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[Rolê do quase 30] Mandando cartas para o futuro

Esse texto contém uma visão levemente pessimista motivada pela entidade do trampo ruim+ TPM que nesse momento habita em mim. Ele é contra indicado para pessoas extremamente bem sucedidas antes do 25 e para herdeiros.

Todo mundo diz que idade não importa, mas o motivo para que todos afirmem isso com tanta paixão é terem passado muito tempo elaborando formas de refutar tudo aquilo que pensavam e diziam sobre pessoas com 30 anos quando tinham somente 18. Claro que idade importa para um monte de coisas! Particularmente para as mulheres existem fatores que fazem o número que vem depois do mês contar ainda mais, se não como motivador de tristeza e ansiedade, como fator de lembrança e demarcação.

É uma delícia estar no mundo moderno e poder dizer abertamente que não quer ter filhos, um pouco controverso, mas totalmente aceitável. No entanto, é completamente diferente quando a opção de não ter crianças sai da sua mão e vai para a mão da Biologia. Ela costuma ser bem grosseira, olha para sua cara e dá uma grande gargalhada de escárnio diante dos seus 35 anos. Não querer é bem diferente de não poder. Para a gente que um dia morreu de medo de engravidar precocemente e acabar entrando para as estatísticas, agora se pegar pensando na possibilidade de nunca engravidar com certa melancolia é assustador. 

Na minha família, felizmente ou não, as mulheres costumam engravidar até mesmo com 40, mas não é exatamente esse o ponto dessa conversa e sim a sensação que o relógio está correndo e que você perdeu a hora. Homens, não se atenham a esse ponto! Não sejam bobos!

Todo mundo faz planos, algumas pessoas mais que outras, mas sem exceções todo mundo tem sonhos e desejos que cultivavam desde os tempos da escola. Lá tudo parecia ser possível se você se esforçasse o suficiente para isso. Disseram que você poderia fazer e ser tudo que desejasse e você acreditou. Ok. Bateu trinta, você tentou e tentou sem obter sucesso algum e a sensação de que agora você tem que parar de tentar é uma força quase cósmica que invade a alma com um Parabéns Para Você.  Tem que parar mesmo? Não sei, mas para quase todo mundo é agora que morre o sonho e nasce a frustração.

Nem tudo é tristeza e esse limbo do “estou jovem para ser velha e velha para ser jovem” deve ter no mínimo muitas aventuras escondidas em meio ao caos psicológico de quem deseja se manter emocionalmente sob controle enquanto vê que o mundo andou sem você. Dramático? Sim! Se não fosse não teria graça.

Já ouviu falar que a nossa geração fez o favor de esticar a adolescência? O período mais merda da vida ganhou anos de brinde, simplesmente porque a gente não está sabendo direito como amadurecer. Se eu fosse comparar em tom de competição a minha vida com a vida da minha mãe quando tinha a mesma idade eu, teria aí uma série de motivos para chorar por uma perda esmagadora. Ao invés de criarmos asas, viramos cangurus e por incrível que pareça, toda a velocidade e do nosso dia a dia deixou as coisas mais básicas ainda mais lentas para a maioria de nós.

Existe um site chamado Future Me que te permite escrever e-mails que serão enviados em datas futuras e deixa a sensação de cápsula do tempo. Já havia escrito um e-mail há 3 anos que recebi recentemente e me deu uma sensação muito louca de estar falando comigo mesmo, porém deixando evidente o quanto mudei. Essa experiência daria assunto suficiente para um texto específico e vou pensar bastante nessa possibilidade.

Bem...escolhi mandar um e-mail de apoio, carinho e admiração para mim mesma no dia do meu aniversário de 30 anos. Pelo que me conheço vou precisar de todo suporte do mundo para passar por essa data, onde já chequei e sei que estarei de TPM.  Fui gentil comigo e tentei simular um daqueles episódios de sitcom do tipo em que vem uma pessoa do futuro alertar sobre as coisas que você não deveria fazer. Usei todo o meu poder de vidente para me presentear com uma coisa especial que levantará o meu humor em um dia que deveria ser tão feliz. PQP! Serei oficialmente adulta somente pela força do tempo e sem nenhuma prova material ou econômica disso! 

Parabéns para mim! SERÁ?
Não sei, mas com certeza virão muitas aventuras e pensamentos que me farão alimentar esse blog como nunca antes na história dessa URL.

"Louca, louquinha! Mas vou te contar um segredo: as melhores pessoas são."


Não lembro se já falei sobre o Jack Kerouac por aqui, mas ele é um dos meus escritores favoritos. Foi ele quem disse:
[...]the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes"

Jack Kerouac, On the Road
Não foi um personagem, foi ele mesmo. Os livros são como diários onde ele divide as aventuras dele e de uma geração de escritores chamada Beatnik. A principal característica é a escrita livre, seguindo a fluidez da fala e sempre tem ligação com um estilo de vida mais...ousado? Tô falando de alto consumo de drogas, homossexualidade, crenças nada ortodoxas e tudo mais que fazia a sociedade tremer nos anos 50.
Para os Beatniks escrever signicava viver, você precisava ter experiências para que pudesse compartilhar com legitimidade e naturalidade tudo aquilo que sentiu e viu. Por isso uma vida normal com esposa e filho, nunca seria o suficiente para nenhum deles.
Me identifico muito com o autor e sob tudo aprendi muitíssimo com a trilha que ele seguiu. Entendi que esse encanto que sentimos pode ser destrutivo e que determinar limites claros sob quem eles são e quem nós somos, é imprescindível!
O Jack não era tão louco como os outros, mas se sentia hipnotizado com a ousadia, ímpeto e coragem dos que lhe rodeiava, eles tinham tudo aquilo que ele não tinha e isso o fascinava de uma forma que sempre parece que ele estava meio apaixonado. Em Vagabundos iluminados, quase acreditei que ele seria gay, mas como não li todos os livros ainda, pode ser que esse momento tenha chegado e eu não vi 🤔
Em cada livro a gente conhece novas pessoas e é possível perceber a tendência que ele tinha em virar satélite de cada uma delas, de certa forma, mesmo ele sendo o protagonista, as decisões e pensamentos acabam sendo orientados em função de alguém ou grupo que se tornava o sol e ele se colocava como lua.
Essa tendência que no começo o fazia ser mais observador e moderado, cresce de tal forma que o absorve pouco a pouco e o leva de forma irremediável para bad trip que podemos ver em Tristessa, esse fundo do poço se mostra bem pior que o esperado, veja só, heroína com uma prostituta drogadíssima e um traficante desmaiado em uma cabana imunda no México? Não tinha necessidade!  Você não imagina o ódio que senti lendo esse livro.
Vai piorando até que ele morre sozinho em uma casa de campo depois de escrever Blur, um livro que evito loucamente por ter fama de ser deplorável devido as condições que ele se encontrava.😞
Engraçado que um dos meus livros favoritos também fala de alguém que se perdeu por influência de terceiros. O retrato de Dorian Gray, já leu? O papo é longo, mas diferente do Jake o que seduziu o Dorian para o Darkside, foi muito mais um livro que uma pessoa, na verdade, o discípulo superou e muito o seu criador que ao invés de ser Mad, entendeu errado e virou Bad.😵
Se for mesmo verdade que somos a média das 5 pessoas com quem mais convivemos, será que não valia ter um pouco mais de cuidado com essa escolha? 
Mas moral da história: Cuidado com o brilho dessas pessoas e não seja Maria vai com as outras. 😉

Título é quote de Alice no país das maravilhas.

Top 4 séries de época que são puro amor.

Romances históricos e distopias são meus pontos fracos e esses tempos de férias forçadas estão sendo benéficas para reforçar o meu amor. Nesses últimos meses assisti várias séries e dei um tempo dos filmes, não sei o que é, mas atualmente tenho sido muito mais uma pessoa de séries que de filmes clássicos e comédias românticas como costumava ser. Se isso é bom ou ruim, eu não sei e já passei da fase de me cobrar ser uma eximia cinéfila que entende muito dos principais diretores e tem os clássicos na ponta da língua, na verdade essa é uma meta tão fútil que até deixei para trás e resolvi me dedicar ao que me faz feliz e bang! Agora, nesse momento, séries históricas fazem de mim um pinto no lixo, danado de feliz.
Para compartilhar minha felicidade, aqui vai um top 4 das séries que mais gostei de acompanhar e estou achando bacana. Não está em ordem de preferência e sim na ordem em que comecei a assistir.

Os: Têm duas coisas que precisam entender antes de continuar essa jornada de forma segura:
1 – Para esse tipo de série os spoilers estão no Wikipédia. Não adianta drama, todo mundo já sabe o que vai acontecer e não vai haver grandes reviravoltas mirabolantes (se houver a série não é tão boa) e a graça não está no ponto de chegada e sim no trajeto percorrido.
Os fatos todo mundo já sabe, a beleza está na forma em que a história é contada e nas alegorias que eles usam.
2- Não se apegue tanto aos personagens, diferente de GOT em que as mortes são opcionais, em séries históricas a vida é como é e se ele tiver que morrer, trair ou merdas acontecer...infelizmente vai rolar sim e vai ser doloroso como a vida é.

Reign (3 temporadas)


 

 Essa série romantiza até demais pro meu gosto a história da Mary Stuart, rainha da Escócia, consorte da França, da Espanha e rival da Elizabeth pelo trono da Inglaterra.
Fatos
Mary teve uma vida mais triste que feliz. Criada em um convento fora do seu país (por questões de segurança) foi prometida ao delfin da França como forma de proteger o seu país da invasão inglesa, mais tarde ela se casa com Francis e reza a lenda que foi um casamento feliz e apaixonado (tem cartas românticas encontradas deles dois), mas durou bem pouco porque ele morreu com um ano de casamento de uma mal que não sei bem qual é. Para piorar a sogra da Mary é a Catharine de Médici, conhecida por usar métodos não tão bacanas para conseguir as coisas e que tem uma história de vida não menos dolorosa, eu diria que Cath merece uma série só dela, porque a jornada é incrível.
Mas voltando para a Mary, ela também se casa com o rei da Espanha que na época era o país mais bem armado e ideal para assegurar a proteção da Escócia, mas de uma forma que eu ainda não sei como (mas comprei um livro para saber) ela é levada para a corte de Elizabeth que a mantém uma espécie de prisioneira/hóspede na casa de uns nobres que se responsabilizam por manterem Mary tão confortável como deve ser para uma rainha e herdeira legitima do trono inglês. Maaaaaaaaaaas dá uma merda e ela é enforcada mesmo sem o consentimento de Elizabeth, abrindo o precedente histórico de regicídio com faixada de julgamento justo, que de justo não tinha nada. Até porque ela foi condenada por traição, e como trair uma rainha se você mesmo é uma?


A série.
A história é maravilhosa, mas no começo teve uma abordagem meio adolescente e pouco real, a série também se valida de magia e voltas desnecessárias para esticar os fatos e deixar tudo mais brilhante. Respeitam algumas coisas, mas inventam tanto que você fica meio confuso com o que é embromação e o que de fato foi fruto de pesquisas, além de tudo essa embromação e invencionices enrola demais o enredo onde você sente que eles estão o tempo inteiro se perdendo e voltando para o prumo em um eterno zig-zag entre história e licença poética.
Continuo assistindo porque apesar de toda a lenga-lenga digna de novela mexicana a série é muito bonita, os atores são cativantes, a Adelaide é tão maravilhosa que quando entra em cena você só é capaz de enxerga-la e o cuidado com o figurino e detalhes das cortes e etc são de esquentar o coração.
O que tem me afastado da série aos poucos, além da lenga-lenga desnecessária é o surgimento da corte inglesa que traz o historicamente conhecido romance da Elizabeth com o então casado Robert Dudley já relatado em O amante da Virgem da Philippa Gregory com bastante maestria. Entretanto, ao invés de tratarem as questões amorosas da Elizabeth como papel de fundo, eles optaram por dar um enfoque dramático tão grande que ofusca quase que completamente a imagem de mulher forte que a Elizabeth firmou ao longo da vida. Além disso, não gostei nem um pouco da atriz escolhida para dar vida à personagem, já conhecia a atriz do personagem Valquíria na série Lost Girl e sinceramente, tinha atrizes muito melhores para preencher um lugar tão importante nessa história.


The White queen (1 temporada)


Nunca tinha ouvido falar da existência dessa Elizabeth antes de ver a série e pesquisar um pouco mais. A existência dela é a porta que dá entrada para várias outras histórias simultâneas de uma forma impossível de explicar nesse post, até porque me atrapalharia toda, mas é importante entender que mesmo com a passagem dela pela história da Inglaterra sendo relativamente curta e até simples, foi o suficiente para embaralhar várias cartas nesse grande jogo que são os tronos <3
Fatos
Ela era uma camponesa filha de donos de terras da família Woodville, viúva, historicamente
conhecida como pertencente a uma linhagem de bruxas e mãe de dois filhos. Ele a conheceu em uma das andanças pré- guerra civil que serviam para contestar sua legitimidade ao trono. Rei Eduardo IV era o recente coroado pertencente a casa de York e treinado pelo lendário fazedor de reis, era um período de grande instabilidade para o trono que disputava com seu irmão e com seus primos e ao invés de optar por uma união que lhe assegurasse boas alianças como aconselhara o seu mentor, ele optou por se casar escondido com uma camponesa que ninguém nunca ouviu falar e que tudo que tinha a oferecer era amor, um ventre fértil e uma família cheia de homens dispostos a lutar.
A série
Não tenho muito o que dizer a não ser que gostei muito. Teve somente uma temporada e por isso não deu muito espaço para embromações ridículas e enfoques desnecessários. Figurinos impecáveis e atores ótimos, não há como não criar simpatia profunda pela mãe da rainha.

The Last Kingdom (1 temporada)


Antes dessa série eu nunca antes tinha pensado sobre os Vikings, na verdade, nunca tinha enxergado além dos deuses nórdicos e os desenhos. Não tenho a mínima ideia se o Uhtred existiu, mas sei que a série é adaptação de um livro de crônicas saxônicas, no entanto, apesar da série ser muito boa, é difícil perceber uma linha histórica interessante ou até mesmo tentar aprender muito sobre a cultura e percepções da época, eles focam muito no personagem principal que é maravilhoooso e faz muito a série valer a pena, mas ele acaba sendo o nosso único ponto referencial em quase tudo, já que eles não desenvolvem nenhum personagem secundário forte ou duradouro o suficiente para não ficar sem á sombra do Uhtred.
Mas é bem boa e me leva ao meu novo e grande amor.

Vikings (3 temporadas)


Tinha muito ouvido falar dessa série, mas depois da decepção com Spartacus (que eu odeio), fiquei bem resistente e fui boba o suficiente para ter protelado tanto.
A série se passa em no período que pode ser de 700 á 800 d.c e conta a história de Ragnar Lodbok e de toda a sua família de conquistadores. Não há muito o que dizer, ainda sou nova nessa onda nórdica, mas estou adorando descobrir os detalhes, o que torna tudo mais difícil é a inconsistência dos fatos. Os relatos foram escritos muito tempo depois dos acontecimentos e quase sempre tem interferências de deuses e acontecimentos sobrenaturais, fica muito complicado saber o que aconteceu de verdade, o que é lenda e blábláblá...mas há pontos incontestáveis como as conquistas territoriais, aspectos culturais e avanços nas técnicas de combate vikings.
Diferente dá série anterior, Ragnar é a cola que conecta todo mundo, no entanto existem diferentes núcleos e vidas muito além do controle dele, assim é possível ter um panorama muito amplo da época e não ficar escravo dos pensamentos e das perspectivas do personagem principal tendo uma narrativa muito mais rica.
Não posso falar muita coisa sobre o enredo, porque tudo pareceria spoiler, mas a grande verdade é que estou fortemente apaixonada pela série e pela cultura, só em pensar na Lagherta minha perna treme. Ela é a primeira esposa de Ragnar e uma escudeira famosa que acaba ficando em casa para cuidar dos filhos, mas nunca se colocou em lugar de mulher frágil e sempre lutou pra defender suas crias e seu lar. Depois que eles crescem mais um pouco ela volta a ativa e viaja junto com Ragnar para lutar e pilhar junto com ele. Tão maravilhosa, segura do seu corpo e força e acima de tudo capaz de liderar e ser protagonista da sua própria vida apesar de amar Ragnar forever .

O ponto mais positivo de todos os mil positivos que essa série tem, é a forma que a mulher é colocada. Apesar de ser uma série de época, não abusa do sexo ou da nudez, fala de estupro de uma forma peculiar e traz as mulheres de forma complexa e válida. Elas não estão alí por estar, não são somente alegorias, cada personagem é construído com complexidade e profundidade independente se é homem ou mulher, elas não estão alí por eles, elas têm as suas próprias jornadas, pensamentos e ambições. <3

Por hoje é só pessoal!

Se movimento atrai movimento, o jeito é se mexer!

Assim que fiquei desempregada o meu melhor amigo me assistiu por em dia todas as minhas séries e fazer maratonas de filmes por semanas a fio, estava especialista em vários gêneros e ficava bem feliz com isso na verdade. Deitada lá, vendo série, lamentando a falta de um objetivo ou um caminho bem definido na vida e levantando só para comer e tomar banho. 
O melhor de ter um amigo como ele é que as vezes ele fala umas coisas tão impactantes de uma forma tão despretensiosa que aquela ideia é capaz de habitar a sua mente e dar milhares de filhinhos que em breve mudarão completamente a sua forma de pensar. A frase da vez foi:
“Amiga! Você só fica aí deitada refazendo esse currículo e vendo série. Movimento atrai movimento e você aí deitada, atrai o que?”
Uma vez a semente plantada, me lembrei de milhares de coisas que não teriam se quer passado pela minha mente sem esse input quase que divino que me fez estar aqui, escrevendo para vocês.
Obrigada amigo! <3

Mas então, atrai o que e por quê? 

Em 3 tópicos, vou tentar explicar o porque do movimento de fato atrair mais movimento.

1- Trabalhei um tempo com lojas de moda quando era estagiaria e entre uma pesquisa e outra sabe o que eu descobri!? Se o consumidor passa pela porta da loja e ela está muito calma, logo ele presume que não tem nada de interessante para ser visto (se tivesse, estava movimentada), e se vê alguma coisa que gosta na vitrine, sempre pensa que pode voltar depois (afinal, não tem ninguém alí). Por isso lojas como a Farm, pedem sempre para que as vendedoras fiquem em pé e fazendo coisas (fazendo fluxo), caminhando de um lado para o outro, simplesmente para passar a mágica impressão de que tem algo acontecendo alí.

2- Ainda pensando em varejo, é costume mudar de tempos em tempos todas as coisas de lugar, porque assim o consumidor sente a falsa impressão de que chegaram muitas coisas novas, e em caso de supermercados, força o consumidor a caminhar procurando o que ele quer e nessa caminhada, ele acaba comprando muito mais do que ele foi destinado a comprar.

3- Veja bem...logo depois da fala linda do meu amigo, vi a palestra do TED que deu origem a essa cena aqui:

A ideia geral é que a sua mente é capaz de ser sugestionada pelo seu corpo. Sendo assim, quando você está em uma posição que denota fraqueza e inércia, você acaba se sentindo ainda mais assim. Por outro lado, quando você se põe em uma posição de poder e realmente se empenha nela, você indiretamente acaba acreditando e se sentindo mais poderoso para enfrentar situações difíceis.



Tudo faz sentido não faz!?

Afinal, para afastar os predadores os bichos se fazem maiores e mais assustadores do que realmente são. Se colocar em posição de derrota não ajuda ninguém de verdade e nem de mentira.
Mas tudo isso me traz a um ponto bem delicado. Não me entendam mal, eu praticamente inventei a maratona de séries! Mas a gente passou a vida inteira falando mal da televisão, dizendo que ela lhe aliena e que deveríamos desligar a tv e ler um livro, para no final acabar correndo para o computador e ligando a Netflix?

Tudo bem que escolher a qual conteúdo você quer ser exposto é divino, mas continua sendo uma ação passiva, onde a gente recebe milhares de informações maravilhosas e desenvolve o assunto que vai ser o tema da conversa na próxima vez que encontrarmos com os amigos, mas sério que a gente está voltando ao ciclo original e achando tudo isso muito cool? Sério que a gente outro dia estava julgando a vovó que não saía da frente da televisão?

Sabe o que eu digo?

Vem comigo dar um tempinho no Netflix e vamos ler um livro? Desenvolver um projeto, ir conhecer gente mais inteligente que a gente, escrever um blog talvez...mas fazer alguma coisa que lhe movimente e faça a sua cabeça se mexer muito além de dois olhos piscando! É difícil, eu sei...mas pior é nem tentar!
Afinal de contas, se movimento atrai movimento e digamos que a vida está uma merda, vantagem mesmo é dançar kuduro para ver se a revolução começa né?

Livro da semana: 10 Livros Que Estragaram o Mundo (FIQUEM DE OLHO!)

É um livro bem popular entre reacionários, mas que vale sim a pena ser lido. 

Nenhuma história tem só um lado, nada nesse mundo é tão simples como parece e desqualificar o discurso do outro sem ao menos conhece-lo de verdade é tudo que a elite manipuladora (seja lá quem ela for) quer de você. 
Inclusive, fico bem triste ao pensar nas falhas que tive em minha formação onde muitas (todas as vezes) fui induzida a concorda com tudo que me era apresentado em sala de aula e caso discordasse, recebia algo como " é assim e pronto", quando na verdade o minimo que eu esperava era ter acesso as versões existentes e ter o direito de escolher com quais delas concordaria.

O professor é uma pessoa que tem a nossa confiança e com a qual ficamos vulneráveis em acreditar em tudo que nos dizem principalmente na escola, onde ele com o livro didático são os responsáveis por formar o jeito de pensar de alguém que nem se quer sabe exatamente como fazer isso. É agir de má fé dar ao seu aluno somente a verdade que acredita ser real, mas o que temos também que entender é que se trata de um ciclo vicioso, onde as pessoas evitam ter acesso aos contrários ou que se acostumam a ler ou entrar em contato somente com os que lhe são uníssonos. Para mim foi tudo ainda pior, simplesmente porque o meu professor de história era também o de filosofia e de sociologia.
Estou engatinhando e pela primeira vez sou a única responsável por conduzir os meus próprios estudos e formação de conhecimento. Isso é apavorante e a cada minuto que passa sinto mais um pouquinho do meu mundo cair diante de possibilidades que nunca pensei antes existir.
E aí entra esse livro.

10 Livros Que Estragaram o Mundo – e Outros Cinco Que Não Ajudaram Em Nada, de Benjamin Wiker


O Wiker é teísta e lógico que o ponto de vista dele em criticar Descartes, Hobbes, Marx e outros tantos, vai levar sim a moral e a formação dele em consideração, mas nem por isso o discurso se torna autoritário, fanático ou sem sentido. Estou quase no fim do livro e ele nunca trouxe nem se quer uma citação bíblica para justificar o ponto dele que quase sempre segue um caminho conservador e deixa respingar ideologias cristãs. Bem...sou cristã e isso não me incomodou, mas se isso te incomoda muitoo, ainda assim recomendo o livro. Assim você pode odiar o Wiker e amar ainda mais os seus filósofos, mas tendo ciência dos possíveis pontos negativos das teorias deles.

No geral esse livro lhe faz ter consciência do poder de uma ideia e de quão venenosa ou construtiva ele pode ser (falando nisso indico um filme chamado A onda), além de mostrar o quanto somos influenciados e temos nossos pensamentos moldados por pressupostos que talvez a gente nem se quer concorde, mas não temos uma noção real de toda essa interferência na construção do ser e dos ruídos que carregamos em nossos discursos cotidianos. 


Os 10 grandes estragos trazidos são esses:

Capítulo 5 - Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels
(1848)
Capítulo 6 - Utilitarismo, de John Stuart Mill (1863)
Capítulo 7 - A descendência do homem, de Charles Darwin (1871)
Capítulo 8 - Além do bem e do mal, de Friedrich Nietzsche (1886)
Capítulo 9 - O Estado e a Revolução, de Vladimir Lênin (1917)
Capítulo 10 - O eixo da civilização, de Margaret Sanger (1922)
Capítulo 11 - Minha luta, de Adolf Hitler (1925)
Capítulo 12 - O futuro de uma ilusão, de Sigmund Freud (1927)
Capítulo 13 - Adolescência, sexo e cultura em Samoa, de Margaret Mead (1928)
Capítulo 14 - O relatório Kinsey, de Alfred Kinsey (1948)

Os 5 que não ajudaram foram esses:

Capítulo 1 - O Príncipe, de Nicolau Maquiavel (1513)
Capítulo 2 - Discurso sobre o método, de René Descartes (1637)
Capítulo 3 - Leviatã, de Thomas Hobbes (1651)
Capítulo 4 - Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os
homens, de Jean-Jacques Rousseau (1755)

E rola um choramindo com esse aqui que inclusive já até baixei pra ler depois HUAHAUAH

Capítulo 15 - A mística feminina, de Betty Friedan (1963)

Tenho refletido sobre muitas coisas enquanto leio esse livro e talvez até escreva um outro post quando chegar ao fim. Mas até então...é só isso mesmo!

ATENÇÃO!! (UPDATE)

Se já estava rolando um problema de confiança, a onda piorou graças a má fé desse autor que me fez desacreditar toda a sua obra a partir de apenas uma traição.
O autor se propõe a encontrar o "bug" no raciocínio os tais livros apresentam e para isso ele sempre traz trechos originados do livro em questão para comprovar o que ele está dizendo. Nesse caso ele estava falando do livro Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels
(1848) e apresentou o seguinte trecho:
Mas vocês, comunistas, implantariam a comunhão das mulheres”,[ V ] grita em coro toda a burguesia.[...] nada é mais ridículo do que a indignação moralista da nossa burguesia quanto à comunhão das mulheres que, eles dizem, estabelece-se oficial e abertamente pelos comunistas. Os comunistas não precisam implantar a comunhão das mulheres; isso existe praticamente desde sempre. Nossos burgueses, não contentes em terem as mulheres e filhas dos proletariados à sua disposição – sem falar nas prostitutas nominais –, têm maior prazer ainda em seduzir as esposas uns dos outros. O casamento burguês é na verdade um sistema de esposas em comum e, portanto, no que os comunistas podem ser repreendidos é, no máximo, por quererem introduzir uma comunhão aberta e legalizada das mulheres, ao invés de uma que é escondida hipocritamente das mulheres; isso existe praticamente desde sempre. Nossos burgueses, não contentes em terem as mulheres e filhas dos proletariados à sua disposição – sem falar nas prostitutas nominais –, têm maior prazer ainda em seduzir as esposas uns dos outros. O casamento burguês é na verdade um sistema de esposas em comum e, portanto, no que os comunistas podem ser repreendidos é, no máximo, por quererem introduzir uma comunhão aberta e legalizada das mulheres, ao invés de uma que é escondida hipocritamente.

Com isso, em que você acredita? Fiquei simplesmente chocada, por isso fui diretamente ao livro fonte e na verdade o que tem dentro dessa maliciosa reticências é isso aqui:

Para o burguês sua mulher nada mais é que um instrumento de produção. Ouvindo dizer que os instrumentos de produção serão explorados em comum, conclui naturalmente que haverá comunidade de mulheres. Não imagina que se trata precisamente de arrancar a mulher do seu papel atual de simples instrumento de produção. 

Espertamente o autor suprimiu um parágrafo e assim descontextualizou todo um pensamento, que de tornar a mulher um bem público, passou a ser uma passagem que pode ser até considerada feminista.
Não quero com isso qualificar ou não movimento algum, mas sim mostrar o quão desonesto esse autor foi nesse momento e provavelmente em muito outros, mas deixo claro que não prossegui com a investigação ou com a leitura.

Fiquem de olho!

Multitasking ou Monotasking? Tá bom ou ruim?


Cresci sabendo que era ótimo conseguir fazer várias coisas ao mesmo tempo, você cozinhava, falava ao telefone e ainda ouvia e comentava a novela.

Na verdade, as mulheres sempre foram famosas por conseguirem fazer muitas coisas ao mesmo tempo, na maioria das vezes por necessidade e não por gosto, mas no final das contas a gente sabe que esses “por menores” são o que menos importa no momento em que a história e os hábitos estão sendo passados a diante né? Além disso, ainda contamos com a colaboração do núcleo empresarial que desejando extrair o máximo dos seus funcionários incentivaram o crescimento dessa cultura do quanto mais melhor e ainda trataram por muito tempo essa “habilidade” como pré-requisito para ser um bom funcionário.

Depois veio a internet e os milhares de recursos espalhados por aí que deixam a nossa atenção completamente fragmentada entre o Twitter, Facebook, Snap, Whats e às vezes o final da novela que está passando na televisão. Mas será que isso é bom mesmo!? Fico pensando em como a mesma cabeça que lia milhares de livros tomando um cafezinho na varanda se sente sendo bombardeada por notificações, imagens e informações variadas de uma só vez, quanto daquilo ele realmente absorve e quanto serve somente para nos deixar mais desgastados?



Há mais ou menos dois anos os assuntos mais comentados da vez se tornaram o gerenciamento de tempo, como combater os detratores da rentabilidade e saber gerenciar suas atividades que se tornou também o novo pré-requisito mais cobiçado pelas empresas. Comecei a pensar nisso e a procurar conteúdos que pudessem me fazer entender de fato o que está acontecendo. Será que só estou aumentando as capacidades do meu cérebro ou se como já imaginava estou podando minhas capacidades, estimulando que continue a fazer as coisas pela metade e perdendo grande parte do conteúdo útil ao qual tento me expor por estar fazendo simultaneamente tantas outras coisas?

A verdade é que procurando por um conteúdo, achei vários outros que mostram o quanto o hábito de se manter multiplamente estimulado o tempo inteiro pode ser prejudicial para o foco, para o aprendizado, para as relações humanas e para a memória. Não estamos preparados para receber a quantidade de informação que recebemos diariamente sem nem mesmo ligar o celular, mas quando o ligamos, o mundo só piora e desencadeia milhares de ações que se postas em uma lista, o primeiro item vai ser o absoluto desperdício de tempo.

Dentro dos ambientes de trabalho as empresas costumam bloquear tudo que possa servir como distração com a intenção de aumentar a rentabilidade de seus funcionários. A gente sempre reclama, acha invasivo e até mesmo infantil, mas mesmo não querendo assumir em voz alta, todos nós uma vez ou outra já pensamos que aquilo realmente faz sentido desde que não tenham bloqueado o Facebook em uma agência de publicidade digital. A partir daí surge a pergunta: E se nós mesmos começássemos a nos policiar na vida pessoal e limitássemos o tempo dedicado para as coisas fúteis com o objetivo de rentabilizar os nossos gastos com coisas que realmente vão nos trazer mais retorno que dar um like na foto da coleguinha de 1800 ou ainda gastar mil horas só dando swipe no Tinder? Já pensou o que poderia acontecer? Quantos livros seríamos capazes de ler? Quantos projetos concluiríamos?
Levando todos esses questionamentos em consideração, comecei a eliminar redes e atividades desnecessárias da minha vida com a intenção de melhorar o foco e conquistar novas coisas. A internet é um ótimo aliado, mas não permita que ela comece a lhe aprisionar, se tiver força de vontade e conseguir se controlar tranquilamente, maravilha! Mas se precisa de ajuda para entrar no ritmo, existem vários apps que podem lhe auxiliar no gerenciamento do seu tempo e lhe mostrar com o que você anda gastando mais atenção do que deveria.








Top (10) dicas musicais!

10 bandas que estou amando e que não quero esquecer tão cedo.


Top bandas do meu momento.

Eu queria fazer isso de forma mais bonita e elaborada, mas antes fazer largadinho do que não fazer nada, afinal um registro é necessário e meu histórico no Youtube ou likes no Facebook nunca serão o suficiente!
Vale lembrar:
- Aqui falo das bandas e não da música em específico hein!? (mas provavelmente foi essa música que me levou a conhecer a banda e amar como se não houvesse amanhã)
- Tem novidades e tem coisas que já escuto faz uns 3 meses, mas que estava criando coragem para um post mais elaborado, só que essa coragem nunca cresceu.

Icona Pop

 Haim
  

 Yandi
 

Marble Sounds 

 Manicanparty
  

 Laura Izibor
  

Dicas de séries.

Resolvi fazer lista de séries porque gosto muito de fazer listas, não tenho nada de importante para fazer essa hora (03:45 a.m) e não consigo dormir kkk

Smash: Muita gente odeia, mas eu curti bastante. Sempre gostei do universo da série e todas essas coisas de dança e musicais. Se essa é sua vibe, vale a pena conferir!
Por mais que o argumento inicial não tivesse muitos caminhos para serem explorados, eles conseguiram fazer um ótimo trabalho. Não tinha para onde fugir essa série não foi feita para durar mais que duas temporadas e por mais que eles tenham feito um ótimo trabalho desenvolvendo novos conflitos, o fim foi inevitável, por isso definharam e morreram até com certa classe. Os atores no geral são muitoo bons, mas às vezes eles querem que você acredite em coisas que não são muito verdadeiras sabe? Um bom exemplo disso é querer fazer com que o telespectador acredite que a Katharine Mcphee é uma boa dançarina ao ponto de chegar de cara e ganhar a Broadway com todo o seu talento reluzente de principiante, ela é definitivamente uma cantora estupenda, lindíssima, mas se nem a Audrey Hepburn conseguiu ser dançarina por ser altona e desengonçada, imagina a Kath toda sem jeito e sem tipo físico para interpretar a Marilyn Monroe, ganhando o papel sem ter nenhuma experiência anterior!  Pequenas faltas como essa fizeram a série se tornar um tanto surreal, já que tudo se baseava neste ponto. Na verdade, também havia personagens muito ricos que não receberam a devida atenção, talvez por medo de perder o foco, sei lá. (Cancelada na 2º temporada).

Dates: É do mesmo criador de Skins, então parte do mesmo princípio de adentrar o mundo de pessoas problemáticas cada uma ao seu modo e desenvolver aos poucos um mundo em cada episódio, até que eles comecem a se entrelaçar.
Queria explicar dois pontos legais do Bryan Elsley que me fizeram amar antes de odiar Skins:
Não fica definido qual é o personagem principal logo de cara, é preciso caminhar bastante pra você ter uma noção de quem é a real intersecção de todos os mundos e se ele não for o personagem que você mais gosta, provavelmente não tem problema, pois seu personagem não vai perder espaço como acontece na maioria das séries (mas pode perder a intensidade).
A possibilidade de ver a mesma condição sob vários ângulos é muito legal!
Por exemplo: Você vê essa garota mega produzida indo pra uma balada super legal com uma super gata e depois essa mesma garota totalmente deprimida saindo obrigada com um cara detestável em um restaurante sem graça.
(Vai para a 2º temp)


Girls: Vi muitos comparem com Sex in the city, mas sério, obviamente é uma referência forte pra qualquer série que queira seguir esse caminho (vida das mulheres) e durar, mas a Hanna é mais freak  que qualquer uma.
Acho muito difícil falar dessa série, ao mesmo tempo em que os personagens são muito realistas eles podem ser completamente bizarros, assustadores e lhe fazer pensar que ninguém faria aquilo, mas é mentira, você sabe que fazem e só não quer acreditar porque é muito doloroso pensar que existem muitos Adams por aí!
A história gira em torno da Hanna e suas amigas que acabaram de se formar em diferentes áreas de humanas (não tem bons empregos) e permeiam os 24 anos de idade de puro fracasso. Ela não se atém a falar somente sobre drogas, sexo, inseguranças pessoais ou futuro, ela fala sobre tudo isso e mais um pouco, caminhando do ponto mais extremo, até o mais suave fazendo com que você se misture e que em algum momento entre a bizarrice e a chatice você se identifique.
Ps: A trilha sonora é muito bacana!
(Vai para a 3º temp)

Twisted : É bem novinha e só fui assistir porque vi no tumblr de uma amiga e o um carinha é muito bonito (shame on me), mas a série era muito mais profunda que a beleza e charme dele ou o ambiente colegial que acabei tomando um certo nojo ao longo do tempo. A grande sacada é que você não ter certeza de quem ele realmente é, em alguns momentos você tem absoluta certeza que ele é do bem apesar de ter matado uma pessoa com apenas 11 anos de idade e torce para que tenha havido uma razão muito forte para ele ter feito, mas depois você não tem certeza se ele é como o Kevin (do filme)  e está lhe enganando assim como a todos na série. O personagem é tão cativante quanto o Dexter e mesmo se você descobrir que ele é o assassino você vai continuar amando e torcendo pra ele não ser pego.
Mas está no 5º episódio ainda...vamos ver como desenrola.

Hart of Dixie: Não é drama, é linda, ensolarada, alegre, despretensiosa e engraçada.
A química entre os casais é absurda e os personagens se desenvolvem de forma bastante relativas aos acontecimentos.
Por exemplo: Em algumas séries como Grey’s anatomy os personagens passam por traumas absurdos e um belo dia parece que não sobra nada daquilo nele, parece que é exatamente como antes da coisa acontecer. Em HOD cada acontecimento deixa uma marca nos personagens que você consegue identificar exatamente quando surgiu e isso faz você se apegar ainda mais.
Ps: Eu já gostava da Rachel desde The O.C, então já estava na vibe do amor.
(Vai para 3º temp)









 
Les Revenants: Essa é minha nova aposta e parece ser bem diferente de uma forma agradável. Ela é sobre mortos que voltam do além, mas não são como fantasmas e nem como os zumbis de The Walking, é uma situação mais dramática e sofrida porque pessoas que morreram voltaram por só Deus sabe o que motivo, e de repente não têm mais lugar para elas no mundo, nem mesmo para as pessoas que eram muito amadas porque a existência delas já foi superada ou esquecida.
 (Vai para a 2º temp)






666 Park Avenue: Foi cancelada porque os americanos são tontos e obviamente os republicanos ficaram de preconceitos com o nome da série e isso é triste pois ela era realmente boa e tinha muita coisa para dar. Com a morte súbita pela alta rejeição eles tentaram fazer um finalzinho com lógica que lhe mata de raiva, pois a essa altura você conhece a personagem e sabe que não seria bem daquele jeito, mas que consegue estancar a ferida do cancelamento e de todas as perguntas eternamente sem respostas (a não ser que você leia o livro). (Cancelada)




Lost Girl: É uma série fantasia que assim como True Blood propõe que junto com a gente existem vários outros seres mágicos convivendo normalmente, no entanto em Lost Girl eles são Fae (toda a galera dos contos de fadas, deuses e etc) se comportam como uma sociedade secreta e todas as espécies se alimentam dos humanos só que de formas diferentes, tendo quem coma desde os sentimentos até os cadáveres mortos com doenças contagiosas.
É difícil falar da história sem dar spoiler porque você vai descobrindo tudo aos pouquinhos, junto com “heroína” que foi criada por humanos e não fazia idéia que era uma Fae e muito menos uma Súcubos (se alimenta da energia sexual das pessoas e de outros Faes).
Tem bons personagens, a história é interessante e sempre tem algo novo por ser descoberto.
(Vai para a 4º temporada)

Por hoje é só pessoal e espero que tenha escolhido alguma para ver!

Entre o pagode e o abará a Bahia esconde muita música boa.

Música ► Dicas ► Rock Baiano 
Cale o preconceito e abra bem os ouvidos!

Ultimamente ando tão imersa na música local que preciso mesmo compartilhar títulos muito dignos com vocês. Não os acabei de conhecer, mas somente agora eu tenho vivido uma relação intensa com eles e andado pra cima e para baixo cantarolando canções que falam sobre as coisas vida e obviamente sobre o amor (tudo indica que ainda acharei muito gente bacana e postarei se a preguiça não bater). O que mais gosto nas bandas que vou citar além da origem, é o conteúdo das letras.
Estamos comercialmente acostumados com os mesmos pontos de vista sobre os mesmos aspectos já conhecidos da vida, falas otimistas ou intimas me chamam atenção. Não sei deixar muito claro sobre o que estou falando e estou digitando tudo que me vem à mente na esperança de achar uma explicação coerente para que você possa comungar do meu pensamento e quem sabe até discordar.
A primeira banda de rock nacional que tive admiração por letras que falam da vida com tamanha vivência e proximidade foi o Los hermanos (soufã). Poderiam me lembrar sobre o Gonzaguinha ou outros gêneros genuinamente brasileiros que falam também sobre a vida dentro de aspectos culturais. Mas não é sobre isso que estou falando.
Sabe aquele tipo de cara que se apaixona por uma garota visualmente normal? Sim, uma beleza do tipo comum, mas que observa os trejeitos, as manias, os sorrisos e admira cada pedaço dela seja ele físico ou mental.Ou aqueles que capturam a energia de um lugar, de um momento e sintetizam em poesias capazes de quase lhe fazer chegar lá mentalmente e sentir o que ele sentiu. Pronto, é disso que estou falando! De músicas que agem como fotográficas capazes de mostrar a alma das pessoas, pessoas que podem ter qualquer rosto e te fazem lembrar daquilo que você pode ser ou dos “alguens” que já passaram por sua vida.
Não me aprofundo no fato de todas essas bandas serem locais, pois sinto que isso seria assunto interessante para um próximo post. Por enquanto, peço que escutem cada uma delas tentando sentir o que eu estou falando e abrir o coração para um novo cd no seu mp4.

Cascadura
Formidável família musical

Maglore
Falsos modernos
Scambo

Acabei não colocando tudo que poderia colocar, depois faço uma continuação desse post. 

O poder de inspirar.

Inspiração ► Vida ► Dica ► Youtube

Comercial da Converse
Nesse post, não pretendo ir tão longe nesse assunto quanto o tema facilmente me possibilitaria. Só quero mesmo apresentar um vídeo que alcançou totalmente o seu objetivo motivador. Ao menos comigo funcionou perfeitamente e sou do tipo que cospe em livro de auto ajuda e jura de pé junto nunca ter lido The secret (mas leu).
É um vídeo inspirador que fala sobre a evolução histórica da relação das pessoas com os seus empregos, suas escolhas e sobre o que pode ou não lhe fazer feliz, um pouco sobre a geração Y e visão de mundo globalizado.
Ele se tornou um dos meus preferidos e faço questão de repassar a pergunta que me fez passar dias pensando sobre o meu posicionamento diante da vida, e que agora é um dos maiores responsáveis pela minha atual realidade.
Ninguém está lhe dizendo para largar o emprego e mudar drasticamente a sua vida, a proposta aqui é que você se lembre do que pensava da vida quando era somente um adolescente cheio de sonhos e que não sabia exatamente o que gostaria de estar fazendo exatamente agora, mas que tinha lá seus parâmetros para ser feliz na sua idade. E agora? Alguma coisa deu errado?
Por que não tentar arrumar tudo do seu jeito hein!?


Este vídeo é o resultado de diversos estudos realizados pela Box1824. É um projeto sem fins lucrativos ou comerciais. Box1824 é uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo.

Escrito e dirigido por : Lena Maciel, Lucas Liedke e Rony Rodrigues 
Agradecimento especial : Zeppelin Filmes
Montagem: Fernanda Krumel
Finalização: Bebop Studio