que foi e tão presente que minha mãe lhe deu até apelido (sim, ela faz isso).


Essa é uma coisa que acontece entre os seres humanos, a gente faz diferença na vida das pessoas até mesmo com um inocente “Bom Dia”, e isso é mágico! Acredito que mais mágico ainda é saber que fizemos essa diferença e ter a oportunidade de nos perceber como algo mais que poeira cósmica dispersa no universo pra alguém em algum lugar.


To lhe dando esse presente e não sei se vai gostar.


Por 8 anos você foi e voltou na minha cabeça, primeiro como paixonite, depois foi tesão, depois uma incrível vontade de dar uns beijos (quase lhe parei na rua pra fazer isso) e depois... só mesmo a vontade de conhecer, sem grandes planos, a não ser, aproveitar as mil possíveis caronas para algumas festas héteros que não gosto de ir sozinha e quem sabe uns beijos aleatórios quando não estivéssemos fazendo nada (to carentinha pelo desemprego).
Mas não aconteceu, por coincidência ou destino choveu, por confusão ou sorte apareceu um caso que por sua similaridade esclareceu outro.


Deixo claro que não vou parar de olhar a sua bunda quando passar, ficar 15s lhe vendo dançando axé tão bonitinho na academia, seguir o conselho maravilhoso e eficaz que você me deu ou parar de torcer para que a sua próxima namorada seja bem bonita.
Eu lhe respeito e lhe admiro do jeito que você é (mesmo sem conhecer muito), mas ao fim desse texto, no fim dessas palavras e no fim das tentativas, sobra somente muito carinho.


Por respeito a mim e a você, essa é a minha última “cartinha” e o meu primeiro passo para o distanciamento.

Obrigada por tudo que você significou por todos esses anos. <3

Amor platônico, é amor mesmo?

Você sabe o que é amor?
Como saber que você não está apaixonado por um conceito que você mesmo criou?



Para nós criativos e românticos é muito fácil de um ponto construir uma linha sem nem mesmo encostar o lápis no papel. Você não sabe de verdade porque é apegada a uma pessoa, só é. Aquele papo de The heart wants what it wants (beijo Selena) sempre serve com uma luva para explicar afeições inexplicáveis, mas na real todos sabemos que nada acontece no coração além de passar sangue e que todas essas neuroses são frutos mesmo é da nossa cabeça louca que arranja umas coisas sinistras pras nos tirar o sono, principalmente quando percebe que está tudo bem demais. Talvez seja o caso de conversar mais sobre isso na terapia e trabalhar o desapego.

Vamos conversar abertamente sobre casos inacabados? Ok, um caso inacabado são aquelas relações que não receberam um ponto final, ficaram ali flutuantes guardada na gaveta da memória para reaparecer toda vez que a gente achar que esqueceu. Essas reticências deixam a brecha perfeita para o seu cérebro criativo e apaixonado preencher com o que você acredita que seria fantástico e que com o tempo fica tão enraizado no que somos e nos constitui de tal maneira que acaba se tornando somente uma realidade que não aconteceu. Não é questão de loucura, é só a nossa mente fazendo o que faz de melhor, preencher lacunas. Então construímos um amor tão perfeito na cabeça, um beijo tão maravilhoso, um toque tão desarmador que acreditamos que tudo isso tem uma parcela enorme de ser real, quando na verdade...behhh!


Tudo isso é território fértil para a síndrome da grama mais verde e não importa quem seja o amor real da vez, no primeiro momento de dúvida ou vazio, AQUELE amor parecia muito melhor, mas veja bem...talvez só houvesse mesmo um bom dia, o resto foi tudo por sua conta. Mas não se engane com a minha clareza de pensamento, esse não é um texto com um final maravilhoso que promete lhe ajudar a resolver os seus problemas, na verdade é mais um expurgo, um desabafo sobre a minha atual situação de ciclano que gosta de beltrano que não gosta de ninguém. Séria fácil demais seu amor platônico lhe corresponder com tamanho engajamento, mas raramente vai ser assim, simplesmente porque um amor platônico que se prese, nasce e morre na sua cabeça.


Meu plano é conseguir sair com ele, transpor as barreiras do silêncio misterioso e conhecer as piores coisas dele que com certeza vão me fazer correr, assim consigo acabar com esse karma que é amar sem ser amado e acreditar que há algo maior em um bom dia que somente educação. A vida é cheia de ilusões meus caros, se elas não lhe ajudam em nada e lhe dão uma crise de ansiedade estapafúrdia com a espera de uma resposta no WhatsApp, é porque não está prestando mais. Amores platônicos saudáveis devem ser lindos e fofos e não doloridos dessa forma. Tudo fica pior se ele existe há tanto tempo que nem o meu, I'm so sick of that same old love (beijo Selena 2)



Desejem-me sorte.