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O fantástico mundo de Bob.


Anos noventa ► Influências culturais ► Gold Age ► Desenhos 

Por Jau Santoli
Costumo dizer que não há época mais legal que os anos noventa e isso já faz no mínimo duas décadas. (Entendeu a piadinha?)
Sem perceber estamos ficando como meus pais e como os meus avôs que acreditavam que os anos nos quais nasceram eram sempre melhores do que aqueles que estavam vivendo. Fiquei pensando sobre isso e percebi que não era a programação da TV que era substancialmente superior, muito menos os hábitos alimentares que tornavam aqueles anos os melhores. O que muda todo o contexto é a nossa perspectiva, é o danado do olhar.
Para a maioria das pessoas, quando eu perguntar quais os melhores anos da sua vida, a resposta automática será a infância e aí chegamos à resposta!
Não entendeu onde eu quero chegar?
Quando somos crianças o conteúdo é a ultima coisa na qual prestamos atenção, o que marca cada momento vivido são as emoções que naquelas épocas nos escapuliam com facilidade. Como a nossa memória tem muita facilidade para vincular sentimentos com músicas, filmes e algum elemento externo que estávamos em contato no momento em que nos sentimos felizes. É mais do que comum que as coisas vinculadas a nossa infância sejam de fato as melhores e nos deixe contentes até hoje. Não pelo conteúdo em si, mas pelo sentimento adormecido.
Uma prova do que estou falando, é o fato de ser inevitável não acabar destruindo com o encanto de algo que nos seus 6 anos de idade era incrível! Comigo foi aquele tio muitooooooo alto que no fim só tinha 1,73 (sou maior que ele hoje). Ou aquela música que você se acabava de dançar com as amigas e não fazia ideia de que estavam falando da sua vagina ou de atos que mais tarde você até gostasse, ou simplesmente achasse muito confuso (como a suruba dos Mamonas Assassinas)
Pense um pouco e pare de ser chato! Nós sabemos que Justin Biber e Restart são umas drogas, mas não sabíamos o quanto a Britney ou as Spice Girls podiam ser lixo na nossa época e gostava mesmo assim. Se você não gostava, não se ache tão importante, tenho certeza que alguma modinha inútil também lhe atingiu como se fosse a melhor coisa do mundo.
Sob tudo, não há como negar que a produção cultural dos anos 90 arrebentou lindamente e apesar da Xuxa, nos tivemos a Eliana, apesar da Britney, nos tivemos Sandy e Júnior e apesar do Barney, nos tivemos o Pequeno urso e toda a turma do Castelo Rá TIM Bum. É bom lembrar que os anos noventa foi uma década forte para o amadurecimento das comunicações e o amadurecimento das grandes marcas, foi o berçário dos futuros consumistas e essa realidade conviveu de forma cortês com programações de boa qualidade que dificilmente se corrompiam.
Melhor que os anos noventa? Temos vários anos e pra mim o prêmio de Gold Age pertence aos anos 70.
Valorizo e analiso o meu hoje como a adulta que sou, mas tendo um filho...não entregaria a educação 
dele para DVD nenhum fazer o trabalho.
Em todo caso...que tal matar a saudade das manhãs de sábado hein?

Estampa do Doug Funnie

Anos 90 ►Estamparia ► Tempo livre.


Essa parte do “tempo livre” não é bem verdade.
Aos poucos que me seguem há um bom tempo é fácil saber que essa questão é bastante relativa. Pra todos aqueles que têm uma mãe rigorosa, sabem também que quando elas querem alguma coisa, pode ter certeza que algum tempo livre irá aparecer obrigatoriamente.
Sendo assim, minha mãe comprou umas camisetas lisas para minha sobrinha de 2 anos e pediu para que eu as estampasse. Demorei mil anos, mas em um belo dia como esse que acordei um tanto inspirada, fui lá e fiz.
Mesmo sabendo que a minha linda sobrinha não saberia quem é o Costelinha e muito menos o Doug Funnie, achei mais importante que eu soubesse kkkk. Não sou má. Só me recuso a pintar o Patati e o Patatá. Tenho sérios problemas com palhaços e ela adora cachorros. Uni o útil ao agradável e todo mundo ficou feliz!

Doug Funnie

Anos 90 ► Desenhos ► Doug Funnie ► Referências ► Saudades



Meus personagens favoritos.


# Doug Funnie (Douglas Yancey Funnie): É um garoto de 11 anos e meio. É o personagem principal. Ele mora com sua mãe, seu pai, sua irmã Judy e seu cachorro Costelinha na Rua Jumbo, 21, na cidade fictícia de Bluffington. Ele narra seu cotidiano ao escrever em seu diário todas as suas dúvidas, alegrias e tristezas. Ele tem um cachorro chamado Costelinha. Doug gosta de imaginar coisas, como o que poderia acontecer no futuro, também gosta de imaginar que é um super-herói chamado Homem Codorna, o agente secreto Smash Adams, o espião secreto Camaleão ou o aventureiro Race Canyon.
# Judy Funnie (Judith Anastasia Funnie): É a irmã de Doug. Ela tem cerca de 15 anos. Ela tem talento para a dramaturgia, às vezes age como uma atriz dramática e poética. Às vezes, age de modo rude com Doug, mas mesmo assim não deixa de ajudá-lo. Odeia quando Doug entra em seu quarto.
# Costelinha: É o cachorro de estimação de Doug. Algumas vezes age como um ser humano, só que não fala e é azul. Sua casinha de cachorro tem a aparência de um iglu. Ele tem habilidades como jogar xadrez e dançar. Costelinha mostra o valor de uma amizade fiel e desinteressada. Em todos os perigos que Doug enfrenta, ele está presente, seja na vida real ou na imaginação de Doug. Na imaginação de Doug, Costelinha é Cãodorna ou Costelinha Adams, o cão secreto.
# Skeeter Valentine: É o melhor amigo de Doug. Skeeter foi quem ensinou Doug a pedir um sanduíche no Honker Burger, quando ele tinha acabado de se mudar para Bluffington. Ele também ajudou Doug a aprender a dançar. Também mostrou ao Doug a banda do momento, Os Beets. Ele tem um irmão mais novo chamado Dale. Assim como Doug, Skeeter tem um super-herói preferido chamado Mosquito Prateado, paródia do Surfista prateado de Stan Lee e Jack Kirby. Skeeter usa expressões como "Ho-Ho" ou "Legal, cara!". O pai dele tem um temperamento ruim e tem um vocabulário lento. Sua mãe é bondosa e calma. (wiki)



EMF - Unbelievable


Lembra? Bons tempos  de MTV U_U

Bem vindo ao fantástico mundo no qual eu nasci - Anos 90

Devaneios ► Cultura ► Referências ► Mídias ► Críticas
E assim teve inicio os anos mais legais nos quais o mundo pode contar com a minha presença, e suspirar com a criatividade das primícias do que há dez anos ninguém imaginaria “evoluir” para as merdas que temos hoje.
Se já tínhamos coisas ruins, essas ficaram piores, e as coisas boas que tínhamos em sua maioria morreram perdidas pelas memórias dos que viveram intensamente a época.
Tenho 21 e o meu crescimento foi embalado por todos os hits dos anos 90, indo dos mais toscos aos mais inesquecíveis! Minha televisão vibrava com o auge da MTV Brasil e com desenhos que hoje ainda são raramente lembrados.
Se por algum acaso eu ganhasse uma pedra mágica que me fizesse voltar no tempo, diretamente para há minha década preferida como em um filme do Woody Alien eu voltaria a todas, mas passaria uma semana nos anos 70 e duas nos 90 só assistindo TV e transformando um pouco do meu cérebro em ameba midiática kkk
Engraçado, por mais que eu sabia que a televisão escraviza e realmente poda as suas capacidades de livre raciocínio. Ainda consigo ver os meus programas como grandes agregadores para formação do que eu sou hoje e fermento para grande parte das minhas eternas indagações.
Ok, não há mal em assumir ser fruto de uma sociedade, ter sido influenciado por culturas estrangeiras e códigos de conduta pré estabelecidos, planejados nos moldes que mais agradam aos grandes manipuladores sociais MUAMUAMUA (isso foi uma risada maléfica). Todo mundo é direta ou indiretamente fruto disso ué!?
Sendo assim, surge agora uma nova coluna na qual que relembrarei meus tempos de infância e mostrarei coisas intrigantes que somente hoje eu consigo enxergar dignamente.