Não há como se forçar amizades. Há pessoas que passam e outras que permanecem.
Esse é um dos fatos mais tristes, no entanto, é que dá suporte a beleza e pureza do que é ser amigo de alguém. Pessoas emitem energias e essas vibrações que se expandem de corpo a corpo podem se chocar, se anular ou se mixar de várias formas. Um desses mixes se chama amizade, outro tesão, amor e mais um tanto de sentimentos babacas e maravilhosos que a gente é capaz de produzir por outras pessoas.
É preciso que a combinação perfeita aconteça em momentos que nem sempre são tão perfeitos, mas que nos pegam de surpresa e ...BANG! Temos alguém que nem imaginávamos e que vai estar lá para a vida inteira. Entre eu e você, não é assim.
Acho que nunca comentei isso, mas na época da escola você era um ano mais velho que eu, melhor amigo de Luciano e foi assim que te conheci, eu era a melhor amiga da menina que o seu melhor amigo gostava...e gostei de você, mas você gostava da Laís (todo mundo gostava) e pra mim ser sua amiga foi maravilhoso naquela época.
Anos depois na faculdade, em um dos períodos mais confusos da minha vida.
- Merda! Voltou, estou gostando dele de novo!
Pensei.
Mas eu não era, e não sou uma garota de grandes feitos, ser platônica e eternamente apaixonada era/é bom pra mim e seguro o suficiente. Mas algo mudou e pela primeira vez eu tinha tentado alguma coisa com alguém, a iniciativa tinha sido minha e nossa...eu tomei um fora, o pedido foi ridículo, a resposta foi escrota, mas tinha mudado tudo. Dava pra fazer outras coisas com aquele superpoder e fiz. rs
Não fiz tanta coisa, relacionamentos não é minha maior ambição na vida e gastei tanto tempo entre trabalho e estudo que namorar não tinha muito espaço, além disso, as festas hetero sempre davam nos nervos (não toca Spice Girls e não pode rebolar nem nada que alguém lhe puxa)! Ok...isso não importa muito! A questão aqui, é que você foi importante sem nem saber que foi e tão presente que minha mãe lhe deu até apelido (sim, ela faz isso).
Essa é uma coisa que acontece entre os seres humanos, a gente faz diferença na vida das pessoas até mesmo com um inocente “Bom Dia”, e isso é mágico! Acredito que mais mágico ainda é saber que fizemos essa diferença e ter a oportunidade de nos perceber como algo mais que poeira cósmica dispersa no universo pra alguém em algum lugar.
To lhe dando esse presente e não sei se vai gostar.
Por 8 anos você foi e voltou na minha cabeça, primeiro como paixonite, depois foi tesão, depois uma incrível vontade de dar uns beijos (quase lhe parei na rua pra fazer isso) e depois... só mesmo a vontade de conhecer, sem grandes planos, a não ser, aproveitar as mil possíveis caronas para algumas festas héteros que não gosto de ir sozinha e quem sabe uns beijos aleatórios quando não estivéssemos fazendo nada (to carentinha pelo desemprego).
Mas não aconteceu, por coincidência ou destino choveu, por confusão ou sorte apareceu um caso que por sua similaridade esclareceu outro.
Deixo claro que não vou parar de olhar a sua bunda quando passar, ficar 15s lhe vendo dançando axé tão bonitinho na academia, seguir o conselho maravilhoso e eficaz que você me deu ou parar de torcer para que a sua próxima namorada seja bem bonita.
Eu lhe respeito e lhe admiro do jeito que você é (mesmo sem conhecer muito), mas ao fim desse texto, no fim dessas palavras e no fim das tentativas, sobra somente muito carinho.
Por respeito a mim e a você, essa é a minha última “cartinha” e o meu primeiro passo para o distanciamento.
Obrigada por tudo que você significou por todos esses anos. <3
Como saber que você não está apaixonado por um conceito que você mesmo criou?
Para nós criativos e românticos é muito fácil de um ponto
construir uma linha sem nem mesmo encostar o lápis no papel. Você não sabe de
verdade porque é apegada a uma pessoa, só é. Aquele papo de The heart wants
what it wants(beijo Selena) sempre serve com uma luva para explicar afeições
inexplicáveis, mas na real todos sabemos que nada acontece no coração além de
passar sangue e que todas essas neuroses são frutos mesmo é da nossa cabeça
louca que arranja umas coisas sinistras pras nos tirar o sono, principalmente
quando percebe que está tudo bem demais. Talvez seja o caso de conversar mais
sobre isso na terapia e trabalhar o desapego.
Vamos conversar abertamente sobre casos inacabados? Ok, um
caso inacabado são aquelas relações que não receberam um ponto final, ficaram
ali flutuantes guardada na gaveta da memória para reaparecer toda vez que a
gente achar que esqueceu. Essas reticências deixam a brecha perfeita para o seu
cérebro criativo e apaixonado preencher com o que você acredita que seria fantástico
e que com o tempo fica tão enraizado no que somos e nos constitui de tal
maneira que acaba se tornando somente uma realidade que não aconteceu. Não é
questão de loucura, é só a nossa mente fazendo o que faz de melhor, preencher
lacunas. Então construímos um amor tão perfeito na cabeça, um beijo tão
maravilhoso, um toque tão desarmador que acreditamos que tudo isso tem uma
parcela enorme de ser real, quando na verdade...behhh!
Tudo isso é território fértil para a síndrome da grama mais
verde e não importa quem seja o amor real da vez, no primeiro momento de dúvida
ou vazio, AQUELE amor parecia muito melhor, mas veja bem...talvez só houvesse
mesmo um bom dia, o resto foi tudo por sua conta. Mas não se engane com a minha
clareza de pensamento, esse não é um texto com um final maravilhoso que promete
lhe ajudar a resolver os seus problemas, na verdade é mais um expurgo, um
desabafo sobre a minha atual situação de ciclano que gosta de beltrano que não
gosta de ninguém. Séria fácil demais seu amor platônico lhe corresponder com
tamanho engajamento, mas raramente vai ser assim, simplesmente porque um amor platônico
que se prese, nasce e morre na sua cabeça.
Meu plano é conseguir sair com ele, transpor as barreiras do
silêncio misterioso e conhecer as piores coisas dele que com certeza vão me
fazer correr, assim consigo acabar com esse karma que é amar sem ser amado e
acreditar que há algo maior em um bom dia que somente educação. A vida é cheia
de ilusões meus caros, se elas não lhe ajudam em nada e lhe dão uma crise de
ansiedade estapafúrdia com a espera de uma resposta no WhatsApp, é porque não
está prestando mais. Amores platônicos saudáveis devem ser lindos e fofos e não
doloridos dessa forma. Tudo fica pior se ele existe há tanto tempo que nem o meu, I'm so sick of that same old love (beijo Selena 2)
Vc tá namorando agora e eu
super respeito isso. Se um dia acabar, vem conversar comigo?
Hoje foi um daqueles dias em que a
gente senta e faz a pior coisa que pode fazer antes de dormir. Pensei e repensei
várias passagens do meu, não tão curto quanto gostaria, caminho na terra. Pensei
em você, porque é inevitável não pensar em você quando repenso a vida. Isso é
engraçado, porque nunca houve um nós, isso, nunca ganhou o status de algo real,
mas com toda certeza não pode ser dito que nada aconteceu.
Aconteceu na minha cabeça, nos meus
sonhos, aconteceu toda vez que olhava pra você e ficava pensando: “Meu Deus,
que costas maravilhosas e que bunda espetacular!”, aconteceu quando ficava
falando um bando de bosta nas redes sociais, só testando reações para ter mais
coisas de você com as quais sonhar e dizia “Nunca pensei que existisse alguém
como você, mas você existe e toca violão no mic pra mim.”
A grande questão é que até outro dia
tudo só acontecia dentro da minha cabeça e ficava bom assim, não tinha grandes
riscos, poderia imaginar do jeito que quisesse e minha vida continuava
solitária e perfeita como eu imaginava que era, uma plantonista assumida. Era boa a vida, mas poderia ter
sido ainda melhor contigo e quando vejo casaizinhos jovens na rua, penso que perdi o
time e a oportunidade de não ter nada pra fazer, além de sugar copiosamente os
lábios de alguém durante uma tarde inteira. A verdade é que gostaria que você
fosse esse alguém.
Acho que não lembro mais, acredito que
estou bem, mas te vejo dançando swing baiano na academia e acabo parando para
admirar com um misto de vergonha alheia + “ahhhh que fofo!”+ medo de ser pêga
espiando. the noise of drumns inside my head continua, só que agora é mais
baixo...quase como um sussurro de um passado inexistente e que ainda implora para
acontecer. Mas é só ver um rabisco
qualquer dos amigos artista na timeline que me pergunto se tem coisa nova sua
pra ver, lembro seu codinome e corro pra ver os seus desenhos. Nossa, me
disseram que você tinha feito um desenho meu a partir da minha foto, não
acreditei, mas gostaria que fosse verdade e de ter visto. Gostaria que tivesse
me visto pessoalmente, de ter aceitado o seu convite, sinto falta de suas palavras de sabedoria e maturidade
fora do normal para alguém da nossa idade.
Quando te conheci eu era retardada
emocionalmente e imatura de tudo. Ainda sou, se não fosse, não estaria escrevendo isso aqui, mas
gosto de acreditar que melhorei muitooo nos últimos anos.
Falei muita bosta descontextualizada, fui muito exigente e pareci uma louca,
mas só estava nervosa, querendo dizer uma coisa e dizendo outra. Perder o
controle costumava me deixar desconstruída, engraçado que a mente de alguém com
19 anos poderia funcionar dessa forma, mas era assim. Se havia muito nervoso
por um lado, atitudes bostas saiam por outro, fora o medo de parecer vulnerável,
inferiorizável ou de se expor de uma forma não manipulativa ou ambígua. Rs.
Deixei de fazer e fiz muita besteira só pra manter o status co de “ajuizada
controlada”.
Minha mãe sempre torceu por
você, coitada, já torceu por tantas pessoas e quando desencantei foi por um que
ela odiou, com toda a razão. A verdade é que precisou outra
pessoa vir, me mostrar como era, (partindo a poha do meu coração logo depois) e
aí eu percebi.
"Olha como é fácil isso! Como é
gostosinho... Deveria ter feito assim não era
contigo, era com aquele outro lá."
Agora que sei tudo isso, fico ainda mais abaladinha
quando vejo o seu bom dia ou entro no fake que fiz só pra ver os seus desenhos
novos sem incomodar, mesmo depois de uns 5 anos de que você me deu um fora
(muito bem dado inclusive, e super merecido, parabéns), pensei...
- Posso fazer alguma coisa a respeito?
Posso
sonhar, stalker e ficar feliz por sua felicidade ao lado da sua namorada, tão madura e afinada com seus gosto! Você fez uma ótima escolha... a propósito, vi seu desenho dela, aquele
cabelo de fogo maravilho, tão linda e vocês dois juntos são absurdamente fofos.
Parabéns, meus parabéns. Vão se casar né? Tudo tão fofamente compatível e
arrumadinho, torço pelo melhor e não estou sendo hipócrita ao dizer isso,
realmente desejo o melhor!
Você
é cortês talvez só por ser da sua natureza, me tem em todas as redes, mas impõe
a devida distância quando ás vezes calha de falar alguma coisa contigo, acho
isso perfeito, homem que tem namorada não pode mesmo ficar de trela com exqualquercoisaesquisita.
Você me bloqueou de tudo e não quer nem se quer ouvir falar no meu nome, mas tá
ok, aquela de aparecer do nada pseudo alcoolizada e louca pra lhe encher o saco e
preencher porcamente o meu vazio foi ridículo! Desculpa, mas não tinha
percebido que tinha me excluído até outro dia, uns 2 anos depois do ocorrido, mas
não ache que não lembrei de você antes, lembrei, mas não te achei e deixei pra
lá.
A
vida aconteceu...caminhos se cruzaram para talvez nunca mais se encontrar, mas é sempre
bom saber que estamos no coração de alguém e pode ter certeza que você é um
pedaço do meu, e se quiser, pode ser todo seu . É uma bagunça, tem lixo e destroços por todos os lados, mas pode ser um bom lugar para se morar, ficar a vontade para permanecer ou só dar uma passadinha gostosa, quente, molhada e invasiva de vez em sempre.
Amizade
seria bom, mas até esse prazo já venceu. Sabe prazo de amizade? Aquele tempo
que um relacionamento que não aconteceu tem para virar camaradagem eterna, até
esse time eu perdi, é uma pena, mas tá tudo ok.
Romances históricos e distopias são meus pontos fracos e
esses tempos de férias forçadas estão sendo benéficas para reforçar o meu amor.
Nesses últimos meses assisti várias séries e dei um tempo dos filmes, não sei o
que é, mas atualmente tenho sido muito mais uma pessoa de séries que de filmes clássicos
e comédias românticas como costumava ser. Se isso é bom ou ruim, eu não sei e
já passei da fase de me cobrar ser uma eximia cinéfila que entende muito dos
principais diretores e tem os clássicos na ponta da língua, na verdade essa é
uma meta tão fútil que até deixei para trás e resolvi me dedicar ao que me faz
feliz e bang! Agora, nesse momento, séries históricas fazem de mim um pinto no
lixo, danado de feliz.
Para compartilhar minha felicidade, aqui vai um top 4 das
séries que mais gostei de acompanhar e estou achando bacana. Não está em ordem
de preferência e sim na ordem em que comecei a assistir.
Os: Têm duas coisas que precisam entender antes de continuar
essa jornada de forma segura:
1 –Para esse tipo de série os spoilers estão no Wikipédia.
Não adianta drama, todo mundo já sabe o que vai acontecer e não vai haver grandes
reviravoltas mirabolantes (se houver a série não é tão boa) e a graça não está
no ponto de chegada e sim no trajeto percorrido.
Os fatos todo mundo já sabe, a beleza está na forma em que a
história é contada e nas alegorias que eles usam.
2- Não se apegue tanto aos personagens, diferente de GOT em
que as mortes são opcionais, em séries históricas a vida é como é e se ele
tiver que morrer, trair ou merdas acontecer...infelizmente vai rolar sim e vai
ser doloroso como a vida é.
Reign (3 temporadas)
Essa série romantiza até demais
pro meu gosto a história da Mary Stuart, rainha da Escócia, consorte da França,
da Espanha e rival da Elizabeth pelo trono da Inglaterra.
Fatos
Mary teve uma vida mais triste
que feliz. Criada em um convento fora do seu país (por questões de segurança)
foi prometida ao delfin da França como forma de proteger o seu país da invasão inglesa,
mais tarde ela se casa com Francis e reza a lenda que foi um casamento feliz e
apaixonado (tem cartas românticas encontradas deles dois), mas durou bem pouco
porque ele morreu com um ano de casamento de uma mal que não sei bem qual é.
Para piorar a sogra da Mary é a Catharine de Médici, conhecida por usar métodos
não tão bacanas para conseguir as coisas e que tem uma história de vida não
menos dolorosa, eu diria que Cath merece uma série só dela, porque a jornada é
incrível.
Mas voltando para a Mary, ela
também se casa com o rei da Espanha que na época era o país mais bem armado e
ideal para assegurar a proteção da Escócia, mas de uma forma que eu ainda não
sei como (mas comprei um livro para saber) ela é levada para a corte de
Elizabeth que a mantém uma espécie de prisioneira/hóspede na casa de uns nobres
que se responsabilizam por manterem Mary tão confortável como deve ser para uma
rainha e herdeira legitima do trono inglês. Maaaaaaaaaaas dá uma merda e ela é
enforcada mesmo sem o consentimento de Elizabeth, abrindo o precedente
histórico de regicídio com faixada de julgamento justo, que de justo não tinha
nada. Até porque ela foi condenada por traição, e como trair uma rainha se você
mesmo é uma?
A série.
A história é maravilhosa, mas no começo teve uma abordagem
meio adolescente e pouco real, a série também se valida de magia e voltas
desnecessárias para esticar os fatos e deixar tudo mais brilhante. Respeitam
algumas coisas, mas inventam tanto que você fica meio confuso com o que é
embromação e o que de fato foi fruto de pesquisas, além de tudo essa embromação
e invencionices enrola demais o enredo onde você sente que eles estão o tempo
inteiro se perdendo e voltando para o prumo em um eterno zig-zag entre história
e licença poética.
Continuo assistindo porque apesar de toda a lenga-lenga digna
de novela mexicana a série é muito bonita, os atores são cativantes, a Adelaide
é tão maravilhosa que quando entra em cena você só é capaz de enxerga-la e o
cuidado com o figurino e detalhes das cortes e etc são de esquentar o coração.
O que tem me afastado da série aos poucos, além da lenga-lenga
desnecessária é o surgimento da corte inglesa que traz o historicamente
conhecido romance da Elizabeth com o então casado Robert Dudley já relatado em
O amante da Virgem da Philippa Gregory com bastante maestria. Entretanto, ao
invés de tratarem as questões amorosas da Elizabeth como papel de fundo, eles
optaram por dar um enfoque dramático tão grande que ofusca quase que
completamente a imagem de mulher forte que a Elizabeth firmou ao longo da vida.
Além disso, não gostei nem um pouco da atriz escolhida para dar vida à personagem,
já conhecia a atriz do personagem Valquíria na série Lost Girl e sinceramente,
tinha atrizes muito melhores para preencher um lugar tão importante nessa
história.
The White queen (1 temporada)
Nunca tinha ouvido falar da existência dessa Elizabeth antes
de ver a série e pesquisar um pouco mais. A existência dela é a porta que dá
entrada para várias outras histórias simultâneas de uma forma impossível de
explicar nesse post, até porque me atrapalharia toda, mas é importante entender
que mesmo com a passagem dela pela história da Inglaterra sendo relativamente
curta e até simples, foi o suficiente para embaralhar várias cartas nesse
grande jogo que são os tronos <3
Fatos
Ela era uma camponesa filha de donos de terras da família Woodville,
viúva, historicamente
conhecida como pertencente a uma linhagem de bruxas e mãe
de dois filhos. Ele a conheceu em uma das andanças pré- guerra civil que
serviam para contestar sua legitimidade ao trono. Rei Eduardo IV era o recente
coroado pertencente a casa de York e treinado pelo lendário fazedor de reis, era
um período de grande instabilidade para o trono que disputava com seu irmão e
com seus primos e ao invés de optar por uma união que lhe assegurasse boas
alianças como aconselhara o seu mentor, ele optou por se casar escondido com
uma camponesa que ninguém nunca ouviu falar e que tudo que tinha a oferecer era
amor, um ventre fértil e uma família cheia de homens dispostos a lutar.
A série
Não tenho muito o que dizer a não ser que gostei muito. Teve
somente uma temporada e por isso não deu muito espaço para embromações ridículas
e enfoques desnecessários. Figurinos impecáveis e atores ótimos, não há como
não criar simpatia profunda pela mãe da rainha.
The Last
Kingdom (1 temporada)
Antes dessa série eu nunca antes tinha pensado sobre os Vikings,
na verdade, nunca tinha enxergado além dos deuses nórdicos e os desenhos. Não
tenho a mínima ideia se o Uhtred existiu, mas sei que a série é adaptação de um
livro de crônicas saxônicas, no entanto, apesar da série ser muito boa, é difícil
perceber uma linha histórica interessante ou até mesmo tentar aprender muito sobre
a cultura e percepções da época, eles focam muito no personagem principal que é
maravilhoooso e faz muito a série valer a pena, mas ele acaba sendo o nosso
único ponto referencial em quase tudo, já que eles não desenvolvem nenhum
personagem secundário forte ou duradouro o suficiente para não ficar sem á
sombra do Uhtred.
Mas é bem boa e me leva ao meu novo e grande amor.
Vikings (3 temporadas)
Tinha muito ouvido falar dessa série, mas depois da decepção
com Spartacus (que eu odeio), fiquei bem resistente e fui boba o suficiente
para ter protelado tanto.
A série se passa em no período que pode ser de 700 á 800 d.c
e conta a história de Ragnar Lodbok e de toda a sua família de conquistadores.
Não há muito o que dizer, ainda sou nova nessa onda nórdica, mas estou adorando
descobrir os detalhes, o que torna tudo mais difícil é a inconsistência dos fatos. Os relatos foram escritos muito tempo depois dos acontecimentos e quase
sempre tem interferências de deuses e acontecimentos sobrenaturais, fica muito
complicado saber o que aconteceu de verdade, o que é lenda e blábláblá...mas há pontos incontestáveis como as conquistas territoriais, aspectos culturais e avanços nas técnicas
de combate vikings.
Diferente dá série anterior, Ragnar é a cola que conecta
todo mundo, no entanto existem diferentes núcleos e vidas muito além do
controle dele, assim é possível ter um panorama muito amplo da época e não
ficar escravo dos pensamentos e das perspectivas do personagem principal tendo uma narrativa muito mais rica.
Não posso falar muita coisa sobre o enredo, porque tudo
pareceria spoiler, mas a grande verdade é que estou fortemente apaixonada pela
série e pela cultura, só em pensar na Lagherta minha perna treme. Ela é a
primeira esposa de Ragnar e uma escudeira famosa que acaba ficando em casa para
cuidar dos filhos, mas nunca se colocou em lugar de mulher frágil e sempre
lutou pra defender suas crias e seu lar. Depois que eles crescem mais
um pouco ela volta a ativa e viaja junto com Ragnar para lutar e pilhar junto
com ele. Tão maravilhosa, segura do seu corpo e força e acima de tudo capaz de liderar e ser protagonista da sua própria vida apesar de amar Ragnar forever .
O ponto mais positivo de todos os mil positivos que essa série
tem, é a forma que a mulher é colocada. Apesar de ser uma série de época, não
abusa do sexo ou da nudez, fala de estupro de uma forma peculiar e traz as
mulheres de forma complexa e válida. Elas não estão alí por estar, não são somente alegorias, cada
personagem é construído com complexidade e profundidade independente se é homem
ou mulher, elas não estão alí por eles, elas têm as suas próprias jornadas,
pensamentos e ambições. <3
Não sou uma pessoa transante ou super descolada que manja
muito das sacanagens, no entanto, não acho normal a forma que me sinto e que
percebo que muitas outras mulheres também se sentem diante de um material que
deveria ser no mínimo excitante.
Gastei um bom tempo refletindo sobre a indústria porn, lendo
materiais e questionando pessoas. Cheguei a diversas conclusões e indagações que
nunca pensei que um dia fosse sentar para redigir por serem muito confusas e complexas, mas para
organizar esses pensamentos e trazer ao menos 1/3 deles a mão, resolvi fazê-lo por meio de tópicos. Claro que muitas coisas ficarão de fora, mas ao menos ficam alguns questionamentos que podem ser bacanas.
1- Por quem são feitos os conteúdos porn/eróticos ?
Não há como rotular tão precisamente e nem dar juízo
de valor a toda uma categoria, é uma indústria gigante, globalizada e cheia de
nuances indo dos níveis mais leves até o dark side das práticas sexuais, na
verdade rotular nunca foi minha intenção, mas acima de tudo é importante pensar
que para cada Sasha Grey, pode existir uma LoveLace. Enquanto uma adora sexo e
está lá porque até consegue gozar de verdade, a outra começou por
fruto de um assédio e sua trajetória foi coberta de abusos, que a levou e condicionou a vida pornô.
(Geralmente gosto muito das matérias da Liga, mas nesse episódio foi evidente a falta de distanciamento dos repórteres em relação ao assunto. As piadinhas e o desconforto gerado com os atores, ficou evidente no olhar na galera e no jogo de cintura que eles tentavam ter diante dos comentários nonsense que não agregaram em nada ao conteúdo. Apesar de tudo isso o vídeo é bem bacana.)
Talvez na hora em que está se divertindo assistindo um pornô
inocente seja muito fácil imaginar que aquela não é uma pessoa, que não tem
história, nome ou qualquer fator que a personifique. Em certos casos ela tem tanto
valor quanto um buraco lubrificado em uma parede escondida ou o rosto dela é a
ultima coisa que importa, desde que a expressão seja de dor. É triste ter que
te lembrar que todos os envolvidos nessa equação tem histórias, tanto ela,
quanto ele, o diretor deles e você. Todos unidos por uma foda que acabará parte
no seu papel higiênico e parte no bolso de algum cara que raramente fazemos a
remota ideia de quem é.
Vai parecer meio louco, mas para mim, pensar na indústria pornô
é quase como pensar em de onde
veio a sua maconha. Já refletiu sobre o caminho que ela
percorreu até ser fumada por você? Talvez se a gente pensar demais em certos
detalhes da vida eles podem ficar assustadores e até mesmo perder a graça, mas
qual a melhor tática? Ignorar? Não, pense um pouco. Vídeos de pessoas abusando
de outras dormindo, garotas que não sabem que estão sendo filmadas, vídeos
vazados por vinganças de namorados ou hackers, garotas de menores, caras
encoxando mulheres em lugares públicos, simulações de estupro que entre outras
mil coisas ainda são consideradas pornografia suave, mas que agride brutalmente um dos envolvidos
e traz lucro/ reconhecimento para alguém que não merece nem oi. Tudo tem consequências e seu like pode cooperar para fins nada legais ou propagação de culturas danosas.
Tem todo tipo de pornografia em todos os lugares, no
Snapchat, no Tumblr, no VK, no Whatsapp,
no Períscope, nos sites especializados...é uma chuva interminável que torna a variedade de corpos nus facilmente alcançáveis
como nunca antes foram. Uma das coisas que se pode começar a fazer por uma simples
questão de empatia, é selecionar com mais cuidado o tipo e as vias por quais
consome a sua putaria de cada dia, e assim, evitar alimentar meios exploradores
ou bater palminhas para aliciadores através dos seus views.
2 - Para quem são feitos?
Pornografia é essencialmente feita por homens e para homens.
Nessa equação a parte em que as mulheres assistem e podem
também sentir prazer através do estimulo visual fica completamente esquecida em
closes intermináveis de vaginas, faces com expressões de dor, posições de
extrema submissão, humilhações constantes, porra na cara e a redução dos dois
(ou mais) elementos envolvidos aos seus órgãos sexuais. Coisa mais difícil é
perceber que o resto do corpo existe e que também pode ser tocado.
Com a facilidade já citada anteriormente, o primeiro contato
que nossos jovens têm com sexualidade são os filmes pornôs de fácil acesso em
sites especializados. A opinião que mais escuto entre as pessoas da minha idade
é que não acreditam que alguém assiste filme pornô esperando aprender alguma
coisa que possa ser aplicada a realidade, então lhe pergunto, e para um garoto
de 10 anos que nunca viu ninguém nu, além daquela mulher que adora ser humilhada
e diz que quanto mais dor melhor? Como você acha que ele vai enxergar as
meninas? Como você acha que ele vai tentar tratar uma mulher quando tiver a sua
primeira transa?
(Nesse TED o cara explica os efeitos da exposição prematura a pornografia encontrados através de pesquisas científicas em jovens e adultos e as alterações cerebrais que isso causa)
Assim como a primeira Playboy era considerada um rito de
passagem para qualquer menino até 90’s, o xvideos e o pornhub são para garotos
ainda mais jovens da geração z. É um fato praticamente incontestável dizer que
as mulheres são tradas como lixo na pornografia comum e que os danos causados
por esse tipo de visão são facilmente perceptíveis na nossa cultura de Pânico
na Tv, paixão por anal, peitos siliconados e corpos inteiramente depilados.
Se parar para pensar bem direitinho, talvez As aventuras de
Justine hoje não fosse mais que classificação 16 anos.
3 3- Mulheres e filmes porn.
Por que tantas mulheres gostam de assistir material
homossexual? Mais uma vez fica complicado falar por todas, mas dentre as que eu
conversei, o motivo mais comum é a ideia de cumplicidade entre as partes
envolvidas. No sexo gay quase sempre todos são tratados como iguais, há muito
mais respeito e sensação de prazer compartilhado. Essa discrepância é ainda
mais evidente quando se compara hentai heterossexual com hentai homossexual.
Erika Lust
O desconforto feminino em relação aos filmes eróticos não é
um fator novo, e de olho nesse mercado potencial, vários sites especializados em
pornografias pensadas para mulheres surgiram nos últimos anos. Neles você
percebe um trabalho mais bem cuidado de luz, cor, tentativa de química entre os
atores e uma direção mais sutil que traz todo o corpo para a cena e não somente
partes isoladas em zoons desnecessários.
Dentro dessa ótica que visa tornar os filmes pornôs mais palatáveis
para as mulheres surgiram além das citadas, várias outras formas de se pensar
pornografia. Há quem faça vídeos que contemplam a visão da mulher dentro da
relação, neles a câmera tenta capturar as cenas dentro do ângulo de visão
feminino. Há também os sites em que casais de verdade podem compartilhar suas
transas e pessoas comuns suas intimidades em troca de colaboração financeiras.
Dentre todas que já ouvi falar a novidade mais amada até então são os filmes da
Erika Lust, pensados para que os casais possam assistir juntos sem causar
desconforto a nenhuma das partes ou para que as meninas possam ter materiais
bacanas para consumirem no conforto da solidão.
4 - Vício em pornografia.
( Filme Don Jon traz a vida de um cara viciado em pornografia que desenvolveu dificuldade em manter relações sexuais reais, exatamente como na matéria explorada nesse post super interessante que traz um ponto de vista diferente sobre o mesmo problema. http://papodehomem.com.br/os-efeitos-do-excesso-de-pornografia/)
E como falar de tudo isso sem tocar em um assunto ainda
muito sensível aqui no Brasil? Talvez por nossa relação cultural com o sexo,
admitir esse tipo de coisa seja um pouco difícil para os caras que gostam de se
afirmar como garanhões e etc. No entanto, é consenso em algumas esferas de
pesquisa que o excesso de pornografia podem causar sérios danos psicológicos
que vão muito mais além do que a forma que os homens tratam as mulheres, mas se
configura em um mal mais profundo que danifica a longo prazo toda a forma que
eles se relacionam com o sexo e consigo mesmo. Depressão, isolamento e impotência são somente um dos sintomas.
Por uma questão de sensibilidade e complexidade do assunto, deixo
aqui alguns links interessantes que podem elucidar a maioria das dúvidas que surgem quando se começa a procurar sobre o assunto.
Infelizmente os conteúdos nacionais sobre o assunto geralmente são religiosos, mas ainda assim em alguns deles valem a pena dar uma olhada. Façam uma busca no Google e com certeza vão encontrar mais coisas de fontes qualificadas falando sobre o assunto de uma forma científica e objetiva.
Faz nove anos que comecei a escrever um blog, mas esse aqui
tem 7. Engraçado pensar em quanto tempo faz e como mudei e me transformei
tantas vezes. Se está se perguntando por qual motivo esse blog não é famoso
ainda é porque ele já teve diversos nomes e incontáveis endereços. Não era a
visibilidade que importava, na verdade as mudanças aconteciam toda vez que um
post bombava muito e eu achava que teria que mudar a forma de escrever ou as
coisas que eu estava dizendo pra me adequar ao público, isso de se tornar
comercial tem esse problema, tem que pensar em quem está lendo, dizer as coisas
que querem ouvir, falar sobre o que o público pede e todas as vezes que tentei
fazer isso, não foi só ruim, como também traumático. Quero minha escrita livre,
minhas opiniões sendo minhas e nada de desculpas ou justificativas só porque
uma hora ou outra eu com certeza vou mudar de ideia e de interesses.
Falando em interesses, liberdade e mudanças, essa ideia de
blog surgiu porque queria publicar poesias, depois queria escrever sobre a
vida, depois sobre moda e minhas descobertas no curso e depois era sobre tudo:
séries, filmes, vida e eu. Esse endereço acabou de um jeito ou de outro, sendo
um grande apanhado de mim e eu nunca imaginei que duraria tanto tempo, nada
nunca durou, mas meu amor por escrever pode até ter seus tempos de respiro, mas
sempre volta e é aqui onde me descarrego.
Este ano pensei em acabar com ele, excluir mesmo, com todos
os textos e todas as histórias que me trouxeram até aqui, mas percebi o tamanho
da burrada que isso seria. Não sei se escrevo bem, mas acho irrelevante pensar
nisso quando gosto tanto de fazê-lo. Óbvio que tento melhorar e me aperfeiçoar
pouco a pouco, mas o medo de errar é o tipo de coisa que lhe paralisa e causa
vergonha de algo que talvez nem fosse nada tão grave assim.
Quando comecei a escrever tinha pouco mais que 16 e muitas
coisas aconteceram, coisas que nem se quer imaginaria que fossem acontecer e
que me modificaram assim como modificaria a qualquer pessoa. Esse é meu livro,
meu diário, e pretendo cuidar melhor dele até que finalmente faça 10 anos, mas
prometo nunca mais mudar de nome, endereço ou travar para ser encontrado com
pesquisas.
Os blogs morreram! É o que dizem... Ninguém mais quer ler
nada, as pessoas só querem vídeos de no máximo 3 min. Sinceramente, não ligo.
Vou ficar aqui por mim e se alguém quiser ficar por aqui também e às vezes dar
uma lidinha, vai ser gostosinho demais.
No primeiro dia do TCC, meu
professor perguntou a cada membro da equipe o que planejava fazer depois que
tudo acabasse e eu, toda contente, respondi algo que nem lembro mais, mas que
teve uma resposta que com certeza nunca vou esquecer: “Engraçado você falar
isso assim tão animada, quando estava formando fiquei apavorado e quando me
formei passei os piores meses da minha vida até finalmente me encontrar”.
Obrigada Professor Ayrosa, você
definiu toda a piada que era a minha confiança em somente uma frase que me
segue como uma bigorna caindo repetitivamente na cabeça do Coite por no mínimo
5 meses.
Em tempo de crise o céu continua
azul.
Em 5 meses não me faltaram
processos de trainee, mas faltaram vagas normais abertas que não tivessem o
pedido por experiência obrigatória . Impressionante como o site Vagas
ficou deserto, mas nesse período aconteceram muitas coisas, com a vida corrida
que costumava ter, não sobrava muito tempo e disposição para concluir minhas
leituras voluntárias ou para pensar em mim. Quando não se tem nada para fazer,
uma semana vira um mês com uma facilidade incrível, não nego ter desperdiçado
energia em uma “bad” tremenda, mas não demorei muito choramingando e comecei a
questionar coisas fundamentais para entender a minha situação:
O que você está
fazendo?; Por qual motivo pediu para sair do emprego em que estava?; O que você
está procurando no mundo?; Por que não está dando certo?; O que você está
fazendo de errado e o que realmente deveria fazer?; O que é preciso para
alcançar a meta?; Qual a meta?
Em busca de
respostas/conhecimento/network frequentei várias palestras bacanas, tomei nota
de novas referências e caminhos de estudo, embarquei em uma viagem inédita de
leitura de livros que colaborem para o autoconhecimento e alguns de
antropologia para entender o meio. Aqui fica a lista de alguns dos que mais
gostei.
1- Empregabilidade: fala sobre as escolhas que se faz para trilhar
uma carreira e como é difícil para algumas pessoas se recolocarem no mercado de
trabalho, mas deixa claro que não é impossível ou algo de outro mundo desde que
perceba os seus pontos fortes.
2- Ansiedade, do Augusto Cury.
Ele trata a ansiedade como o mal do século e mostra como quase tudo que nos
rodeia alimenta essa deficiência que pode prejudicar todas as áreas da vida e
não somente a profissional como todos imaginam.
3- 44 cartas do mundo líquido:
O Zigman tráz um pouco de cada aspecto da sociedade e a instabilidade das
coisas e dos sentimentos. Acredito que todo mundo já ouviu falar da teoria da
liquidez, mas a maioria dos que citam só leu Amor Liquido.
4 - Inteligência emocional: Ele diz sempre com
um toque esperançoso todas as burradas e vantagens que ser ou não centrado
emocionalmente podem trazer para a vida social, sentimental e profissional.
5 – Ponto de virada: Vi muitas
pessoas comentando sobre ele e não pude deixar de ler, por necessidade ou por
curiosidade. Com a análise dele sobre os pequenos fatores que podem ou não lhe
conduzir ao sucesso e tipo de pessoas e suas habilidades relacionais ele
reitera de uma forma extremamente racional e prática a teoria do bater de asas
de uma borboleta e suas implicações.
Descobri que fiz muita besteira
e a cada capitulo tento aproveitar essa crise existencial para resgatar o
melhor de mim e indico isso para todos os milhões de brasileiros que tiraram
férias forçadas. Procurem conteúdos que seus professores jamais apresentariam
para vocês, e assuma as rédeas mesmo que tardias da sua formação intelectual.
Proponho que entre em uma jornada de autoconhecimento que com certeza vai lhe
transformar em um profissional 100% melhor quando voltar ao mercado de
trabalho, muito mais preparado, sabendo o que se está buscando e o que de
melhor tem para oferecer a sociedade e ao contratante. Não estou prometendo
todas as respostas que procuram, mas sim, uma chance maravilhosa de se
reabastecer e de repensar velhos posicionamentos. Tem serventia melhor para uma
crise? O gatilho para que surjam não é o
acumulo de pontas soltas deixadas para trás ou até mesmo impactos fortes que
lhe tiram a estabilidade? Há como passar vencedor por uma grande crise sem
reencontrar o eixo?
Perguntas brotam do chão, mas
isso não é o efeito da crise nacional ou efeito da minha fatídica crise dos 25,
na verdade, questionamentos surgem toda vez que uma pessoa inquieta se sente aprisionada
em uma situação desagradável, ou toda vez que uma empresa é retirada do seu
ponto de conforto. Quando isso acontece é necessário desconstruir para
reagrupar melhor e mais forte, caso contrário, o destino é o chão.
Nunca se está sozinho e a voz é
coletiva.
Sempre achei interessante a
ideia das gerações, acredito sim que faz muito sentido, é uma analise do
ambiente, mas que muitas vezes se parece com a leitura de um horoscopo que você
deseja muito que seja verdade. A mídia pegou todos os membros da minha geração,
colocou em um saquinho e o adesivou com o nome geração Y. Algumas matérias perguntam
com certo sarcasmo por qual motivo “esses jovens andam tão desmotivados” e
prontamente respondem algo como “foram muito mimados pela liquidez moderna, querem
ser promovidos logo, como pode isso?”, “eles cresceram ouvindo dizer que eram
especiais” ou nos investigam com a lupa da conveniência e apresentam como
padrão os “modelos” mais legais que temos e dizem como eles estão se saindo
durante a crise.
Tenho plena consciência que
dentro de milhões de pessoas que possuem a mesma idade que eu, uma parcela já
ocupa cargos brilhantes e possui carreira de dar inveja a qualquer quarentão
conservador, mas o que me parece é que não percebem que as diferenças da nossa
geração são ainda maiores do que se podem esperar, há milhões de nós misturados
a uma massa amorfa que não estão na melhor fase das suas vidas, se destacam
pouco a pouco traçando caminhos diferentes dos esperados e que podem ser
fatores decisivos para o que teremos na próxima década e ninguém sabe para onde
em passos de formigas eles estão caminhando.
Sempre me perguntei porque
gostam tanto de produzir conteúdo agrupando e dissecando gerações quando tão
poucos realmente trazem algo novo ou útil. Com quem desejam se comunicar? Estão
querendo preparar os empregadores e os colegas para a nossa “chegada”? É
engraçado pensar nisso quando eles falam da geração com tanto brilho nos olhos,
mas não brilham tanto quando falam das nossas conquistas. Onde está a tv aberta
enaltecendo e dando a devida importância ao crescimento dos aplicativos
utilitários e tantas outras conquistas polêmicas da nossa geração que põe em
risco as velhas formas de se conduzir o capital? Só é noticia quando os dados
vazam ou algo dá errado? E sobre as milhares de revoluções que estão
acontecendo? Lowsumerism, Economia compartilhada, capitalismo consciente,
explosão do veganismo, slow life o crescimento do cyber ativismo e muitos
outros que todos os dias ganham ainda mais força nas redes e que na minha
humilde opinião, fazem grande parte da chave para a saída dessa situação
complicada que estamos passando. Falem dos feitos sem que seja em um evento de
startups e sem colocar os CEOs como nerds fora do comum!
O futuro é agora, mas tem gente
que não percebeu.
Está tendo crise? Está tendo
muita crise e Deus sabe quando vai melhorar.
Acho maravilhoso ver os
empresários dizendo que vendem lenço para as suas lágrimas, que a crise é uma
ótima oportunidade para crescer e desenvolver soluções criativas, que alguns só
estão perdidos porque faz muitos anos que não passamos por uma crise como esta
e alguns ainda são inexperientes. Concordo plenamente! Temos milhares de
exemplos que perduram até hoje nascidos das grandes guerras ou em um desses
apertos mundiais que nos trouxeram até onde estamos.
Mas no ano de 2013 nunca se
falou tanto em treinamento e manutenção do conhecimento do staff, disseminaram
a ideia ma-ra-vi-lho-sa de que é também da responsabilidade da empresa fazer
com que os seus funcionários olhem um pouco para fora dos seus cubículos e os
tornassem cada vez menos reféns das suas rotinas de afazeres. No entanto, na
área de comunicação apesar de ter pessoas de visões naturalmente ampliadas e
criativas, cada vez se encontra mais profissionais cansados, desiludidos com os
seus trabalhos e sonhando todos os dias em se tornar algum tipo de hippie no
Capão ou artista alternativo. Aliás, não sei se há um grupo de profissionais
tão desiludidos como o dos publicitários. Conseguem perceber o grande problema
disso na produção do conteúdo a que somos expostos todos os dias?
Sabe o quão rápido o mundo está
mudando? Imagina então o quão importante é para a empresa trazer pessoas com
diferentes histórias de vida e experiências para compor com qualidade o QI do
seu grupo de trabalho? E por que os empresários depois de tudo o que já
aprenderam e da alma tão destemida que apresentam diante das instabilidades têm
dificuldade de pluralizar (em todos os sentidos) o seu quadro de funcionários e
tanto medo de investir nas cabeças novas e sem experiências nas áreas que
desejam ocupar? Já parou para pensar o quanto essas pessoas cheias de bagagens
complementares e vontade de produzir, podem trazer a pitada de sal que faltava
para o seu negócio oferecer algo a mais para os seus clientes?
Trecho do livro Inteligência Emocional.
Um quadro de pessoas mais
maduras, misturado a pessoas jovens, de diferentes origens, especialistas de
diferentes vieses, complicado de lidar com toda essa diversidade? Com certeza,
mas imagina só a amplitude da visão! Duvido muito que em tempos como esse se
permitiriam liberar uma campanha que fala sobre diferentes tipos de mulheres,
mas que excluem as negras e as gordas dessa diversidade.
Como disse anteriormente, a
lista de questionamentos é enorme, mainha costuma dizer que é das pequenas
inquietações que surge o novo, e nunca se precisou tanto de pessoas com
capacidade de conectar boas referências e conduzir as marcas para o lado certo
do labirinto.
Escrevi pensando muito no meu
setor de atuação, mas imagino que essas dissonâncias e provocações valham para
todos que estão no momento em que sabem exatamente o que não querem, são
criteriosos com as suas escolhas e possuem a sua frente uma imensidão de
possibilidades na qual sem dúvidas gostariam de se encaixar sendo não menos que
algo maravilhoso, querendo encontrar uma forma real de colaborar com a sociedade
e impacta-la positivamente. Não há mal em escolher onde e pra quem você deseja
trabalhar, na verdade isso só fará sua decisão ser mais assertiva e duradoura.
Eu ainda não encontrei um
jeito, ainda não sei o que ou como fazer, corro o risco de estar romantizando
toda uma jornada tradicionalmente árida, mas tenho certeza que vou encontrar o
meu lugar, e o abraçarei com empenho, brilho nos olhos e dedicação. Não houve
crise antes dos 25, mas também nunca houve uma chance tão grande de fazer algo
maior acontecer.
Começo esse texto deixando claro que não sou nenhuma CEO
cheia de experiências para compartilhar ou alguma RH de uma empresa interessada
em inovação e desenvolvimento de pessoal, na verdade sou mais uma desempregada
em meio a um mar de muitos outros como eu que engrossam a fila de recém-formados
que ao sair da academia se depararam com a primeira crise da sua geração. Fomos esperados por uma recessão que jamais
vimos antes, no entanto, além da quantidade de oportunidades quase inexistentes
há certos percalços que não são novidades para quase nenhum de nós e é com a
voz que esse lugar me reserva que resolvi vir até aqui deixar a visão do que é
estar do outro lado.
Desde o começo dessa fatídica instabilidade econômica que o
tema dos grandes seminários e a pauta dos grandes portais são temas como: “10
formas de vender a crise e ainda ter lucros” e afirmações como “enquanto vocês
choram, eu vendo lenços” . Sempre na intenção de fazer o mercado se acalmar e
trazer aos empresários mais ímpeto diante da situação que muitos deles ainda
não haviam encarado nem uma vez, sim, muitos da minha geração já dominam certos
segmentos e como os jornais gostam de especular com um tom até muito irônico,
não está sendo menos complicado do que foi para qualquer um que enfrenta primeiros
desafios.
Sinceramente toda essa coragem é maravilhosa, não há dúvida
que na escassez se há novas condições para se fazer coisas grandiosas, eu não
estava lá, mas temos milhares de exemplos que perduram até hoje nascidos das
grandes guerras ou em um desses apertos mundiais que nos trouxeram até onde
estamos.
No entanto é de consenso geral que em tempos de dificuldade
o quadro de colaboradores ficam mais enxutos, o que acaba retraindo as ofertas
de empregos, isso fica bem claro e não é
isso que está sendo trazido até aqui e sim uma questão muito mais
simples e muito mais antiga para o mercado que é a experiência do contratado.
No ano de 2013 nunca se falou tanto em treinamento e
manutenção do conhecimento do staff,
disseminando a ideia maravilhosa de que é também da responsabilidade da
empresa fazer com que os seus funcionários olhem um pouco para fora dos seus
cubículos e os tornassem cada vez menos reféns das suas rotinas e afazeres. Na
área de comunicação, com a rotina corrida, cada vez se encontra profissionais
cansados, desiludidos com os seus trabalhos e sonhando todos os dias em se
tornar algum tipo de hippie no Capão. Não sei se há um grupo de profissionais
tão desiludidos como a dos publicitários, tanto que sou capaz de contar nos
dedos aqueles que 2 anos depois de vivência em uma agencia de publicidade não
se sentem explorados de alguma forma, enojados com as práticas de mercado que
teimam em não se flexibilizarem diante das demandas sociais ou simplesmente não
aguentar ter que conviver com todas as exigências e os poucos retornos que esse
mercado dá. A grande verdade é que muitas das agencias estão profundamente
acostumadas a sugar tudo que o profissional tem a dar sem ao menos se preocupar
como está o progresso dele, e na verdade é esse progresso que traz novidades
para dentro das agencias e são capazes de produzir essas mudanças que se não
vierem espontaneamente, virão pela pressão pública.
Mas logo você que nem se quer entrou no mercado de trabalho,
já estou reclamando? Você pode acabar se perguntando. Na verdade aqui entra
dois pontos que fazem tudo que trouxe até agora valer a pena, e são questões
que não torna nada dito até agora mais leve.