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Pink (2016) Filme indiano

Pink(2016) é um filme sobre cultura do estupro, consentimento e igualdade sexual.

Existe um lugar mais complicado para se abordar esses temas que no Oriente? Pois essa abordagem vem da Índia, e é muito válida!❤

Alguns dizem q nós, mulheres do ocidente, não devemos reclamar, porque se formos comparar somos quase homens por aqui. (oi?)
Outros batem no peito e dizem que o feminismo faz parte de uma agenda que quer destruir as famílias e separar os sexos. 😱
Eu acho graça. Não passa pela cabeça que nunca esteve ok para a gente...e que ganhamos força movidas pelo cansaço do desconforto diário.

As mulheres indianas estão cansadas e estão se unindo cada dia mais. Já postei aqui sobre "As filhas da índia", um documentário que mostra as mulheres indo às ruas, protestando e chorando suas mortas em estupros coletivos (prática recorrente por lá) e outras violências. Essas mulheres mudaram leis e irão continuar lutando e conquistando.

Esse filme cita esse episódio nacional e conta a história de 3 garotas que saem com 3 rapazes após um show de rock, mas que não desejam transar.(Olha que horror!)
Uma vez forçada, uma delas se defende com uma garrafada que quase mata o safado, que por azar, era de uma família poderosa.
Elas são caçadas, ameaçadas e sofrem violências, até que o caso vai parar no tribunal. E pasmem! É por tentativa de assassinato e extorsão (contra ela).
O roteiro traz para debate vários pontos comuns em todo o mundo. Fala sobre a mulher indiana de uma forma tão familiar às mulheres ocidentais, que por mais que me critiquem, não me arrependo ou me envergonho nem um pouco em bradar o quão feminista eu sou.
Indico!
Existem milhares de pontos de discussão e desconstrução. Vale a pena.

Tem na Netflix 💖

Sobre sonhos e esperas


Hal: Bem, digamos que desde que você era pequeno, você sempre sonhou em conseguir um leão. E você espera, e você espera, e você espera, e você espera, mas o leão não vem. E junto vem uma girafa. Você pode estar sozinho, ou você pode estar com a girafa.
Oliver: Eu esperaria pelo leão.
Hal: É por isso que eu me preocupo com você.
[Toda forma de amor - Beginners]

Não é feitiçaria, é tecnologia! E um monte de nerdices.


(Texto escrito de madrugada em meio a bocejos e olhos ardendo, tenha amor no coração)
Já tive o prazer de assistir filmes de tudo quanto é jeito. Dos mais perturbadores (sim já assistir Saló, mas pulei algumas partes. Não, nunca na minha vida irei assistir A centopeia humana) até os mais “água com açúcar” no melhor estilo sessão da tarde, com direito a astro da Disney e tudo mais. Sinceramente, jamais imaginária que o filme que mudaria parte da minha forma de olhar para as coisas, seria um feito para passar na televisão, com uma fotografia toda sem graça e com um tema que pra mim seria o mais trivial e batido do mundo.
Foi uma surpresa daquelas bem grandes sabe?
Quando terminei de ver o filme estava pasma e a frase que não saia da minha cabeça foi “ignorância é um problema”. Entenda, sempre fui um daqueles que sabiam o básico que era preciso saber para não passar vergonha em um papo sobre a Apple e Microsoft . Com certeza se tivesse dinheiro iria amar ser chamada de Apple fag's, mas como não tenho... me uni àqueles que abraçam o discurso anti a lavagem cerebral das brands de grande porte para justificar a falta sem entrar em questões monetárias.
Mas agora, depois desse filme, meu Deus...who AM i? Durante todo esse tempo me venderam uma ideia no mínimo errada sobre toda essa gente, me sinto mais enganada agora do que quando descobri que o saco do Mamonas assassinas não era um saco de lixo, e o pior de tudo é que foi por culpa minha, que nunca tive coragem de dar um Google e saber como as coisas aconteceram.
Vou explicar o porquê desse drama, prestenção!
O filme conta a trajetória do Steve Jobs e do Bill Gates (nem sabia que eles eram tão próximos, da mesma época e muito menos do mesmo lugar) não sei como contar a história sem soltar milhares de spoilers , mas pra resumir eu vou fazer uma listinha de quase tudo que conclui depois que vi o filme e li mais algumas milhares de coisas na internet para ter  certeza que a história não era um embuste.

Vamos ao top top!
1 – Esse mundo da tecnologia é tão sujo e conturbado quanto o mundo da moda.
2 – Depois que o Steve Jobs morreu, virou um santo que ele estava longe de ser.
3- Existem pessoas que realmente sentem prazer em manipular às outras como simples animais adestrados, sem o mínimo de respeito ou consideração. Não estou falando de pequenas intrigas do dia a dia. Estou falando do “grande irmão” do George Orwell e toda essa linhagem de dominação psicológica que envolve uma prisão sem grades.
4 - “Quer conhecer alguém? Dê poder a ele!”
5 – “Bons artistas criam, ótimos artistas roubam” (ou algo assim) É a frase mais idiota que já ouvi na minha vida e não importa se foi Picasso quem disse, Steve repetiu e Bill assinou embaixo!  Eu prefiro ficar com o “quem não imita alguém, nunca fará algo original” do Dali!
6 - Minha geração está a cada dia mais míope, idolatramos pessoas que mereciam desconfiança e nem ligamos pra quem deveria ter reconhecimento. Cresci sabendo como o Bill era rico, desprendido de grana (apesar de ter muita) e que não gostava de ser famoso. Naquela época eu não questionava a informação e
essa imagem tão bonita acabou crescendo comigo. 
Por toda essa ilusão existir na minha cabeça, fiquei arrasada ao perceber que essa galera tão porreta, precisou de espionagem industrial, mentiras e enganações para chegar aonde chegaram.

Mas aí você diz: Que menina fresca!O mundo dos negócios é assim mesmo, briga de cachorro grande, cobra comendo cobra!
Pois eu lhe digo: Se é assim, é uma pena, porque não deveria ser. Não, não estou na profissão errada, só que não achei minha índole numa feirinha de usados e muito menos comprei minha ética no camelô. Ninguém deveria ser tão flexível em relação a nada disso!

7 – Tem tanta gente inteligente nesse mundo e eu tinha que nascer com um QI normal e deficiência para matemática?

Continuo gostando dos dois, porque o encanto é forte kkk, mas agora não estou mais vendada e isso é muito importante.
Conselho?
Se você já sabe tudo, assista!

Se não sabe, assista!
Se já assistiu, compre o DVD e guarde como um tesouro.

Se já comprou, compre outro e me mande!

Dicas de séries.

Resolvi fazer lista de séries porque gosto muito de fazer listas, não tenho nada de importante para fazer essa hora (03:45 a.m) e não consigo dormir kkk

Smash: Muita gente odeia, mas eu curti bastante. Sempre gostei do universo da série e todas essas coisas de dança e musicais. Se essa é sua vibe, vale a pena conferir!
Por mais que o argumento inicial não tivesse muitos caminhos para serem explorados, eles conseguiram fazer um ótimo trabalho. Não tinha para onde fugir essa série não foi feita para durar mais que duas temporadas e por mais que eles tenham feito um ótimo trabalho desenvolvendo novos conflitos, o fim foi inevitável, por isso definharam e morreram até com certa classe. Os atores no geral são muitoo bons, mas às vezes eles querem que você acredite em coisas que não são muito verdadeiras sabe? Um bom exemplo disso é querer fazer com que o telespectador acredite que a Katharine Mcphee é uma boa dançarina ao ponto de chegar de cara e ganhar a Broadway com todo o seu talento reluzente de principiante, ela é definitivamente uma cantora estupenda, lindíssima, mas se nem a Audrey Hepburn conseguiu ser dançarina por ser altona e desengonçada, imagina a Kath toda sem jeito e sem tipo físico para interpretar a Marilyn Monroe, ganhando o papel sem ter nenhuma experiência anterior!  Pequenas faltas como essa fizeram a série se tornar um tanto surreal, já que tudo se baseava neste ponto. Na verdade, também havia personagens muito ricos que não receberam a devida atenção, talvez por medo de perder o foco, sei lá. (Cancelada na 2º temporada).

Dates: É do mesmo criador de Skins, então parte do mesmo princípio de adentrar o mundo de pessoas problemáticas cada uma ao seu modo e desenvolver aos poucos um mundo em cada episódio, até que eles comecem a se entrelaçar.
Queria explicar dois pontos legais do Bryan Elsley que me fizeram amar antes de odiar Skins:
Não fica definido qual é o personagem principal logo de cara, é preciso caminhar bastante pra você ter uma noção de quem é a real intersecção de todos os mundos e se ele não for o personagem que você mais gosta, provavelmente não tem problema, pois seu personagem não vai perder espaço como acontece na maioria das séries (mas pode perder a intensidade).
A possibilidade de ver a mesma condição sob vários ângulos é muito legal!
Por exemplo: Você vê essa garota mega produzida indo pra uma balada super legal com uma super gata e depois essa mesma garota totalmente deprimida saindo obrigada com um cara detestável em um restaurante sem graça.
(Vai para a 2º temp)


Girls: Vi muitos comparem com Sex in the city, mas sério, obviamente é uma referência forte pra qualquer série que queira seguir esse caminho (vida das mulheres) e durar, mas a Hanna é mais freak  que qualquer uma.
Acho muito difícil falar dessa série, ao mesmo tempo em que os personagens são muito realistas eles podem ser completamente bizarros, assustadores e lhe fazer pensar que ninguém faria aquilo, mas é mentira, você sabe que fazem e só não quer acreditar porque é muito doloroso pensar que existem muitos Adams por aí!
A história gira em torno da Hanna e suas amigas que acabaram de se formar em diferentes áreas de humanas (não tem bons empregos) e permeiam os 24 anos de idade de puro fracasso. Ela não se atém a falar somente sobre drogas, sexo, inseguranças pessoais ou futuro, ela fala sobre tudo isso e mais um pouco, caminhando do ponto mais extremo, até o mais suave fazendo com que você se misture e que em algum momento entre a bizarrice e a chatice você se identifique.
Ps: A trilha sonora é muito bacana!
(Vai para a 3º temp)

Twisted : É bem novinha e só fui assistir porque vi no tumblr de uma amiga e o um carinha é muito bonito (shame on me), mas a série era muito mais profunda que a beleza e charme dele ou o ambiente colegial que acabei tomando um certo nojo ao longo do tempo. A grande sacada é que você não ter certeza de quem ele realmente é, em alguns momentos você tem absoluta certeza que ele é do bem apesar de ter matado uma pessoa com apenas 11 anos de idade e torce para que tenha havido uma razão muito forte para ele ter feito, mas depois você não tem certeza se ele é como o Kevin (do filme)  e está lhe enganando assim como a todos na série. O personagem é tão cativante quanto o Dexter e mesmo se você descobrir que ele é o assassino você vai continuar amando e torcendo pra ele não ser pego.
Mas está no 5º episódio ainda...vamos ver como desenrola.

Hart of Dixie: Não é drama, é linda, ensolarada, alegre, despretensiosa e engraçada.
A química entre os casais é absurda e os personagens se desenvolvem de forma bastante relativas aos acontecimentos.
Por exemplo: Em algumas séries como Grey’s anatomy os personagens passam por traumas absurdos e um belo dia parece que não sobra nada daquilo nele, parece que é exatamente como antes da coisa acontecer. Em HOD cada acontecimento deixa uma marca nos personagens que você consegue identificar exatamente quando surgiu e isso faz você se apegar ainda mais.
Ps: Eu já gostava da Rachel desde The O.C, então já estava na vibe do amor.
(Vai para 3º temp)









 
Les Revenants: Essa é minha nova aposta e parece ser bem diferente de uma forma agradável. Ela é sobre mortos que voltam do além, mas não são como fantasmas e nem como os zumbis de The Walking, é uma situação mais dramática e sofrida porque pessoas que morreram voltaram por só Deus sabe o que motivo, e de repente não têm mais lugar para elas no mundo, nem mesmo para as pessoas que eram muito amadas porque a existência delas já foi superada ou esquecida.
 (Vai para a 2º temp)






666 Park Avenue: Foi cancelada porque os americanos são tontos e obviamente os republicanos ficaram de preconceitos com o nome da série e isso é triste pois ela era realmente boa e tinha muita coisa para dar. Com a morte súbita pela alta rejeição eles tentaram fazer um finalzinho com lógica que lhe mata de raiva, pois a essa altura você conhece a personagem e sabe que não seria bem daquele jeito, mas que consegue estancar a ferida do cancelamento e de todas as perguntas eternamente sem respostas (a não ser que você leia o livro). (Cancelada)




Lost Girl: É uma série fantasia que assim como True Blood propõe que junto com a gente existem vários outros seres mágicos convivendo normalmente, no entanto em Lost Girl eles são Fae (toda a galera dos contos de fadas, deuses e etc) se comportam como uma sociedade secreta e todas as espécies se alimentam dos humanos só que de formas diferentes, tendo quem coma desde os sentimentos até os cadáveres mortos com doenças contagiosas.
É difícil falar da história sem dar spoiler porque você vai descobrindo tudo aos pouquinhos, junto com “heroína” que foi criada por humanos e não fazia idéia que era uma Fae e muito menos uma Súcubos (se alimenta da energia sexual das pessoas e de outros Faes).
Tem bons personagens, a história é interessante e sempre tem algo novo por ser descoberto.
(Vai para a 4º temporada)

Por hoje é só pessoal e espero que tenha escolhido alguma para ver!

Meu Carnaval cinéfilo ♥



Para todo mundo época de carnaval é tempo de tirar o atraso de alguma coisa. 
Para a maioria é de beijo na boca, para uns a "crista da onda" são os livros que não conseguiram ler o ano todo, tem também quem prefira viajar com a família e os aplicados que adiantam os assuntos da faculdade para não passar sufoco durante o semestre.
Admito que eu  deveria ser do time que adianta os assuntos, mas sou daqueles que viajam. Só que esse ano acabei ficando em casa, procurei emprego no para o carnaval e não consegui nenhum, então aproveitei para ver todos os filmes que queria ver e por alguma razão não tinha conseguido.



















Vídeos que mudam o olhar

Passamos tanto tempo na internet fazendo coisas absolutamente inúteis, que tal gastar um tempinho por aqui, vendo coisas que de fato irão acrescentar e muito a sua vida?



Esse te leva a questionar se você está realmente dando a sua vida o caminho que você imaginou, ou um caminho que te faz feliz.


Esse questiona pontos ligados ao preconceito racial que esclarece muito dos argumentos infundados que incautos costumam usar como avatar. Leva a ferro e fogo o "e se fosse com você?"


Questiona os nossos meios de comunicação e esfrega na nossa cara fatos que ignoramos por conveniência e trazem a tona pontos que provavelmente tenham sido abordados com MUITA discrição anteriormente.


Faz olhar para detalhes da vida, causa auto reflexão a depender das experiências e da percepção que tem sobre a sua existência.
 

Magic Mike - A mágica está logo abaixo do quadril....


   
Sexo► Homens ► Prostituição ► Lindo de se ver ►Filmes

Não tem um enredo bacana, na verdade não é isso que interessa nesse filme. Você quer ver tudo, menos a profundidade da história ou a complexidade dos personagens. Vi alguns sites classificando esse filme como drama, mas espera aí! Drama por que minha gente!? Vamos celebrar a vida, o elenco é master lindo e o formoso bumbum do Channing Tatum nas primeiras cenas é tudo do que esse filme precisa. Essa foi a proposta do filme, ele era só pra causar furor entre as mulheres e desafiar os atores. Não tinha relação com ser revelador (a não ser revelar as partes dos corpos desses deusos)
Okey, bobagens a parte, não vejo motivo pra esse filme ser chamado de drama, não vi uma historia triste ou batalhadora pra ser contada. Ri de vergonha do começo do filme até o final e só "ri" por ter visto sozinha no PC, se tivesse sido com amigos eu teria tido  verdadeiros ataques de risos.
Vi algumas meninas reclamarem da forma como as mulheres são tratadas no filme. Mas gente, eles são os objetos do caso e encaram com bom humor por gostarem daquela vida. Não são obrigados a serem prostitutos e nem toda dança termina com eles totalmente nus. Não sei falar muito sobre isso, mas não acho que todo filme que aborde o submundo pornô tenha que ser um dramalhão mexicano. Nem todas as pessoas que param nesse meio, são por terem sido vitimizadas pela sociedade.
Mas aí os puritanos dizem: Mas uma visão positiva sob a prostituição, pode incentivar nossos jovens a embarcar nesse caminho sem volta.
O que eu tenho a dizer é: Um filme sozinho não faz uma lavagem mental tão profunda assim!
Falando sobre prostituição, me lembrei de um filme europeu que vi, chamado Elles. O filme gira em torno de uma jornalista que resolve escrever um artigo sobre jovens prostitutas. O filme é um drama, mas não diretamente por causa das meninas.
As prostitutas passam grande parte da história contando sobre casos marcantes e dizendo as facilidades e dificuldades da vida que levam com naturalidade, ar de deboche e sem muito do remorso esperado quando se trata de assuntos como esse. A parte dramática surge mais do olhar da jornalista e da relação que ela tinha com a própria vida e com a sexualidade.  A cena que mais me marcou, foi o momento em que ela sentiu vontade de fazer um sexo oral no marido dela e ele a rejeitou por achar que ela fazer “aquele ato sujo” era passar dos limites e tipo, eles não transavam fazia muito tempo.
Bem, bem...comecei falando de uma coisa e terminei falando de outra, assim a vida segue e o post acaba! Mas para concluir, se você gosta de homens, homens bonitos, homens rebolativos, homens rebolativos coroas, jovens e bonitos. Vem com a gente e passe um bom tempo vendo esse filme sem conteúdo e cheio da mágica do Mike!

Ted - O ursinho sem educação e sem muita graça


Filmes► Comédia ► Vamos pensar um pouco.► Decepção
A fama do Ted aconteceu antes mesmo do filme chegar aos cinemas brasileiros. Lembro de ter ouvido vários buchichos antes de finalmente sentir vontade de ver o filme que até então me parecia algo inovador ou do tipo provocador (como God bless a America).
A última noticia que li antes de finalmente vê-lo, tinha sido sobre um político desses que se preocupam mais com a moral e com os bons costumes do que com o que a população tem para comer. Ele queria proibir o filme de ser exibido para certa faixa etária (que não me recordo qual foi) sob a desculpa do filme incitar maus comportamentos através de um ícone infantil.
G_G eu sempre achei que Malhação já fizesse algo assim.
Enfim, fui ver o ursinho da boca porca cheia de esperanças de ter bons momentos (como tenho com o baby de Family Guy) e tudo que vi foi um enredo bonitinho, a Mila sempre linda e um ursinho com atitudes idiotas e extremamente boçais que não conseguiu me arrancar tantos risos. Na verdade eu ri muito mais vendo um episodio de Chaves logo em seguida.
Não quero ser injusta, em alguns momentos eu senti pequenos toques legais no roteiro, mas não foi nada que chegasse a ser uma critica de fato. Um dos bons momentos foi um no qual o carinha que esqueci o nome, resolveu andar sozinho na rua e o personagem da Mila oferece carona pra ele. Ela diz que é perigoso andar naquela hora por alí e como contra argumento ele diz uma das coisas idiotas que sempre são usadas contras mulheres vítimas de estupro. Ele diz algo como: “Se acontecer alguma coisa vai ser por culpa minha e da roupa inapropriada que eu estou vestindo” (e ele estava vestido normalmente), ta aí um momento que eu gostei.

Quem me conhece sabe que sou implicante com detalhes, em construções narrativas como as de um filme ou a de uma propaganda elas são significativamente importantes!
Gente! Porque o único cara gay que aparece no filme, tem que ser o maluco lunático? Fora que os personagens sentem necessidade de enfatizar o tempo todo que são machos,mesmo quando em cenas que eram obviamente somente sobre carinho entre dois amigos de infância.
Enfim...o filme é vazio e não deixa nenhuma mensagem bacana e  praticamente nenhum item para reflexão. Para passar o tempo é bom, mas para chamar de melhor filme ou algo assim...NUNCA.
Terminei o filme sem saber se tinha odiado ou curtido, mas fiquei com a certeza de que no item animação, eles estão mesmo de parabéns!

Cine em casa (Julho/Agosto)


Filmes ► Raros tempos livres ► Opinião ► Indicação


Vi muitos filmes e fiquei com preguiça de falar sobre todos eles. Ando bastante preguiçosa para o blog nesses últimos meses, mas mesmo assim não poderia deixar de registrar aqui os filmes que mais gostei de ver e que me fizeram parar e pensar um pouco sobre determinados assuntos.
Em cada um terá um pouco da minha visão pessoal sobre eles. Para saber mais sobre a sinopse do filme ou opniões técnicas e cheias de fru-frus lhe aconselho procurar o Google. 


Shame
   No começo fiquei constrangida com a objetividade do filme.
Até você perceber que não se trata de um filme machista que só fala de sexo e de quantas mulheres ele é capaz de "pegar", você demora no mínimo uns 30 min. 
Não há pudor nas cenas e você quase não é poupado, porém é tudo muito real e muito triste também.
A relação dele com o sexo é quase dolorosa. Digo isso porque ele não gosta da sua condição de escravo das relações sexuais (e quem gostaria?), mas se mantém naquela situação por não ter escolha. E de fato o filme  deu a entender que não há opção desde que algo ceifou a capacidade que ele tinha de amar alguém e manter o sentimento por algum espaço de tempo considerável ou que atravessasse as barreiras do sexo. Mesmo tentando é quase impossível ele se livrar do karma que é ser escravo da pornografia.

Fight Club

Já tinha ouvido falar desse filme milhões de vezes e do livro ainda mais.
Desencorajada pela capa, me resguardei tanto quanto ao filme que simplesmente demorei esse tempo todo para abrir o pacote e descobrir essa pérola. 
Peguei pra ver sem ter lido sinopse ou criticas, não sabia nada do filme e me entreguei totalmente.
Não julgue o livro pela capa! Nem os DVD's, essa foi a principal lição que aprendi.
Trata-se de um filme GENIAL, questionador e sem dúvida, fruto das filosofias anarquistas.
Não sou fã do anarquismo e não com concordo com 1/3 do que se prega, no entanto o filme colocou tudo de uma forma que fez tanto sentido que alguns que talvez não tenham a cabeça tão feita possam misturar as verdades ditas com a severidade com as quais elas foram tratadas. (Não vire um revoltadinho insuportável, pleaseee)
Pode parecer contraditório, mas respeito filmes que propagam algo, mesmo que sejam somente dúvidas. Eles parecem mais verdadeiros e feitos com mais coração.
O mais bacana é que as amarras do filme vão muito além do enredo e invadem a edição do filme. Daí não conto mais porque é legal você googlar e entender o que se passou somente depois de ter visto o filme.


Inglourios basterds
Como o anterior esse é um titulo bem conhecido também, mas tenho problemas com assistir as coisas no exato momento do sucesso, não é querendo ser do contra nem nada, mas não consigo sentir me motivada. Prefiro desejar ver e pronto. E assim aconteceu com esse titulo.
Curti e curti muito.

Amo as viagens do Quentin Tarantino e não teria uma realidade alternativa para a queda do Reich melhor do que essa que ele bolou.

Sinceramente o filme não é o mais nutrido de conteúdo, mas só o fato de nos levar para imaginar como seria a vingança dos judeus de uma forma tão bem estruturada, repletas de pitadas de humor e com uma atuação supimpa do Brad Pitt. É incrível! 



Snow Flower and the secret fan


Sem dúvida é um lindo filme e duvido muito que eu fosse capaz de achar algo diferente disso.
Ele trás a tona parte da cultura chinesa ( o oriente é meu ponto fraco), com as historias das Pés de Lotus ( que são mais legais que as mulheres girafas). Li sobre elas e suas peculiaridades durante a faculdade de moda, quando falávamos sobre o conceito do que pode ser belo e atraente. 
Poder entrar mais fundo nas práticas e ver um enredo se desenrolar sob esse pano de fundo, foi mágico!
É um filme sensível que fala sobre o verdadeiro valor da amizade sob um viés diferente que vale muito a pena ser visto. 



Dirty Girl

Esse filme diferentemente dos outros, olhei com preconceito e posso até dizer que me surpreendi. Ele se passa nos anos 80 ou algo por aí. Ela é revoltadinha e tem um pensamento diferenciado quanto o que é ser uma garota.
Por mais retrô que seja o filme, o tema é tão atual que só consegui perceber a localização temporal dele por causa da trilha e do figurino.
Ela e o amigo gay, pegam a estrada em uma viagem de auto descoberta bacana, mas é o fim do filme que me deixa um pouco triste.
Durante toda a evolução do enredo a grande afirmação era, "ninguem gosta de garotas más" ou algo assim não tão longe da minha tradução fail. A qual eu concordo em partes.
Mas a forma na qual eles expressaram que a Daniele deixou de ser vadia...
Parar de usar make forte e começar a se vestir como as outras garotas é realmente um sinal de ser inteligente? Padronizar é de fato a melhor forma de levar as coisas?
Poxa, a personagem tinha uns ideias super fortes, aí eles resolvem tudo transformando ela em uma garota aparentemente comum para satisfazer as expectativas da sociedade sobre ela. Puff!


Hemingway & Gellhorn

Gostaria que tivesse sido antes, mas o primeiro contato que tive com a obra do Hemingway foi através de um blog que nem me lembro mais o nome, mas lembro perfeitamente do comentário que a blogueira fez sobre ele. Ela havia dito que ele era seu escritor favorito por tais  razões que me motivaram a saber de quem se tratava.
Depois daí li algumas coisas e o esqueci.
Esqueci até assistir Meia noite em Paris, filme muito bom que indico sem medo. O personagem foi retratado como uma pessoa tão triste, de uma forma que pinta a Gellhorn como uma piranha que estraçalhou o coração e a mente dele. 
Aí fui ler sobre eles né? Criei todo um imaginário e continuei pintando a Gellhorn como uma megera alcoólatra e promiscua.
Quando soube desse filme corri como louca pra ver, e quando o terminei comecei a simpatizar com a Gellhorn e apoiar grande parte das suas decisões.
Ela foi corajosa e a frente do seu tempo. O Hemingway apesar de genial era dependente e dominador. O que aconteceu com eles foi uma fatalidade da vida, por mais que se amassem e se admirassem, um não estava pronto para o outro.
É um ótimo filme que fala não somente do relacionamento complicado deles, mas que também possui um pano de fundo bem interessante, que é a guerra espanhola.


Roman Holiday
Ainda estou na caminhada para ver todos os filmes que conseguir da Audrey linda Hepburn.
Esse filme é em PB, mas depois dos primeiros 15min você nem se quer repara mais nisso e sua mente dá as cores para as coisas. Por exemplo, agora quando me lembro das cenas, me recordo de todas elas coloridas hahaha.
O final é lindo e o desenrolar da história é uma fofura que dá de dez nos filmes de princesas revoltadas ou perdidas e filhas de presidentes da Disney (não que eu os dispense).
Sintetizo esse filme em uma frase só.
Roma Holiday é como um sopro de felicidade.





Não falei sobre todos os títulos que gostaria de ter citado e ainda me empolguei e escrevi demais da conta! rs
Vou por as fotinhos de alguns outros que vi e também curti muito.