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Bataclan um bordel familiar.

Voltas ► Férias ► Bordel 
Gabriela, sempre gabrielaaaa ♪
Esse trecho lhe diz alguma coisa?
Se sim, já começamos bem, e se não. Não há problema, tentarei explicar da forma mais breve possível.
Tanto Gabriela, quanto Maria Machadão foram pessoas reais descritas por Jorge Amado no livro, Gabriela cravo e canela, que de tão bom se tornou novela da Globo em 1975. (e teve muitas passagens pelo vale a pena ver de novo anos depois)
Gabriela era uma jovem vinda de um interior da Bahia abalado pela seca, que e se mudou pra Ilhéus para fugir das más condições de vida. Era doce, destemida, ingênua e inocente. Mas de todas as suas qualidades a que mais pesava era o fato dela ser realmente linda, tanto de corpo como de rosto. Ao chegar na cidade, ela causou muitas confusões com a sua inocência, seu amor pelo Nacibe e com o seu quibe fenomenal vendido em um bar, chamado Vesúvio.
O Bataclan foi parte do cenário dessa história que se passou na década de 20, quando Ilhéus era uma cidade rica e cheia de coronéis devido a alta produção de cacau. A dona desse bordel famoso era a Maria Machadão, que nunca se casou, nunca teve filhos e muito menos herdeiros. Então a prefeitura desapropriou a casa que já caia aos pedaços e a reformou em 2006, abrindo as portas ao público como um centro cultural, com apresentações teatrais, lojinha e exposições.
Eu fui lá durante as férias e estava louca pra postar algumas fotos.

Fachada e entrada principal onde tem as encenações e liberdade para os visitantes se enfeitarem e tirar fotos. 

Reprodução do quarto da Maria, algumas coisas são fake, mas a maioria é original.

Lojinha com artigos vintage, uma coisa mais linda que a outra.
Infelizmente, quando consegui ir ao Bataclan já estava perto de ir embora e não pude ficar para ver alguma das apresentações. Um das coisas mais legais em relação a divulgação do lugar, é que atrizes se vestem de melindrosas e saem pela cidade, segurando no braço de atores também caracterizados, sorrindo, papeando e tirando fotos com os turistas. Mas tudo isso só acontece em alta temporada (verão).
Fica aí uma ótima dica para as suas próximas férias. Ilhéus é lindo e o que não falta é lugar para conhecer, coisas para ver e tendo dinheiro, programas bacanas pra fazer.

Annie Leibovitz + John Lennon

Fotografica ► Música ► Sucesso ► Drogas ► Rock

Annie  by Getty images
Ela tem uma história bem legal que se confunde com a história do rock.
Começou sua carreira bastante jovem, era cheia de sonhos de conquistar o mundo e coragem sobrando. Um dia, conheceu uma galera que gostou bastante das fotos dela. Aquelas pessoas ainda não era tão importantes quanto um dia iriam vir a ser, mas com o tempo foram se revelando uma equipe promissora e dando forma a revista que mais tarde seria a mundialmente conhecida Rolling Stones. Annie seguiu o caminho do sucesso junto a eles e acabou por se tornar a fotografa dos rock stars.
Uma das fases mais contubardas da sua carreira foi quando o desafio de muitos fotógrafos caiu em suas mãos e ela bravamente se jogou de cabeça. No entanto, ela se envolver no trabalho era o medo de todos, afinal, ela tinha saído em turnê com os Rollings Stones e todos sabiam de seus altos consumos de drogas, que infelizmente, também se tornaram os altos consumos da Annie que com o tempo foi “se perdendo” na vida.
Ela ainda era uma ótima profissional, era a preferida dos músicos por estar entre eles sem ao menos ser notada e capturar deles as suas essências em fotos inesperadas. No entanto aqueles que na época já residiam em NY, tinham visto a Annie crescer e amadurecer o seu trabalho além de chefes também eram seus amigos, e com isso sugeriram a moça que se afastasse um pouco daquele mundo conturbado. E foi assim que o mundo das celebridades/moda a ganhou de presente. Ela agora criava cenários, ambientes e liberava a imaginação durante seus trabalhos, algumas vezes exacerbadamente caros, Annie não era mais somenteuma retatista, agora ela fotógrafa de moda e etc.
Annie havia se tornado um membro da família Vanity Fair e uma das retratistas mais famosas da atualidade. Dolly Parton, Dan Akroyd, Whoopi Goldbergi, Demi Moore encabeçam a imensa lista de artistas mundialmente famosos que já estiveram em frente as lentes dela.
Minha foto preferida é essa do John Lennon com a Yoko. Creio não precisar comentar sobre a profundidade da mesma já que se faz óbvio. Porem a importância dessa capa é bem maior que muitos sabem. Essa foi a última foto que o Lennon tirou, após esse retrato ele morreu assassinado com menos 4hs depois, e uma capa que era pra celebrar o amor e a entrega dos dois, foi usada para representar uma perda irremediável.
Por fim, é por esse e por muitos outros trabalhos incríveis que recomendo conhecer a vida e obra dela. Ver um de seus livros fotográficos ou coisas que ao menos lhe tragam mais perto de quem as celebridades que vemos todos os dias sendo expostas de maneiras às vezes desrespeitosas são de verdade ou podem ser.