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Como fui ficar assim por alguém que é só uma ideia? Isso eu pergunto a você.

Acho é bobeira dizer mais uma vez que gosto de ti...mas já estou dizendo. Me sinto melhor dizendo isso em textos bonitos, pensados e bem arrumados, caso contrário, é impressionante minha capacidade de dar mancadas em composições espontâneas para falar de sentimentos e o quão ridícula e envergonhada me sinto fazendo isso. Rs.
Não sou nada fofa, ao menos nunca me descobri sendo do tipo que fala, mas quase sempre posso ser do tipo que faz coisas legais (e podres tbm, tenho um gênio de matar).
Minha colega de trabalho adora signos, li um pouco sobre o de Libras e parece muito contigo, lá dizia sobre apreciação da sinceridade, e cá estou eu, sendo sincera baseada e um bando de textos escritos por charlatões.
Sinto que ficamos tanto tempo em palavras, eu fiquei tanto tempo acomodada na distância calma que é gostar de alguém só de longe e na proximidade segura que é estar com alguém que não se gosta tanto por não mais que um mês, que pra mim também é um pouco complicado sair desse ciclo tranquilo e vazio.
Não sou tão maluca, lembro de cada fora que me deu, lembro que não sou seu tipo, lembro que não sou do seu mundo, lembro que gosta das mais espertas e acima de tudo, lembro que amava de verdade a sua namorada de somente 3 meses atrás que nem nunca encontrou depois do término.
Eu quero muito te tocar, saber qual é seu cheiro, te tornar real, conhecer seus defeitos e adorar ou odiar cada um deles pelo tempo que o destino tiver reservado pra isso, sendo 1h ou 1 semana, mas eu quero fazer isso tudo e me preservar o máximo, sem nem saber exatamente o quanto isso é possível.
Mais que conversar via wpp, eu quero ser capaz de conversar olhando pra sua cara sabe!? E por mais q seja foda olhar pro celular toda vez q ele toca e ficar murcha toda vez que não é você, eu quero ter memórias reais pra me lembrar e saber que elas foram vividas e não somente parte de uma ideia que eu montei e que nasceu e morreu em caracteres.
Com tudo isso eu ainda estou aqui, morrendo de medo de quão machucada posso sair desse rolo, ciente de ser só um intervalo comercial dentro de uma programação muito maior, mas ainda assim, louca por uns hematomas e torcendo para ser tipo o comercial da Vivo com a Jout, que fico feliz toda vez que vejo. Eu vou demorar um tempo que me parece um universo pra te ver de novo, mas fico feliz de saber q mesmo que você nem queira kkk eu vou acabar vendo do mesmo jeito, pq odeio jogar dinheiro fora kkkkk inclusive, corri na esteira que você sempre fica, só pra preencher o vazio kkk.
Outro dia a gente tava se perguntando o que eu queria de você, e eu fiquei pensando bastante sobre o assunto para chegar a conclusão de que na verdade o que eu quero mesmo é te tornar real. Mas sabe o que me parece? Ao menos para mim, parece que sempre estamos lá, vem paquerinha e ficantes, lágrimas por outras pessoas, passa um tempo, mas a ideia de você está sempre no bolso, pronta pra pular na minha cara sempre que um espaço fica vazio. De qualquer forma, estou preparada para morrer em caracteres tbm, li que Capricórnio com Libra podem ficar eternamente no chove e não molha. 


Fahrenheit 451

Fui sem esperar muita coisa, mas as melhores surpresas acontecem assim.
Que livro maravilhoso ...pensei em um monte de coisas elucidadoras.


" Acho que sou tudo o que dizem que sou, tudo bem. Não tenho amigos. Isso é o bastante para provar que sou anormal.Mas todos que conheço estão gritando ou dançando por aí como loucos ou batendo uns nos outros.Você já notou como as pessoas se machucam entre si hoje em dia?"

Clarice <3 


Tô é sofreni com essa crise dos inferno.

Minha vontade mesmo é de fazer as malas, não por ódio ou por desgosto, procurar oportunidades em outro canto, virar mais uma retirante nordestina em algum lugar que finalmente abra uma porta digna para mim. Meu caso é de tédio e desapontamento. Sempre comentei aqui o quanto achava que a vida seria diferente, teve épocas que me apeguei tanto ao imaginado que quase permiti me perder de mim.
Quero construir algo novo, desbravar ambientes que nem se quer imaginei antes, não preciso do facão, nem das roupas, mas preciso da mata e da direção.

Por mais que lute contra, cada dia encarando a parede e fritando na cama, me puxa ao marco zero desse conflito, e me torno cada dia mais a mulher sentada na árvore, encarando os figos.
Vi essa história na season finale do Master of none, mas gostaria de ter lido em um livro. É um conto que fala de uma jovem mulher sentada em uma árvore cheia de galhos, onde de cada um deles saia um figo e cada figo tinha nele uma possibilidade. Casar, periquetar, viajar e etc. Ela queria tudo, mas não queria nada e assim a mulher permaneceu sentada contemplando as possibilidades e acabou assistindo a cada um dos figos morrerem junto com o tempo.

Queria mesmo tomar uma atitude e escolher meu figo, mas é como se tivesse sido paralisada, talvez seja medo ou incapacidade, simplesmente não consigo. A vida não é como nos filmes, se minha vida tem várias possibilidades, dessas não conheço tantas. A medida que vamos envelhecendo os figos vão caindo do pé, e se você for pobre caem 3 de vez a cada desilusão.

Estou ciente que esse é o mundo real e pra quem não tem grana, o mundo real tem verdadeiros espinhos, pra quem não sabe o que quer esses espinhos se tornam adagas mortais que fatiam os nossos sonhos e desejos inteirinhos. Ai nossa! Quantooo dramaa! Veja bem querido leitor imaginário, NÃO ME JULGUE e deseje sorte pra esse free spirit atormentado e desempregado que aqui vus fala.

Ao fim de um "amor"... Adeus.

Não há como se forçar amizades. Há pessoas que passam e outras que permanecem.


Esse é um dos fatos mais tristes, no entanto, é que dá suporte a beleza e pureza do que é ser amigo de alguém. Pessoas emitem energias e essas vibrações que se expandem de corpo a corpo podem se chocar, se anular ou se mixar de várias formas. Um desses mixes se chama amizade, outro tesão, amor e mais um tanto de sentimentos babacas e maravilhosos que a gente é capaz de produzir por outras pessoas.


É preciso que a combinação perfeita aconteça em momentos que nem sempre são tão perfeitos, mas que nos pegam de surpresa e ...BANG! Temos alguém que nem imaginávamos e que vai estar lá para a vida inteira. Entre eu e você, não é assim.


Acho que nunca comentei isso, mas na época da escola você era um ano mais velho que eu, melhor amigo de Luciano e foi assim que te conheci, eu era a melhor amiga da menina que o seu melhor amigo gostava...e gostei de você, mas você gostava da Laís (todo mundo gostava) e pra mim ser sua amiga foi maravilhoso naquela época.


Anos depois na faculdade, em um dos períodos mais confusos da minha vida.


- Merda! Voltou, estou gostando dele de novo!
Pensei.


Mas eu não era, e não sou uma garota de grandes feitos, ser platônica e eternamente apaixonada era/é bom pra mim e seguro o suficiente. Mas algo mudou e pela primeira vez eu tinha tentado alguma coisa com alguém, a iniciativa tinha sido minha e nossa...eu tomei um fora, o pedido foi ridículo, a resposta foi escrota, mas tinha mudado tudo. Dava pra fazer outras coisas com aquele superpoder e fiz. rs


Não fiz tanta coisa, relacionamentos não é minha maior ambição na vida e gastei tanto tempo entre trabalho e estudo que namorar não tinha muito espaço, além disso, as festas hetero sempre davam nos nervos (não toca Spice Girls e não pode rebolar nem nada que alguém lhe puxa)! Ok...isso não importa muito! A questão aqui, é que você foi importante sem nem saber que foi e tão presente que minha mãe lhe deu até apelido (sim, ela faz isso).


Essa é uma coisa que acontece entre os seres humanos, a gente faz diferença na vida das pessoas até mesmo com um inocente “Bom Dia”, e isso é mágico! Acredito que mais mágico ainda é saber que fizemos essa diferença e ter a oportunidade de nos perceber como algo mais que poeira cósmica dispersa no universo pra alguém em algum lugar.


To lhe dando esse presente e não sei se vai gostar.


Por 8 anos você foi e voltou na minha cabeça, primeiro como paixonite, depois foi tesão, depois uma incrível vontade de dar uns beijos (quase lhe parei na rua pra fazer isso) e depois... só mesmo a vontade de conhecer, sem grandes planos, a não ser, aproveitar as mil possíveis caronas para algumas festas héteros que não gosto de ir sozinha e quem sabe uns beijos aleatórios quando não estivéssemos fazendo nada (to carentinha pelo desemprego).
Mas não aconteceu, por coincidência ou destino choveu, por confusão ou sorte apareceu um caso que por sua similaridade esclareceu outro.


Deixo claro que não vou parar de olhar a sua bunda quando passar, ficar 15s lhe vendo dançando axé tão bonitinho na academia, seguir o conselho maravilhoso e eficaz que você me deu ou parar de torcer para que a sua próxima namorada seja bem bonita.
Eu lhe respeito e lhe admiro do jeito que você é (mesmo sem conhecer muito), mas ao fim desse texto, no fim dessas palavras e no fim das tentativas, sobra somente muito carinho.


Por respeito a mim e a você, essa é a minha última “cartinha” e o meu primeiro passo para o distanciamento.

Obrigada por tudo que você significou por todos esses anos. <3

Amor platônico, é amor mesmo?

Você sabe o que é amor?
Como saber que você não está apaixonado por um conceito que você mesmo criou?



Para nós criativos e românticos é muito fácil de um ponto construir uma linha sem nem mesmo encostar o lápis no papel. Você não sabe de verdade porque é apegada a uma pessoa, só é. Aquele papo de The heart wants what it wants (beijo Selena) sempre serve com uma luva para explicar afeições inexplicáveis, mas na real todos sabemos que nada acontece no coração além de passar sangue e que todas essas neuroses são frutos mesmo é da nossa cabeça louca que arranja umas coisas sinistras pras nos tirar o sono, principalmente quando percebe que está tudo bem demais. Talvez seja o caso de conversar mais sobre isso na terapia e trabalhar o desapego.

Vamos conversar abertamente sobre casos inacabados? Ok, um caso inacabado são aquelas relações que não receberam um ponto final, ficaram ali flutuantes guardada na gaveta da memória para reaparecer toda vez que a gente achar que esqueceu. Essas reticências deixam a brecha perfeita para o seu cérebro criativo e apaixonado preencher com o que você acredita que seria fantástico e que com o tempo fica tão enraizado no que somos e nos constitui de tal maneira que acaba se tornando somente uma realidade que não aconteceu. Não é questão de loucura, é só a nossa mente fazendo o que faz de melhor, preencher lacunas. Então construímos um amor tão perfeito na cabeça, um beijo tão maravilhoso, um toque tão desarmador que acreditamos que tudo isso tem uma parcela enorme de ser real, quando na verdade...behhh!


Tudo isso é território fértil para a síndrome da grama mais verde e não importa quem seja o amor real da vez, no primeiro momento de dúvida ou vazio, AQUELE amor parecia muito melhor, mas veja bem...talvez só houvesse mesmo um bom dia, o resto foi tudo por sua conta. Mas não se engane com a minha clareza de pensamento, esse não é um texto com um final maravilhoso que promete lhe ajudar a resolver os seus problemas, na verdade é mais um expurgo, um desabafo sobre a minha atual situação de ciclano que gosta de beltrano que não gosta de ninguém. Séria fácil demais seu amor platônico lhe corresponder com tamanho engajamento, mas raramente vai ser assim, simplesmente porque um amor platônico que se prese, nasce e morre na sua cabeça.


Meu plano é conseguir sair com ele, transpor as barreiras do silêncio misterioso e conhecer as piores coisas dele que com certeza vão me fazer correr, assim consigo acabar com esse karma que é amar sem ser amado e acreditar que há algo maior em um bom dia que somente educação. A vida é cheia de ilusões meus caros, se elas não lhe ajudam em nada e lhe dão uma crise de ansiedade estapafúrdia com a espera de uma resposta no WhatsApp, é porque não está prestando mais. Amores platônicos saudáveis devem ser lindos e fofos e não doloridos dessa forma. Tudo fica pior se ele existe há tanto tempo que nem o meu, I'm so sick of that same old love (beijo Selena 2)



Desejem-me sorte.

Nós.

Vc tá namorando agora e eu super respeito isso. Se um dia acabar, vem conversar comigo?

Hoje foi um daqueles dias em que a gente senta e faz a pior coisa que pode fazer antes de dormir. Pensei e repensei várias passagens do meu, não tão curto quanto gostaria, caminho na terra. Pensei em você, porque é inevitável não pensar em você quando repenso a vida. Isso é engraçado, porque nunca houve um nós, isso, nunca ganhou o status de algo real, mas com toda certeza não pode ser dito que nada aconteceu.
Aconteceu na minha cabeça, nos meus sonhos, aconteceu toda vez que olhava pra você e ficava pensando: “Meu Deus, que costas maravilhosas e que bunda espetacular!”, aconteceu quando ficava falando um bando de bosta nas redes sociais, só testando reações para ter mais coisas de você com as quais sonhar e dizia “Nunca pensei que existisse alguém como você, mas você existe e toca violão no mic pra mim.”
A grande questão é que até outro dia tudo só acontecia dentro da minha cabeça e ficava bom assim, não tinha grandes riscos, poderia imaginar do jeito que quisesse e minha vida continuava solitária e perfeita como eu imaginava que era, uma plantonista assumida. Era boa a vida, mas poderia ter sido ainda melhor contigo e quando vejo casaizinhos jovens na rua, penso que perdi o time e a oportunidade de não ter nada pra fazer, além de sugar copiosamente os lábios de alguém durante uma tarde inteira. A verdade é que gostaria que você fosse esse alguém.
Acho que não lembro mais, acredito que estou bem, mas te vejo dançando swing baiano na academia e acabo parando para admirar com um misto de vergonha alheia + “ahhhh que fofo!”+ medo de ser pêga espiando. the noise of drumns inside my head continua, só que agora é mais baixo...quase como um sussurro de um passado inexistente e que ainda implora para acontecer.  Mas é só ver um rabisco qualquer dos amigos artista na timeline que me pergunto se tem coisa nova sua pra ver, lembro seu codinome e corro pra ver os seus desenhos. Nossa, me disseram que você tinha feito um desenho meu a partir da minha foto, não acreditei, mas gostaria que fosse verdade e de ter visto. Gostaria que tivesse me visto pessoalmente, de ter aceitado o seu convite, sinto falta de suas palavras de sabedoria e maturidade fora do normal para alguém da nossa idade.
Quando te conheci eu era retardada emocionalmente e imatura de tudo. Ainda sou, se não fosse, não estaria escrevendo isso aqui, mas gosto de acreditar que melhorei muitooo nos últimos anos.

Falei muita bosta descontextualizada, fui muito exigente e pareci uma louca, mas só estava nervosa, querendo dizer uma coisa e dizendo outra. Perder o controle costumava me deixar desconstruída, engraçado que a mente de alguém com 19 anos poderia funcionar dessa forma, mas era assim. Se havia muito nervoso por um lado, atitudes bostas saiam por outro, fora o medo de parecer vulnerável, inferiorizável ou de se expor de uma forma não manipulativa ou ambígua. Rs. Deixei de fazer e fiz muita besteira só pra manter o status co de “ajuizada controlada”.

Minha mãe sempre torceu por você, coitada, já torceu por tantas pessoas e quando desencantei foi por um que ela odiou, com toda a razão. A verdade é que precisou outra pessoa vir, me mostrar como era, (partindo a poha do meu coração logo depois) e aí eu percebi.
 "Olha como é fácil isso! Como é gostosinho... Deveria ter feito assim não era contigo, era com aquele outro lá."
Agora que sei tudo isso, fico ainda mais abaladinha quando vejo o seu bom dia ou entro no fake que fiz só pra ver os seus desenhos novos sem incomodar, mesmo depois de uns 5 anos de que você me deu um fora (muito bem dado inclusive, e super merecido, parabéns), pensei...

 - Posso fazer alguma coisa a respeito?

Posso sonhar, stalker e ficar feliz por sua felicidade ao lado da sua namorada, tão madura e afinada com seus gosto! Você fez uma ótima escolha... a propósito, vi seu desenho dela, aquele cabelo de fogo maravilho, tão linda e vocês dois juntos são absurdamente fofos. Parabéns, meus parabéns. Vão se casar né? Tudo tão fofamente compatível e arrumadinho, torço pelo melhor e não estou sendo hipócrita ao dizer isso, realmente desejo o melhor!

Você é cortês talvez só por ser da sua natureza, me tem em todas as redes, mas impõe a devida distância quando ás vezes calha de falar alguma coisa contigo, acho isso perfeito, homem que tem namorada não pode mesmo ficar de trela com exqualquercoisaesquisita. Você me bloqueou de tudo e não quer nem se quer ouvir falar no meu nome, mas tá ok, aquela de aparecer do nada pseudo alcoolizada e louca pra lhe encher o saco e preencher porcamente o meu vazio foi ridículo! Desculpa, mas não tinha percebido que tinha me excluído até outro dia, uns 2 anos depois do ocorrido, mas não ache que não lembrei de você antes, lembrei, mas não te achei e deixei pra lá.
A vida aconteceu...caminhos se cruzaram para talvez nunca mais se encontrar, mas é sempre bom saber que estamos no coração de alguém e pode ter certeza que você é um pedaço do meu, e se quiser, pode ser todo seu . É uma bagunça, tem lixo e destroços por todos os lados, mas pode ser um bom lugar para se morar, ficar a vontade para permanecer ou só dar uma passadinha gostosa, quente, molhada e invasiva de vez em sempre.
Amizade seria bom, mas até esse prazo já venceu. Sabe prazo de amizade? Aquele tempo que um relacionamento que não aconteceu tem para virar camaradagem eterna, até esse time eu perdi, é uma pena, mas tá tudo ok.

Uma boa vida pra você, uma boa vida pra mim.




Já acabou, Jéssica?

Faz nove anos que comecei a escrever um blog, mas esse aqui tem 7. Engraçado pensar em quanto tempo faz e como mudei e me transformei tantas vezes. Se está se perguntando por qual motivo esse blog não é famoso ainda é porque ele já teve diversos nomes e incontáveis endereços. Não era a visibilidade que importava, na verdade as mudanças aconteciam toda vez que um post bombava muito e eu achava que teria que mudar a forma de escrever ou as coisas que eu estava dizendo pra me adequar ao público, isso de se tornar comercial tem esse problema, tem que pensar em quem está lendo, dizer as coisas que querem ouvir, falar sobre o que o público pede e todas as vezes que tentei fazer isso, não foi só ruim, como também traumático. Quero minha escrita livre, minhas opiniões sendo minhas e nada de desculpas ou justificativas só porque uma hora ou outra eu com certeza vou mudar de ideia e de interesses.
Falando em interesses, liberdade e mudanças, essa ideia de blog surgiu porque queria publicar poesias, depois queria escrever sobre a vida, depois sobre moda e minhas descobertas no curso e depois era sobre tudo: séries, filmes, vida e eu. Esse endereço acabou de um jeito ou de outro, sendo um grande apanhado de mim e eu nunca imaginei que duraria tanto tempo, nada nunca durou, mas meu amor por escrever pode até ter seus tempos de respiro, mas sempre volta e é aqui onde me descarrego.
Este ano pensei em acabar com ele, excluir mesmo, com todos os textos e todas as histórias que me trouxeram até aqui, mas percebi o tamanho da burrada que isso seria. Não sei se escrevo bem, mas acho irrelevante pensar nisso quando gosto tanto de fazê-lo. Óbvio que tento melhorar e me aperfeiçoar pouco a pouco, mas o medo de errar é o tipo de coisa que lhe paralisa e causa vergonha de algo que talvez nem fosse nada tão grave assim.

Quando comecei a escrever tinha pouco mais que 16 e muitas coisas aconteceram, coisas que nem se quer imaginaria que fossem acontecer e que me modificaram assim como modificaria a qualquer pessoa. Esse é meu livro, meu diário, e pretendo cuidar melhor dele até que finalmente faça 10 anos, mas prometo nunca mais mudar de nome, endereço ou travar para ser encontrado com pesquisas.
Os blogs morreram! É o que dizem... Ninguém mais quer ler nada, as pessoas só querem vídeos de no máximo 3 min. Sinceramente, não ligo. Vou ficar aqui por mim e se alguém quiser ficar por aqui também e às vezes dar uma lidinha, vai ser gostosinho demais.

Rumo aos 10 anos!

Nunca houve uma crise como a dos 25.


Os 25

No primeiro dia do TCC, meu professor perguntou a cada membro da equipe o que planejava fazer depois que tudo acabasse e eu, toda contente, respondi algo que nem lembro mais, mas que teve uma resposta que com certeza nunca vou esquecer: “Engraçado você falar isso assim tão animada, quando estava formando fiquei apavorado e quando me formei passei os piores meses da minha vida até finalmente me encontrar”.
Obrigada Professor Ayrosa, você definiu toda a piada que era a minha confiança em somente uma frase que me segue como uma bigorna caindo repetitivamente na cabeça do Coite por no mínimo 5 meses.

Em tempo de crise o céu continua azul.

Em 5 meses não me faltaram processos de trainee, mas faltaram vagas normais abertas que não tivessem o pedido por experiência obrigatória . Impressionante como o site Vagas ficou deserto, mas nesse período aconteceram muitas coisas, com a vida corrida que costumava ter, não sobrava muito tempo e disposição para concluir minhas leituras voluntárias ou para pensar em mim. Quando não se tem nada para fazer, uma semana vira um mês com uma facilidade incrível, não nego ter desperdiçado energia em uma “bad” tremenda, mas não demorei muito choramingando e comecei a questionar coisas fundamentais para entender a minha situação:
O que você está fazendo?; Por qual motivo pediu para sair do emprego em que estava?; O que você está procurando no mundo?; Por que não está dando certo?; O que você está fazendo de errado e o que realmente deveria fazer?; O que é preciso para alcançar a meta?; Qual a meta?

Em busca de respostas/conhecimento/network frequentei várias palestras bacanas, tomei nota de novas referências e caminhos de estudo, embarquei em uma viagem inédita de leitura de livros que colaborem para o autoconhecimento e alguns de antropologia para entender o meio. Aqui fica a lista de alguns dos que mais gostei.           

1- Empregabilidade:  fala sobre as escolhas que se faz para trilhar uma carreira e como é difícil para algumas pessoas se recolocarem no mercado de trabalho, mas deixa claro que não é impossível ou algo de outro mundo desde que perceba os seus pontos fortes.
2- Ansiedade, do Augusto Cury. Ele trata a ansiedade como o mal do século e mostra como quase tudo que nos rodeia alimenta essa deficiência que pode prejudicar todas as áreas da vida e não somente a profissional como todos imaginam.
3- 44 cartas do mundo líquido: O Zigman tráz um pouco de cada aspecto da sociedade e a instabilidade das coisas e dos sentimentos. Acredito que todo mundo já ouviu falar da teoria da liquidez, mas a maioria dos que citam só leu Amor Liquido.
4 - Inteligência emocional: Ele diz sempre com um toque esperançoso todas as burradas e vantagens que ser ou não centrado emocionalmente podem trazer para a vida social, sentimental e profissional.
5 – Ponto de virada: Vi muitas pessoas comentando sobre ele e não pude deixar de ler, por necessidade ou por curiosidade. Com a análise dele sobre os pequenos fatores que podem ou não lhe conduzir ao sucesso e tipo de pessoas e suas habilidades relacionais ele reitera de uma forma extremamente racional e prática a teoria do bater de asas de uma borboleta e suas implicações.

Descobri que fiz muita besteira e a cada capitulo tento aproveitar essa crise existencial para resgatar o melhor de mim e indico isso para todos os milhões de brasileiros que tiraram férias forçadas. Procurem conteúdos que seus professores jamais apresentariam para vocês, e assuma as rédeas mesmo que tardias da sua formação intelectual. Proponho que entre em uma jornada de autoconhecimento que com certeza vai lhe transformar em um profissional 100% melhor quando voltar ao mercado de trabalho, muito mais preparado, sabendo o que se está buscando e o que de melhor tem para oferecer a sociedade e ao contratante. Não estou prometendo todas as respostas que procuram, mas sim, uma chance maravilhosa de se reabastecer e de repensar velhos posicionamentos. Tem serventia melhor para uma crise?  O gatilho para que surjam não é o acumulo de pontas soltas deixadas para trás ou até mesmo impactos fortes que lhe tiram a estabilidade? Há como passar vencedor por uma grande crise sem reencontrar o eixo?
Perguntas brotam do chão, mas isso não é o efeito da crise nacional ou efeito da minha fatídica crise dos 25, na verdade, questionamentos surgem toda vez que uma pessoa inquieta se sente aprisionada em uma situação desagradável, ou toda vez que uma empresa é retirada do seu ponto de conforto. Quando isso acontece é necessário desconstruir para reagrupar melhor e mais forte, caso contrário, o destino é o chão.

Nunca se está sozinho e a voz é coletiva.

Sempre achei interessante a ideia das gerações, acredito sim que faz muito sentido, é uma analise do ambiente, mas que muitas vezes se parece com a leitura de um horoscopo que você deseja muito que seja verdade. A mídia pegou todos os membros da minha geração, colocou em um saquinho e o adesivou com o nome geração Y. Algumas matérias perguntam com certo sarcasmo por qual motivo “esses jovens andam tão desmotivados” e prontamente respondem algo como “foram muito mimados pela liquidez moderna, querem ser promovidos logo, como pode isso?”, “eles cresceram ouvindo dizer que eram especiais” ou nos investigam com a lupa da conveniência e apresentam como padrão os “modelos” mais legais que temos e dizem como eles estão se saindo durante a crise.



Tenho plena consciência que dentro de milhões de pessoas que possuem a mesma idade que eu, uma parcela já ocupa cargos brilhantes e possui carreira de dar inveja a qualquer quarentão conservador, mas o que me parece é que não percebem que as diferenças da nossa geração são ainda maiores do que se podem esperar, há milhões de nós misturados a uma massa amorfa que não estão na melhor fase das suas vidas, se destacam pouco a pouco traçando caminhos diferentes dos esperados e que podem ser fatores decisivos para o que teremos na próxima década e ninguém sabe para onde em passos de formigas eles estão caminhando.

Sempre me perguntei porque gostam tanto de produzir conteúdo agrupando e dissecando gerações quando tão poucos realmente trazem algo novo ou útil. Com quem desejam se comunicar? Estão querendo preparar os empregadores e os colegas para a nossa “chegada”? É engraçado pensar nisso quando eles falam da geração com tanto brilho nos olhos, mas não brilham tanto quando falam das nossas conquistas. Onde está a tv aberta enaltecendo e dando a devida importância ao crescimento dos aplicativos utilitários e tantas outras conquistas polêmicas da nossa geração que põe em risco as velhas formas de se conduzir o capital? Só é noticia quando os dados vazam ou algo dá errado? E sobre as milhares de revoluções que estão acontecendo? Lowsumerism, Economia compartilhada, capitalismo consciente, explosão do veganismo, slow life o crescimento do cyber ativismo e muitos outros que todos os dias ganham ainda mais força nas redes e que na minha humilde opinião, fazem grande parte da chave para a saída dessa situação complicada que estamos passando. Falem dos feitos sem que seja em um evento de startups e sem colocar os CEOs como nerds fora do comum!



O futuro é agora, mas tem gente que não percebeu.

Está tendo crise? Está tendo muita crise e Deus sabe quando vai melhorar.

Acho maravilhoso ver os empresários dizendo que vendem lenço para as suas lágrimas, que a crise é uma ótima oportunidade para crescer e desenvolver soluções criativas, que alguns só estão perdidos porque faz muitos anos que não passamos por uma crise como esta e alguns ainda são inexperientes. Concordo plenamente! Temos milhares de exemplos que perduram até hoje nascidos das grandes guerras ou em um desses apertos mundiais que nos trouxeram até onde estamos.

Mas no ano de 2013 nunca se falou tanto em treinamento e manutenção do conhecimento do staff, disseminaram a ideia ma-ra-vi-lho-sa de que é também da responsabilidade da empresa fazer com que os seus funcionários olhem um pouco para fora dos seus cubículos e os tornassem cada vez menos reféns das suas rotinas de afazeres. No entanto, na área de comunicação apesar de ter pessoas de visões naturalmente ampliadas e criativas, cada vez se encontra mais profissionais cansados, desiludidos com os seus trabalhos e sonhando todos os dias em se tornar algum tipo de hippie no Capão ou artista alternativo. Aliás, não sei se há um grupo de profissionais tão desiludidos como o dos publicitários. Conseguem perceber o grande problema disso na produção do conteúdo a que somos expostos todos os dias?

Sabe o quão rápido o mundo está mudando? Imagina então o quão importante é para a empresa trazer pessoas com diferentes histórias de vida e experiências para compor com qualidade o QI do seu grupo de trabalho? E por que os empresários depois de tudo o que já aprenderam e da alma tão destemida que apresentam diante das instabilidades têm dificuldade de pluralizar (em todos os sentidos) o seu quadro de funcionários e tanto medo de investir nas cabeças novas e sem experiências nas áreas que desejam ocupar? Já parou para pensar o quanto essas pessoas cheias de bagagens complementares e vontade de produzir, podem trazer a pitada de sal que faltava para o seu negócio oferecer algo a mais para os seus clientes?
Trecho do livro Inteligência Emocional.


Um quadro de pessoas mais maduras, misturado a pessoas jovens, de diferentes origens, especialistas de diferentes vieses, complicado de lidar com toda essa diversidade? Com certeza, mas imagina só a amplitude da visão! Duvido muito que em tempos como esse se permitiriam liberar uma campanha que fala sobre diferentes tipos de mulheres, mas que excluem as negras e as gordas dessa diversidade.
Como disse anteriormente, a lista de questionamentos é enorme, mainha costuma dizer que é das pequenas inquietações que surge o novo, e nunca se precisou tanto de pessoas com capacidade de conectar boas referências e conduzir as marcas para o lado certo do labirinto.



Escrevi pensando muito no meu setor de atuação, mas imagino que essas dissonâncias e provocações valham para todos que estão no momento em que sabem exatamente o que não querem, são criteriosos com as suas escolhas e possuem a sua frente uma imensidão de possibilidades na qual sem dúvidas gostariam de se encaixar sendo não menos que algo maravilhoso, querendo encontrar uma forma real de colaborar com a sociedade e impacta-la positivamente. Não há mal em escolher onde e pra quem você deseja trabalhar, na verdade isso só fará sua decisão ser mais assertiva e duradoura.


Eu ainda não encontrei um jeito, ainda não sei o que ou como fazer, corro o risco de estar romantizando toda uma jornada tradicionalmente árida, mas tenho certeza que vou encontrar o meu lugar, e o abraçarei com empenho, brilho nos olhos e dedicação. Não houve crise antes dos 25, mas também nunca houve uma chance tão grande de fazer algo maior acontecer.

Destemidos com a crise e receosos com os novatos

Começo esse texto deixando claro que não sou nenhuma CEO cheia de experiências para compartilhar ou alguma RH de uma empresa interessada em inovação e desenvolvimento de pessoal, na verdade sou mais uma desempregada em meio a um mar de muitos outros como eu que engrossam a fila de recém-formados que ao sair da academia se depararam com a primeira crise da sua geração.  Fomos esperados por uma recessão que jamais vimos antes, no entanto, além da quantidade de oportunidades quase inexistentes há certos percalços que não são novidades para quase nenhum de nós e é com a voz que esse lugar me reserva que resolvi vir até aqui deixar a visão do que é estar do outro lado.
Desde o começo dessa fatídica instabilidade econômica que o tema dos grandes seminários e a pauta dos grandes portais são temas como: “10 formas de vender a crise e ainda ter lucros” e afirmações como “enquanto vocês choram, eu vendo lenços” . Sempre na intenção de fazer o mercado se acalmar e trazer aos empresários mais ímpeto diante da situação que muitos deles ainda não haviam encarado nem uma vez, sim, muitos da minha geração já dominam certos segmentos e como os jornais gostam de especular com um tom até muito irônico, não está sendo menos complicado do que foi para qualquer um que enfrenta primeiros desafios.
Sinceramente toda essa coragem é maravilhosa, não há dúvida que na escassez se há novas condições para se fazer coisas grandiosas, eu não estava lá, mas temos milhares de exemplos que perduram até hoje nascidos das grandes guerras ou em um desses apertos mundiais que nos trouxeram até onde estamos.
No entanto é de consenso geral que em tempos de dificuldade o quadro de colaboradores ficam mais enxutos, o que acaba retraindo as ofertas de empregos, isso fica bem claro e não é  isso que está sendo trazido até aqui e sim uma questão muito mais simples e muito mais antiga para o mercado que é a experiência do contratado.
No ano de 2013 nunca se falou tanto em treinamento e manutenção do conhecimento do staff,  disseminando a ideia maravilhosa de que é também da responsabilidade da empresa fazer com que os seus funcionários olhem um pouco para fora dos seus cubículos e os tornassem cada vez menos reféns das suas rotinas e afazeres. Na área de comunicação, com a rotina corrida, cada vez se encontra profissionais cansados, desiludidos com os seus trabalhos e sonhando todos os dias em se tornar algum tipo de hippie no Capão. Não sei se há um grupo de profissionais tão desiludidos como a dos publicitários, tanto que sou capaz de contar nos dedos aqueles que 2 anos depois de vivência em uma agencia de publicidade não se sentem explorados de alguma forma, enojados com as práticas de mercado que teimam em não se flexibilizarem diante das demandas sociais ou simplesmente não aguentar ter que conviver com todas as exigências e os poucos retornos que esse mercado dá. A grande verdade é que muitas das agencias estão profundamente acostumadas a sugar tudo que o profissional tem a dar sem ao menos se preocupar como está o progresso dele, e na verdade é esse progresso que traz novidades para dentro das agencias e são capazes de produzir essas mudanças que se não vierem espontaneamente, virão pela pressão pública.

Mas logo você que nem se quer entrou no mercado de trabalho, já estou reclamando? Você pode acabar se perguntando. Na verdade aqui entra dois pontos que fazem tudo que trouxe até agora valer a pena, e são questões que não torna nada dito até agora mais leve.  

Se movimento atrai movimento, o jeito é se mexer!

Assim que fiquei desempregada o meu melhor amigo me assistiu por em dia todas as minhas séries e fazer maratonas de filmes por semanas a fio, estava especialista em vários gêneros e ficava bem feliz com isso na verdade. Deitada lá, vendo série, lamentando a falta de um objetivo ou um caminho bem definido na vida e levantando só para comer e tomar banho. 
O melhor de ter um amigo como ele é que as vezes ele fala umas coisas tão impactantes de uma forma tão despretensiosa que aquela ideia é capaz de habitar a sua mente e dar milhares de filhinhos que em breve mudarão completamente a sua forma de pensar. A frase da vez foi:
“Amiga! Você só fica aí deitada refazendo esse currículo e vendo série. Movimento atrai movimento e você aí deitada, atrai o que?”
Uma vez a semente plantada, me lembrei de milhares de coisas que não teriam se quer passado pela minha mente sem esse input quase que divino que me fez estar aqui, escrevendo para vocês.
Obrigada amigo! <3

Mas então, atrai o que e por quê? 

Em 3 tópicos, vou tentar explicar o porque do movimento de fato atrair mais movimento.

1- Trabalhei um tempo com lojas de moda quando era estagiaria e entre uma pesquisa e outra sabe o que eu descobri!? Se o consumidor passa pela porta da loja e ela está muito calma, logo ele presume que não tem nada de interessante para ser visto (se tivesse, estava movimentada), e se vê alguma coisa que gosta na vitrine, sempre pensa que pode voltar depois (afinal, não tem ninguém alí). Por isso lojas como a Farm, pedem sempre para que as vendedoras fiquem em pé e fazendo coisas (fazendo fluxo), caminhando de um lado para o outro, simplesmente para passar a mágica impressão de que tem algo acontecendo alí.

2- Ainda pensando em varejo, é costume mudar de tempos em tempos todas as coisas de lugar, porque assim o consumidor sente a falsa impressão de que chegaram muitas coisas novas, e em caso de supermercados, força o consumidor a caminhar procurando o que ele quer e nessa caminhada, ele acaba comprando muito mais do que ele foi destinado a comprar.

3- Veja bem...logo depois da fala linda do meu amigo, vi a palestra do TED que deu origem a essa cena aqui:

A ideia geral é que a sua mente é capaz de ser sugestionada pelo seu corpo. Sendo assim, quando você está em uma posição que denota fraqueza e inércia, você acaba se sentindo ainda mais assim. Por outro lado, quando você se põe em uma posição de poder e realmente se empenha nela, você indiretamente acaba acreditando e se sentindo mais poderoso para enfrentar situações difíceis.



Tudo faz sentido não faz!?

Afinal, para afastar os predadores os bichos se fazem maiores e mais assustadores do que realmente são. Se colocar em posição de derrota não ajuda ninguém de verdade e nem de mentira.
Mas tudo isso me traz a um ponto bem delicado. Não me entendam mal, eu praticamente inventei a maratona de séries! Mas a gente passou a vida inteira falando mal da televisão, dizendo que ela lhe aliena e que deveríamos desligar a tv e ler um livro, para no final acabar correndo para o computador e ligando a Netflix?

Tudo bem que escolher a qual conteúdo você quer ser exposto é divino, mas continua sendo uma ação passiva, onde a gente recebe milhares de informações maravilhosas e desenvolve o assunto que vai ser o tema da conversa na próxima vez que encontrarmos com os amigos, mas sério que a gente está voltando ao ciclo original e achando tudo isso muito cool? Sério que a gente outro dia estava julgando a vovó que não saía da frente da televisão?

Sabe o que eu digo?

Vem comigo dar um tempinho no Netflix e vamos ler um livro? Desenvolver um projeto, ir conhecer gente mais inteligente que a gente, escrever um blog talvez...mas fazer alguma coisa que lhe movimente e faça a sua cabeça se mexer muito além de dois olhos piscando! É difícil, eu sei...mas pior é nem tentar!
Afinal de contas, se movimento atrai movimento e digamos que a vida está uma merda, vantagem mesmo é dançar kuduro para ver se a revolução começa né?

Livro da semana: 10 Livros Que Estragaram o Mundo (FIQUEM DE OLHO!)

É um livro bem popular entre reacionários, mas que vale sim a pena ser lido. 

Nenhuma história tem só um lado, nada nesse mundo é tão simples como parece e desqualificar o discurso do outro sem ao menos conhece-lo de verdade é tudo que a elite manipuladora (seja lá quem ela for) quer de você. 
Inclusive, fico bem triste ao pensar nas falhas que tive em minha formação onde muitas (todas as vezes) fui induzida a concorda com tudo que me era apresentado em sala de aula e caso discordasse, recebia algo como " é assim e pronto", quando na verdade o minimo que eu esperava era ter acesso as versões existentes e ter o direito de escolher com quais delas concordaria.

O professor é uma pessoa que tem a nossa confiança e com a qual ficamos vulneráveis em acreditar em tudo que nos dizem principalmente na escola, onde ele com o livro didático são os responsáveis por formar o jeito de pensar de alguém que nem se quer sabe exatamente como fazer isso. É agir de má fé dar ao seu aluno somente a verdade que acredita ser real, mas o que temos também que entender é que se trata de um ciclo vicioso, onde as pessoas evitam ter acesso aos contrários ou que se acostumam a ler ou entrar em contato somente com os que lhe são uníssonos. Para mim foi tudo ainda pior, simplesmente porque o meu professor de história era também o de filosofia e de sociologia.
Estou engatinhando e pela primeira vez sou a única responsável por conduzir os meus próprios estudos e formação de conhecimento. Isso é apavorante e a cada minuto que passa sinto mais um pouquinho do meu mundo cair diante de possibilidades que nunca pensei antes existir.
E aí entra esse livro.

10 Livros Que Estragaram o Mundo – e Outros Cinco Que Não Ajudaram Em Nada, de Benjamin Wiker


O Wiker é teísta e lógico que o ponto de vista dele em criticar Descartes, Hobbes, Marx e outros tantos, vai levar sim a moral e a formação dele em consideração, mas nem por isso o discurso se torna autoritário, fanático ou sem sentido. Estou quase no fim do livro e ele nunca trouxe nem se quer uma citação bíblica para justificar o ponto dele que quase sempre segue um caminho conservador e deixa respingar ideologias cristãs. Bem...sou cristã e isso não me incomodou, mas se isso te incomoda muitoo, ainda assim recomendo o livro. Assim você pode odiar o Wiker e amar ainda mais os seus filósofos, mas tendo ciência dos possíveis pontos negativos das teorias deles.

No geral esse livro lhe faz ter consciência do poder de uma ideia e de quão venenosa ou construtiva ele pode ser (falando nisso indico um filme chamado A onda), além de mostrar o quanto somos influenciados e temos nossos pensamentos moldados por pressupostos que talvez a gente nem se quer concorde, mas não temos uma noção real de toda essa interferência na construção do ser e dos ruídos que carregamos em nossos discursos cotidianos. 


Os 10 grandes estragos trazidos são esses:

Capítulo 5 - Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels
(1848)
Capítulo 6 - Utilitarismo, de John Stuart Mill (1863)
Capítulo 7 - A descendência do homem, de Charles Darwin (1871)
Capítulo 8 - Além do bem e do mal, de Friedrich Nietzsche (1886)
Capítulo 9 - O Estado e a Revolução, de Vladimir Lênin (1917)
Capítulo 10 - O eixo da civilização, de Margaret Sanger (1922)
Capítulo 11 - Minha luta, de Adolf Hitler (1925)
Capítulo 12 - O futuro de uma ilusão, de Sigmund Freud (1927)
Capítulo 13 - Adolescência, sexo e cultura em Samoa, de Margaret Mead (1928)
Capítulo 14 - O relatório Kinsey, de Alfred Kinsey (1948)

Os 5 que não ajudaram foram esses:

Capítulo 1 - O Príncipe, de Nicolau Maquiavel (1513)
Capítulo 2 - Discurso sobre o método, de René Descartes (1637)
Capítulo 3 - Leviatã, de Thomas Hobbes (1651)
Capítulo 4 - Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os
homens, de Jean-Jacques Rousseau (1755)

E rola um choramindo com esse aqui que inclusive já até baixei pra ler depois HUAHAUAH

Capítulo 15 - A mística feminina, de Betty Friedan (1963)

Tenho refletido sobre muitas coisas enquanto leio esse livro e talvez até escreva um outro post quando chegar ao fim. Mas até então...é só isso mesmo!

ATENÇÃO!! (UPDATE)

Se já estava rolando um problema de confiança, a onda piorou graças a má fé desse autor que me fez desacreditar toda a sua obra a partir de apenas uma traição.
O autor se propõe a encontrar o "bug" no raciocínio os tais livros apresentam e para isso ele sempre traz trechos originados do livro em questão para comprovar o que ele está dizendo. Nesse caso ele estava falando do livro Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels
(1848) e apresentou o seguinte trecho:
Mas vocês, comunistas, implantariam a comunhão das mulheres”,[ V ] grita em coro toda a burguesia.[...] nada é mais ridículo do que a indignação moralista da nossa burguesia quanto à comunhão das mulheres que, eles dizem, estabelece-se oficial e abertamente pelos comunistas. Os comunistas não precisam implantar a comunhão das mulheres; isso existe praticamente desde sempre. Nossos burgueses, não contentes em terem as mulheres e filhas dos proletariados à sua disposição – sem falar nas prostitutas nominais –, têm maior prazer ainda em seduzir as esposas uns dos outros. O casamento burguês é na verdade um sistema de esposas em comum e, portanto, no que os comunistas podem ser repreendidos é, no máximo, por quererem introduzir uma comunhão aberta e legalizada das mulheres, ao invés de uma que é escondida hipocritamente das mulheres; isso existe praticamente desde sempre. Nossos burgueses, não contentes em terem as mulheres e filhas dos proletariados à sua disposição – sem falar nas prostitutas nominais –, têm maior prazer ainda em seduzir as esposas uns dos outros. O casamento burguês é na verdade um sistema de esposas em comum e, portanto, no que os comunistas podem ser repreendidos é, no máximo, por quererem introduzir uma comunhão aberta e legalizada das mulheres, ao invés de uma que é escondida hipocritamente.

Com isso, em que você acredita? Fiquei simplesmente chocada, por isso fui diretamente ao livro fonte e na verdade o que tem dentro dessa maliciosa reticências é isso aqui:

Para o burguês sua mulher nada mais é que um instrumento de produção. Ouvindo dizer que os instrumentos de produção serão explorados em comum, conclui naturalmente que haverá comunidade de mulheres. Não imagina que se trata precisamente de arrancar a mulher do seu papel atual de simples instrumento de produção. 

Espertamente o autor suprimiu um parágrafo e assim descontextualizou todo um pensamento, que de tornar a mulher um bem público, passou a ser uma passagem que pode ser até considerada feminista.
Não quero com isso qualificar ou não movimento algum, mas sim mostrar o quão desonesto esse autor foi nesse momento e provavelmente em muito outros, mas deixo claro que não prossegui com a investigação ou com a leitura.

Fiquem de olho!

Bullet point! Design não é nada disso que você pensa. Será?

Muita gente não sabe, mas eu tive uma passada bem gratificante pelo curso de artes visuais. Na verdade, muito do que penso hoje foi talhado ainda naquele tempo de 17 anos e indecisão sobre qual carreira seguir.
Uma das coisas que mais me recordo gostar foram das aulas da professora Mery onde surgiam discussões acaloradas sobre o que é design e qual a diferença entre design e a arte. Depois de muito Bruno Munari e outras leituras complementares que servem de base tanto para o curso de design quanto para o de artes, a principal conclusão é que o que difere a arte do design é que o segundo já nasce com uma função pré-determinada, ele nasce com um propósito, enquanto a arte teoricamente fluiria do desejo do artista e não seria feita pesando em terceiros (o que a gente sabe que não é bem assim).

Ontem, depois de uns 3 anos sem contato com esses questionamentos fui lindamente exposta a uma nova forma de pensar e me vi obrigada é reconsiderar quantos pontos pudessem ser repensados em 2h e meia de palestra. O cara virou para a gente e disse : O design não existe, ele é só uma ideia modernista que colocaram na sua cabeça!
Eu disse: Oi!?
Ele disse: O design da forma que estudamos nas universidades e que se formou no modernismo (que por essência, destrói ou invalida tudo que veio antes dele, trazendo sempre o hábito de desejar começar do zero, mas só que nada vem de lugar algum) tem como principal pensamento que a forma acompanha a função e se mantém dentro de uma visão descontextualizada, que ignora variantes do ambiente que igualmente influenciariam na forma e que hoje em dia com a abertura de milhares de vertentes, a função não é algo tão simples de ser percebido como costumava ser.


Será que os designers costumam pensar nas influências sociológicas daquilo que desenvolvem?
Será que o estudo do micro e macro ambiente não são fundamentas para dar uma guinada em qualquer planejamento que se abrace nas palavras de um briefing?
Será que quando trazemos projetos, pensamos na relação com de onde viemos, e pra onde vamos a fim de analisar causas e consequências?
E a forma que encaramos os problemas? Temos mesmos que acabar com eles ou seria melhor dialogar, procurar a real causa e assim ir muito além da equação básica do dois mais dois?

No design de moda, a relação com o corpo, as mudanças politicas, econômicas e sociais são fortemente contempladas, simplesmente porque são os norteadores de qualquer projeto (que se prese, porque tem cada formado de moda que me mata de vergonha.)

Mas a ideia é que ...GENTE! Ele tava falando de design, publicidade e de qualquer coisa que parta de uma ideia.
Fiquei simplesmente boquiaberta e reflexiva. <3



Ela stalkeia, Ele se apaixona e Eles namoram. Perigoso?

O “verbo” que antigamente era sinônimo de psicopatas e resultava em processos penais, hoje, para o bem ou para o mal, está na boca e nos atos de todo mundo.


Com tanta exposição e vontade de ser observado, ser stalkeado se torna uma espécie de "privilégio", afinal, isso significa que você está sendo alvo do interesse de alguém que se dedica a saber tudo sobre você, ou ao menos, tudo que você expõe na internet, que acredite, não é pouco!
O stalker virtual nasceu nos braços do Myspace e ganhou corpo com o falecido Orkut antes do recurso “quem te visitou” ser instalado e ser preciso criar fakes para fuxicar a vida dos outros. Naquele ponto já estávamos acostumados a achar os mocinhos e dar uma examinada em quem ele conhecia, quais páginas ele curtia, acompanhar os scraps ou ler os depoimentos que diziam muito mais do que 30 minutos de conversa com a mãe do rapaz. Mas hoje temos MILHARES de redes sociais e aplicativos de relacionamentos que podem ser assustadores e que utilizam o geolocalizador do celular para promover encontros. Não estou falando do Tinder ou de outros que tem um raio distante, estou falando dos mais precisos como o Happn.

Amo testar aplicativos para conhecer as funcionalidades/público frequentador e posso dizer com tranquilidade que o Happn é lindo minha gente!


Para que acredite em mim, aqui vão 3 motivos pelos quais o Happn é mais legal que os outros apps do gênero sem nem considerar a interface clean e as informações extras do perfil, como a possibilidade de criar uma playlist exportada do Spotify<3 .
  1.  Poucas pessoas conhecem e dificilmente ele vá ficar tão absurdamente utilizado como o Tinder. (Espero que não)
  2. O satélite mostra exatamente o lugar e a hora que você encontrou com a tal pessoa e se você está se batendo com ela pela primeira ou por quantas vezes foi.
  3. Você manda um heart que a pessoa só vai saber se lhe corresponder, mas se bater o desespero pode mandar um charme que é o mesmo que gritar: Eu existo e estou te querendo!
       Mas também posso lhe dizer o motivo pelo qual o Happn e toda essa super exposição     é extremamente assustadora em 5 passos típicos de stalkers cotidianos.




  1. Digamos que você tem uma rotina bem determinada e todo dia você passa pelo mesmo ser humano, no mesmo horário. Pronto, só aí ele já sabe onde e quando te encontrar.
  2. Agora vamos dizer que ele leu sua descrição, não teve o heart correspondido, mandou um charme e não foi respondido, com tanta indiferença ficou curioso sobre você.
  3. Aí ele pega o seu nome e joga no Google para achar o seu Instagram e se ele não for todo fechado, ele já mata um pouco da curiosidade sabendo como você é em outras fotos. Ainda com a ajuda do Google, lê seu CV no Linkedin e de quebra vai saber cada concurso, processo no JusBrasil ou vestibular que você já fez na vida!
  4. Agora joga seu nome no Facebook, se não for fechado, é um paraíso para qualquer stalker que vai saber desde os lugares que você estudou, onde trabalha e mais detalhes sobre os seus hábitos que só poderia ficar melhor se ele lhe achasse no seu Foursquare ou no seu Snapchat!
  5. Hora de se aproximar com um novo método que é lhe adicionar no Face ou forjar um encontro casual para falar de exatamente tudo que ele sabe que você gosta. "Humm...Acho que lhe conheço de algum lugar!"
Será que estou imaginando demais? Claroooo que não!


Se você não está ligado nas táticas dos stalkers modernos você é muito desligado ou não conversa com as pessoas certas. Hoje em dia todo mundo checa as redes sociais das pessoas que acabaram de conhecer ou que na verdade era só o recrutador que mandou o e-mail de retorno recusando o seu CV [Brinks]. 
É um hábito tão comum que imagino a quantidade de pessoas que sabem tudo da gente e que nem cogitamos que existem.

Você realmente acredita que aquela menina(o) lhe deu um like e começou a conversar com você no Tinder sem nunca ter feito uma busca no seu nome?

Essa técnica de investigar a vida alheia sempre existiu no off, mas ao menos quando é caso de paquerinha, as perguntas são feitas entre as amigas que sempre conhecem ou descobrem uma fonte confiável de informações sobre o fulano. Entre os homens héteros eu já não sei se importa tanto a ficha da menina, mas ainda estou pra conhecer a garota que investiu em um cara sem nem se quer saber o nome dele ou o signo!

De todo esses pontos emergem as perguntas: Será que a gente realmente quer se expor tanto assim? E esse povo todo sabendo tanto da gente, é coisa boa? E essa pessoa que já se aproxima sabendo "tudo" ao meu respeito e se moldando ao que já sabe que eu vou gostar, é bacana mesmo?