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Entre líderes, chefes e mais do mesmo.



Ser um bom líder tem pouquíssima relação com ser amigo dos seus funcionários. Na verdade, esse tipo de postura, mesmo que exercida com cautela, pode complicar muito mais que ajudar a vencer as dificuldades do dia a dia.

A necessidade de forçar uma mistura com a sua equipe trazendo assuntos pessoais para roda de conversa ou até estimulando comportamentos nocivos ao ambiente como fofocas e intrigas, não só caracterizam a insegurança de um chefe temeroso por se tornar assunto ao dar as costas, como também o torna vulnerável diante do seu time. Não estou dizendo que deve ser um robô ou algo assim, na verdade ser humano não tem relação direta com “se misturar”.

A sua humanidade vai estar evidente na cordialidade freqüente e principalmente, quando conseguir enxergar o outro muito além dos números. Não existe atitude que ganhe mais um funcionário que perceber que ele pode estar com algum problema pessoal e oferecer os ouvidos para ajudar. Talvez ele fale e só em escutar você tenha feito um bem inimaginável, ou talvez só agradeça a preocupação e se sinta mais valorizado com o seu interesse. Isso não é muita coisa, mas tenho certeza que é muito mais que a maioria de nós já recebeu dos nossos superiores.

O princípio básico de uma boa gestão de equipe é a empatia, parece um pouco batido, mas essa é a mais pura verdade. Por mais pesada que a geração Y tenha tornado essa palavra, você também é um chefe e ser líder é estar alguns passos além disso. A diferenciação entre liderança e chefia acontece naturalmente pelas ações e a forma que executa as suas demandas necessárias, porém, nem sempre confortáveis inerentes a função.

Um chefe aplica o feedback de maneira dura, mostrando desaprovação e deixando o funcionário envergonhado do seu mal desempenho. Mostra como o seu resultado ruim está prejudicando toda a equipe, o intimida, compara com os membros da equipe criando uma competitividade nociva e o culpa por isso.

Um líder aplica o feedback tentando construir uma ponte que o conecte com o seu subordinado, tenta encontrar junto com ele o motivo do resultado ruim e se coloca à dispor para descobrir uma forma melhor de fazer com que as metas sejam alcançadas por ele, incentivando o desenvolvimento individual para que haja o crescimento coletivo.

A demanda é sempre a mesma, mas a perspectiva sobre o trabalho de equipe e o ato de se colocar no lugar do outro é a real diferença. Milhares de anos se passaram, mas há coisas que não mudaram desde Roma e acredito que a relação do general com a sua tropa é uma delas. Os oficiais eram pagos, viam as suas vidas melhorarem, tinham plano de carreira e sob tudo, um motivo para acordar todos os dias. Porém, nenhum desses motivos era maior que admiração que nutriam pelos seus generais. Essa era uma relação construída pouco a pouco desde o campo de treinamento, celebrações e que se consolidava no campo de guerra. Estavam dando suas vidas pelo país, mas lutavam com muito mais vigor motivados por um líder que se posicionava na linha de frente, impulsionando todos eles para a luta. Apesar do medo e do cansaço, era aquela figura que os motivavam a seguir em frente e dar tudo de si acreditando que iriam vencer.

A guerra diária dentro de um escritório não é tão diferente assim. Se não está disposto a desvendar e lapidar os membros da sua equipe, se não tem força ou vontade de para lutar na linha de frente incentivando, conquistando confiança, admiração e procurando os melhores caminhos para o sucesso coletivo, me desculpe, mas chefe é tudo que dá para ser.

Uma carta aos inquietos.





No começo da nossa vida parece tudo muito fácil e a sensação é que viemos com o roteiro completamente pronto. Com somente alguns ingredientes personalizáveis, a receita para o sucesso a gente já tinha. É preciso estudar bastante, fazer uma universidade, procurar um bom emprego, ser um trabalhador exemplar fazendo o serviço com responsabilidade e afinco e tudo ficará bem. Irá se aposentar e a sua vida estará completa. Filhos, netos e um dinheirinho bacana todo mês.

O que as pessoas até avisam, mas que é complicado de entender quando somos muito jovens, é que não funciona como 1+1 e que nada é tão simples quanto parece. O que serve para um, não se aplica automaticamente para o outro e acredito que a minha primeira decepção da vida adulta foi descobrir que o seu potencial e esforço no trabalho, não implicam diretamente no seu reconhecimento e ganho financeiro. Há muito mais regras determinando um jogo não tão justo e que exige coisas que nem sempre está disposto a sacrificar, coisas que ninguém seria capaz de te alertar. Aí começaram os primeiros passos do meu caminho tortuoso e bem característico da geração Y.

Escolher bater ponto e fazer o mesmo trabalho mecânico todos os dias, é sufocar a grande parte de mim voraz por aprender e transformar tudo que tenho a minha volta com criatividade, devoção e paixão. Pareceu um discurso muito apaixonado, adolescente e irreal? Talvez seja, mas aos meus 27 anos ainda não aprendi como levar uma vida tranquila aprisionada em uma caixa, fazendo mais do mesmo o tempo inteiro, contente em ter como pagar as contas e somente isso. Ok com empresas que querem o seu sangue, mas recusam a minha alma.

Sempre ouvi dizer que coragem e burrice são irmãs gêmeas. Se por um acaso tudo deu certo, então se trata de um ato de coragem, se deu errado, foi somente burrice. Dentro dessa lógica, a vida da maioria da população segue sufocada e infeliz durante grande parte do dia e se mantém inerte, com medo de que fazer diferente seja só mais erro que pode ser evitado. Nesse ponto não difiro de ninguém, tenho contas para pagar, pessoas que dependem de mim e muito medo de estar dando um “vôo de galinha”, além disso, ainda tenho que lidar com o peso dos medos alheios que me julgam e discursam com pensamentos simplórios e cheios de uma razão que me recuso a compartilhar.

Sei dos riscos e dificuldades que escolher o incerto proporciona, mas tenho ainda os 50% que me dão esperança todos os dias e vontade de continuar em campanha até que o território seja conquistado. Ser negra em um país como o nosso, ser baiana e continuar no meu Estado, querer ver além e tocar o diferente quando ninguém mais tem interesse nisso. Sempre parecer louca, mas vendo as suas ideias sendo realizadas anos depois pelos mesmos que as rejeitaram antes, tornam a luta diária de ser quem se quer ainda mais pesada e com uma medalha de vencedor ainda mais cobiçada.

Essa carta não tem um grande final motivador, ela não chegará ao fim dizendo que com certeza vamos conseguir. Na verdade, torço para que seja assim, mas no momento, tudo que posso dizer é que devemos manter a CORAGEM! Enquanto essa brasa estiver queimando em nosso peito, nossos passos vão continuar a fazer sentindo, e com fé, logo vamos encontrar o lugar que desejamos e fazer dele o nosso refugio de criatividade, inovação e qualidade de vida.

Força!

Tô é sofreni com essa crise dos inferno.

Minha vontade mesmo é de fazer as malas, não por ódio ou por desgosto, procurar oportunidades em outro canto, virar mais uma retirante nordestina em algum lugar que finalmente abra uma porta digna para mim. Meu caso é de tédio e desapontamento. Sempre comentei aqui o quanto achava que a vida seria diferente, teve épocas que me apeguei tanto ao imaginado que quase permiti me perder de mim.
Quero construir algo novo, desbravar ambientes que nem se quer imaginei antes, não preciso do facão, nem das roupas, mas preciso da mata e da direção.

Por mais que lute contra, cada dia encarando a parede e fritando na cama, me puxa ao marco zero desse conflito, e me torno cada dia mais a mulher sentada na árvore, encarando os figos.
Vi essa história na season finale do Master of none, mas gostaria de ter lido em um livro. É um conto que fala de uma jovem mulher sentada em uma árvore cheia de galhos, onde de cada um deles saia um figo e cada figo tinha nele uma possibilidade. Casar, periquetar, viajar e etc. Ela queria tudo, mas não queria nada e assim a mulher permaneceu sentada contemplando as possibilidades e acabou assistindo a cada um dos figos morrerem junto com o tempo.

Queria mesmo tomar uma atitude e escolher meu figo, mas é como se tivesse sido paralisada, talvez seja medo ou incapacidade, simplesmente não consigo. A vida não é como nos filmes, se minha vida tem várias possibilidades, dessas não conheço tantas. A medida que vamos envelhecendo os figos vão caindo do pé, e se você for pobre caem 3 de vez a cada desilusão.

Estou ciente que esse é o mundo real e pra quem não tem grana, o mundo real tem verdadeiros espinhos, pra quem não sabe o que quer esses espinhos se tornam adagas mortais que fatiam os nossos sonhos e desejos inteirinhos. Ai nossa! Quantooo dramaa! Veja bem querido leitor imaginário, NÃO ME JULGUE e deseje sorte pra esse free spirit atormentado e desempregado que aqui vus fala.

Nunca houve uma crise como a dos 25.


Os 25

No primeiro dia do TCC, meu professor perguntou a cada membro da equipe o que planejava fazer depois que tudo acabasse e eu, toda contente, respondi algo que nem lembro mais, mas que teve uma resposta que com certeza nunca vou esquecer: “Engraçado você falar isso assim tão animada, quando estava formando fiquei apavorado e quando me formei passei os piores meses da minha vida até finalmente me encontrar”.
Obrigada Professor Ayrosa, você definiu toda a piada que era a minha confiança em somente uma frase que me segue como uma bigorna caindo repetitivamente na cabeça do Coite por no mínimo 5 meses.

Em tempo de crise o céu continua azul.

Em 5 meses não me faltaram processos de trainee, mas faltaram vagas normais abertas que não tivessem o pedido por experiência obrigatória . Impressionante como o site Vagas ficou deserto, mas nesse período aconteceram muitas coisas, com a vida corrida que costumava ter, não sobrava muito tempo e disposição para concluir minhas leituras voluntárias ou para pensar em mim. Quando não se tem nada para fazer, uma semana vira um mês com uma facilidade incrível, não nego ter desperdiçado energia em uma “bad” tremenda, mas não demorei muito choramingando e comecei a questionar coisas fundamentais para entender a minha situação:
O que você está fazendo?; Por qual motivo pediu para sair do emprego em que estava?; O que você está procurando no mundo?; Por que não está dando certo?; O que você está fazendo de errado e o que realmente deveria fazer?; O que é preciso para alcançar a meta?; Qual a meta?

Em busca de respostas/conhecimento/network frequentei várias palestras bacanas, tomei nota de novas referências e caminhos de estudo, embarquei em uma viagem inédita de leitura de livros que colaborem para o autoconhecimento e alguns de antropologia para entender o meio. Aqui fica a lista de alguns dos que mais gostei.           

1- Empregabilidade:  fala sobre as escolhas que se faz para trilhar uma carreira e como é difícil para algumas pessoas se recolocarem no mercado de trabalho, mas deixa claro que não é impossível ou algo de outro mundo desde que perceba os seus pontos fortes.
2- Ansiedade, do Augusto Cury. Ele trata a ansiedade como o mal do século e mostra como quase tudo que nos rodeia alimenta essa deficiência que pode prejudicar todas as áreas da vida e não somente a profissional como todos imaginam.
3- 44 cartas do mundo líquido: O Zigman tráz um pouco de cada aspecto da sociedade e a instabilidade das coisas e dos sentimentos. Acredito que todo mundo já ouviu falar da teoria da liquidez, mas a maioria dos que citam só leu Amor Liquido.
4 - Inteligência emocional: Ele diz sempre com um toque esperançoso todas as burradas e vantagens que ser ou não centrado emocionalmente podem trazer para a vida social, sentimental e profissional.
5 – Ponto de virada: Vi muitas pessoas comentando sobre ele e não pude deixar de ler, por necessidade ou por curiosidade. Com a análise dele sobre os pequenos fatores que podem ou não lhe conduzir ao sucesso e tipo de pessoas e suas habilidades relacionais ele reitera de uma forma extremamente racional e prática a teoria do bater de asas de uma borboleta e suas implicações.

Descobri que fiz muita besteira e a cada capitulo tento aproveitar essa crise existencial para resgatar o melhor de mim e indico isso para todos os milhões de brasileiros que tiraram férias forçadas. Procurem conteúdos que seus professores jamais apresentariam para vocês, e assuma as rédeas mesmo que tardias da sua formação intelectual. Proponho que entre em uma jornada de autoconhecimento que com certeza vai lhe transformar em um profissional 100% melhor quando voltar ao mercado de trabalho, muito mais preparado, sabendo o que se está buscando e o que de melhor tem para oferecer a sociedade e ao contratante. Não estou prometendo todas as respostas que procuram, mas sim, uma chance maravilhosa de se reabastecer e de repensar velhos posicionamentos. Tem serventia melhor para uma crise?  O gatilho para que surjam não é o acumulo de pontas soltas deixadas para trás ou até mesmo impactos fortes que lhe tiram a estabilidade? Há como passar vencedor por uma grande crise sem reencontrar o eixo?
Perguntas brotam do chão, mas isso não é o efeito da crise nacional ou efeito da minha fatídica crise dos 25, na verdade, questionamentos surgem toda vez que uma pessoa inquieta se sente aprisionada em uma situação desagradável, ou toda vez que uma empresa é retirada do seu ponto de conforto. Quando isso acontece é necessário desconstruir para reagrupar melhor e mais forte, caso contrário, o destino é o chão.

Nunca se está sozinho e a voz é coletiva.

Sempre achei interessante a ideia das gerações, acredito sim que faz muito sentido, é uma analise do ambiente, mas que muitas vezes se parece com a leitura de um horoscopo que você deseja muito que seja verdade. A mídia pegou todos os membros da minha geração, colocou em um saquinho e o adesivou com o nome geração Y. Algumas matérias perguntam com certo sarcasmo por qual motivo “esses jovens andam tão desmotivados” e prontamente respondem algo como “foram muito mimados pela liquidez moderna, querem ser promovidos logo, como pode isso?”, “eles cresceram ouvindo dizer que eram especiais” ou nos investigam com a lupa da conveniência e apresentam como padrão os “modelos” mais legais que temos e dizem como eles estão se saindo durante a crise.



Tenho plena consciência que dentro de milhões de pessoas que possuem a mesma idade que eu, uma parcela já ocupa cargos brilhantes e possui carreira de dar inveja a qualquer quarentão conservador, mas o que me parece é que não percebem que as diferenças da nossa geração são ainda maiores do que se podem esperar, há milhões de nós misturados a uma massa amorfa que não estão na melhor fase das suas vidas, se destacam pouco a pouco traçando caminhos diferentes dos esperados e que podem ser fatores decisivos para o que teremos na próxima década e ninguém sabe para onde em passos de formigas eles estão caminhando.

Sempre me perguntei porque gostam tanto de produzir conteúdo agrupando e dissecando gerações quando tão poucos realmente trazem algo novo ou útil. Com quem desejam se comunicar? Estão querendo preparar os empregadores e os colegas para a nossa “chegada”? É engraçado pensar nisso quando eles falam da geração com tanto brilho nos olhos, mas não brilham tanto quando falam das nossas conquistas. Onde está a tv aberta enaltecendo e dando a devida importância ao crescimento dos aplicativos utilitários e tantas outras conquistas polêmicas da nossa geração que põe em risco as velhas formas de se conduzir o capital? Só é noticia quando os dados vazam ou algo dá errado? E sobre as milhares de revoluções que estão acontecendo? Lowsumerism, Economia compartilhada, capitalismo consciente, explosão do veganismo, slow life o crescimento do cyber ativismo e muitos outros que todos os dias ganham ainda mais força nas redes e que na minha humilde opinião, fazem grande parte da chave para a saída dessa situação complicada que estamos passando. Falem dos feitos sem que seja em um evento de startups e sem colocar os CEOs como nerds fora do comum!



O futuro é agora, mas tem gente que não percebeu.

Está tendo crise? Está tendo muita crise e Deus sabe quando vai melhorar.

Acho maravilhoso ver os empresários dizendo que vendem lenço para as suas lágrimas, que a crise é uma ótima oportunidade para crescer e desenvolver soluções criativas, que alguns só estão perdidos porque faz muitos anos que não passamos por uma crise como esta e alguns ainda são inexperientes. Concordo plenamente! Temos milhares de exemplos que perduram até hoje nascidos das grandes guerras ou em um desses apertos mundiais que nos trouxeram até onde estamos.

Mas no ano de 2013 nunca se falou tanto em treinamento e manutenção do conhecimento do staff, disseminaram a ideia ma-ra-vi-lho-sa de que é também da responsabilidade da empresa fazer com que os seus funcionários olhem um pouco para fora dos seus cubículos e os tornassem cada vez menos reféns das suas rotinas de afazeres. No entanto, na área de comunicação apesar de ter pessoas de visões naturalmente ampliadas e criativas, cada vez se encontra mais profissionais cansados, desiludidos com os seus trabalhos e sonhando todos os dias em se tornar algum tipo de hippie no Capão ou artista alternativo. Aliás, não sei se há um grupo de profissionais tão desiludidos como o dos publicitários. Conseguem perceber o grande problema disso na produção do conteúdo a que somos expostos todos os dias?

Sabe o quão rápido o mundo está mudando? Imagina então o quão importante é para a empresa trazer pessoas com diferentes histórias de vida e experiências para compor com qualidade o QI do seu grupo de trabalho? E por que os empresários depois de tudo o que já aprenderam e da alma tão destemida que apresentam diante das instabilidades têm dificuldade de pluralizar (em todos os sentidos) o seu quadro de funcionários e tanto medo de investir nas cabeças novas e sem experiências nas áreas que desejam ocupar? Já parou para pensar o quanto essas pessoas cheias de bagagens complementares e vontade de produzir, podem trazer a pitada de sal que faltava para o seu negócio oferecer algo a mais para os seus clientes?
Trecho do livro Inteligência Emocional.


Um quadro de pessoas mais maduras, misturado a pessoas jovens, de diferentes origens, especialistas de diferentes vieses, complicado de lidar com toda essa diversidade? Com certeza, mas imagina só a amplitude da visão! Duvido muito que em tempos como esse se permitiriam liberar uma campanha que fala sobre diferentes tipos de mulheres, mas que excluem as negras e as gordas dessa diversidade.
Como disse anteriormente, a lista de questionamentos é enorme, mainha costuma dizer que é das pequenas inquietações que surge o novo, e nunca se precisou tanto de pessoas com capacidade de conectar boas referências e conduzir as marcas para o lado certo do labirinto.



Escrevi pensando muito no meu setor de atuação, mas imagino que essas dissonâncias e provocações valham para todos que estão no momento em que sabem exatamente o que não querem, são criteriosos com as suas escolhas e possuem a sua frente uma imensidão de possibilidades na qual sem dúvidas gostariam de se encaixar sendo não menos que algo maravilhoso, querendo encontrar uma forma real de colaborar com a sociedade e impacta-la positivamente. Não há mal em escolher onde e pra quem você deseja trabalhar, na verdade isso só fará sua decisão ser mais assertiva e duradoura.


Eu ainda não encontrei um jeito, ainda não sei o que ou como fazer, corro o risco de estar romantizando toda uma jornada tradicionalmente árida, mas tenho certeza que vou encontrar o meu lugar, e o abraçarei com empenho, brilho nos olhos e dedicação. Não houve crise antes dos 25, mas também nunca houve uma chance tão grande de fazer algo maior acontecer.

Destemidos com a crise e receosos com os novatos

Começo esse texto deixando claro que não sou nenhuma CEO cheia de experiências para compartilhar ou alguma RH de uma empresa interessada em inovação e desenvolvimento de pessoal, na verdade sou mais uma desempregada em meio a um mar de muitos outros como eu que engrossam a fila de recém-formados que ao sair da academia se depararam com a primeira crise da sua geração.  Fomos esperados por uma recessão que jamais vimos antes, no entanto, além da quantidade de oportunidades quase inexistentes há certos percalços que não são novidades para quase nenhum de nós e é com a voz que esse lugar me reserva que resolvi vir até aqui deixar a visão do que é estar do outro lado.
Desde o começo dessa fatídica instabilidade econômica que o tema dos grandes seminários e a pauta dos grandes portais são temas como: “10 formas de vender a crise e ainda ter lucros” e afirmações como “enquanto vocês choram, eu vendo lenços” . Sempre na intenção de fazer o mercado se acalmar e trazer aos empresários mais ímpeto diante da situação que muitos deles ainda não haviam encarado nem uma vez, sim, muitos da minha geração já dominam certos segmentos e como os jornais gostam de especular com um tom até muito irônico, não está sendo menos complicado do que foi para qualquer um que enfrenta primeiros desafios.
Sinceramente toda essa coragem é maravilhosa, não há dúvida que na escassez se há novas condições para se fazer coisas grandiosas, eu não estava lá, mas temos milhares de exemplos que perduram até hoje nascidos das grandes guerras ou em um desses apertos mundiais que nos trouxeram até onde estamos.
No entanto é de consenso geral que em tempos de dificuldade o quadro de colaboradores ficam mais enxutos, o que acaba retraindo as ofertas de empregos, isso fica bem claro e não é  isso que está sendo trazido até aqui e sim uma questão muito mais simples e muito mais antiga para o mercado que é a experiência do contratado.
No ano de 2013 nunca se falou tanto em treinamento e manutenção do conhecimento do staff,  disseminando a ideia maravilhosa de que é também da responsabilidade da empresa fazer com que os seus funcionários olhem um pouco para fora dos seus cubículos e os tornassem cada vez menos reféns das suas rotinas e afazeres. Na área de comunicação, com a rotina corrida, cada vez se encontra profissionais cansados, desiludidos com os seus trabalhos e sonhando todos os dias em se tornar algum tipo de hippie no Capão. Não sei se há um grupo de profissionais tão desiludidos como a dos publicitários, tanto que sou capaz de contar nos dedos aqueles que 2 anos depois de vivência em uma agencia de publicidade não se sentem explorados de alguma forma, enojados com as práticas de mercado que teimam em não se flexibilizarem diante das demandas sociais ou simplesmente não aguentar ter que conviver com todas as exigências e os poucos retornos que esse mercado dá. A grande verdade é que muitas das agencias estão profundamente acostumadas a sugar tudo que o profissional tem a dar sem ao menos se preocupar como está o progresso dele, e na verdade é esse progresso que traz novidades para dentro das agencias e são capazes de produzir essas mudanças que se não vierem espontaneamente, virão pela pressão pública.

Mas logo você que nem se quer entrou no mercado de trabalho, já estou reclamando? Você pode acabar se perguntando. Na verdade aqui entra dois pontos que fazem tudo que trouxe até agora valer a pena, e são questões que não torna nada dito até agora mais leve.  

Se movimento atrai movimento, o jeito é se mexer!

Assim que fiquei desempregada o meu melhor amigo me assistiu por em dia todas as minhas séries e fazer maratonas de filmes por semanas a fio, estava especialista em vários gêneros e ficava bem feliz com isso na verdade. Deitada lá, vendo série, lamentando a falta de um objetivo ou um caminho bem definido na vida e levantando só para comer e tomar banho. 
O melhor de ter um amigo como ele é que as vezes ele fala umas coisas tão impactantes de uma forma tão despretensiosa que aquela ideia é capaz de habitar a sua mente e dar milhares de filhinhos que em breve mudarão completamente a sua forma de pensar. A frase da vez foi:
“Amiga! Você só fica aí deitada refazendo esse currículo e vendo série. Movimento atrai movimento e você aí deitada, atrai o que?”
Uma vez a semente plantada, me lembrei de milhares de coisas que não teriam se quer passado pela minha mente sem esse input quase que divino que me fez estar aqui, escrevendo para vocês.
Obrigada amigo! <3

Mas então, atrai o que e por quê? 

Em 3 tópicos, vou tentar explicar o porque do movimento de fato atrair mais movimento.

1- Trabalhei um tempo com lojas de moda quando era estagiaria e entre uma pesquisa e outra sabe o que eu descobri!? Se o consumidor passa pela porta da loja e ela está muito calma, logo ele presume que não tem nada de interessante para ser visto (se tivesse, estava movimentada), e se vê alguma coisa que gosta na vitrine, sempre pensa que pode voltar depois (afinal, não tem ninguém alí). Por isso lojas como a Farm, pedem sempre para que as vendedoras fiquem em pé e fazendo coisas (fazendo fluxo), caminhando de um lado para o outro, simplesmente para passar a mágica impressão de que tem algo acontecendo alí.

2- Ainda pensando em varejo, é costume mudar de tempos em tempos todas as coisas de lugar, porque assim o consumidor sente a falsa impressão de que chegaram muitas coisas novas, e em caso de supermercados, força o consumidor a caminhar procurando o que ele quer e nessa caminhada, ele acaba comprando muito mais do que ele foi destinado a comprar.

3- Veja bem...logo depois da fala linda do meu amigo, vi a palestra do TED que deu origem a essa cena aqui:

A ideia geral é que a sua mente é capaz de ser sugestionada pelo seu corpo. Sendo assim, quando você está em uma posição que denota fraqueza e inércia, você acaba se sentindo ainda mais assim. Por outro lado, quando você se põe em uma posição de poder e realmente se empenha nela, você indiretamente acaba acreditando e se sentindo mais poderoso para enfrentar situações difíceis.



Tudo faz sentido não faz!?

Afinal, para afastar os predadores os bichos se fazem maiores e mais assustadores do que realmente são. Se colocar em posição de derrota não ajuda ninguém de verdade e nem de mentira.
Mas tudo isso me traz a um ponto bem delicado. Não me entendam mal, eu praticamente inventei a maratona de séries! Mas a gente passou a vida inteira falando mal da televisão, dizendo que ela lhe aliena e que deveríamos desligar a tv e ler um livro, para no final acabar correndo para o computador e ligando a Netflix?

Tudo bem que escolher a qual conteúdo você quer ser exposto é divino, mas continua sendo uma ação passiva, onde a gente recebe milhares de informações maravilhosas e desenvolve o assunto que vai ser o tema da conversa na próxima vez que encontrarmos com os amigos, mas sério que a gente está voltando ao ciclo original e achando tudo isso muito cool? Sério que a gente outro dia estava julgando a vovó que não saía da frente da televisão?

Sabe o que eu digo?

Vem comigo dar um tempinho no Netflix e vamos ler um livro? Desenvolver um projeto, ir conhecer gente mais inteligente que a gente, escrever um blog talvez...mas fazer alguma coisa que lhe movimente e faça a sua cabeça se mexer muito além de dois olhos piscando! É difícil, eu sei...mas pior é nem tentar!
Afinal de contas, se movimento atrai movimento e digamos que a vida está uma merda, vantagem mesmo é dançar kuduro para ver se a revolução começa né?

Bipolaridade política e a minha obrigação de ter um lado.

Ao que me parece, hoje existe a clara necessidade que você se declare contra ou/e a favor de alguma coisa para que as pessoas possam decidir se você é um:

 Coxinha reacionário ou Esquerdopata iletrado.


Para que assim deduzam se você vale ou não a pena sempre nos termos do 8 ou 80, como se não houvesse variantes e o mundo fosse uma espécie louca de 2+2 onde você é obrigado a escolher um time para amar, que de bônus, vem com outro para odiar criando a "vilanização" do seu oposto quase automaticamente. E mesmo que diga que ou outro lado é que usa da vitimização para manipular as coisas, você acaba também se colocando como uma vítima que em algum momento sucumbiu a um algoz e que só agora recobrou os sentidos depois de um “assalto violento” que lhe deixou na merda ideológica.
É engraçado olhar como um lado se sente sempre culturalmente ou moralmente superior ao outro, sem considerar que ambos têm idiotas reproduzindo o que algum “letrado” disse para tentar parecer mais inteligente ou simplesmente se sentir fazendo parte de algo e no fim das contas, são essas crenças vazias + discurso de ódio que deixa tudo uma grande merda digna de estragar almoço de família por causa de um adesivo político.
Mas a grande questão aqui é que eu não acredito que haja "ponto final" na história do mundo, simplesmente porque elas são contadas por pessoas, na maioria das vezes mais inteligentes que eu ou você, mas ainda assim são pessoas que em um dado momento foram influenciadas por outras assim como você foi influenciada por elas. Disso flui toda uma linha imprecisa que se rende a ideia de quem conta a história é o vencedor, mas a visão de perder ou ganhar é no mínimo questionável quando se leva em consideração tantos acontecimentos simultâneos e interesses ocultos.
Ao longo dos anos a gente já viu a história ser contada e recontada diversas vezes, cada hora de um jeito, cada hora com uma retificação que surgiu de uma coisa que os livros ocultaram ou de uma carta que encontraram, mas não, essa carta era falsa e aí...blá blá blá ninguém sabe, mas todo mundo pensa a respeito, alguns munidos de mais neurônios e outros de menos.

Não sou genial e nem de direita ou de esquerda, simplesmente por acreditar na interdependência dos dois sistemas e ter certeza absoluta que nenhum dos extremos são legais, por isso, um precisa do outro para manter a rédea curta e ações coerentes. Talvez o totalitarismo possa ter sido legal para aquelas senhorinhas do protesto, minha mãe costuma dizer que para ela foi indiferente porque no interior não se tem muita noção dessas coisas e ela mesmo não se interessava, mas para mim, não consigo nem se quer me imaginar em um sistema não democrático e acredite que pensei muito sobre isso durante o lendário Vem para a rua, quando dei uma surtada e saí colhendo com representantes dos dois extremos sobre o que poderia acontecer de pior segundo o ponto de vista de ambos.
Sou dramática mesmo e entrei em pânico ao mesmo que não sabia o que sentir, só o que pensar e pensei tanto que já até queria fugir do Brasil se desse merda.  HAUHUA. Naquele momento me envolvi, realmente quis ouvir todo mundo, e tive certeza de como me sinto a respeito de direitas ou esquerdas extremas.

Vire tudo para a direita.
Um intelectual que superou a educação alienativa do Paulo Freire e o Marxismo cultural que contaminou o mundo, desvendou o grande quebra cabeça do mundo descobrindo a investida dos esquerdopatas contra a família no anseio de destruir o modelo Cristão de vida através da Agenda from hell que desfragmenta a sociedade ponto a ponto para torna-la mais suscetível à dominação. Mas você não vai se render de forma alguma e vai lutar para que esses imundos devolvam a educação, a união das famílias e tudo que ainda der tempo de tomar de volta! Os esquerdopatas ou são ignorantes que servem como massa de manobra ou estão de má fé contra as pessoas de bem que estão do lado certo da história e defendem a moral desse país!

Vire tudo para a esquerda.
Contra os grandes conglomerados, bancos, indústria da moda por acumularem riquezas e eu acreditar que essas riquezas devem ser distribuídas com quem precisa. As minorias precisam ser defendidas, então vamos nos agrupar de acordo a minoria que pertencemos e deixaremos os que acham que nos entendem de fora disso porque somente uma minoria sabe como é ser quem é. Então vamos á vante companheiros (não vejo mais ninguém falando camaradas, só os da direita) e não toleraremos retrocesso desde que não mexa com nenhuma minoria e se um dia o povo chegar ao poder vai ser a melhor coisa do mundo porque essa hierarquização está errada e a meritocracia só serve para quem já nasceu sendo privilegiado. Vamos inverter a pirâmide, quebrar paradigmas e o mundo será mais justo! Eles não passarão!

Sigo páginas e pessoas representativas acampadas nesses dois extremos e estou ciente de grande parte dos discursos e lutas, justamente por isso não me sinto obrigada a acampar com nenhum dos dois, mas motivada a aproveitar e disseminar ideias e iniciativas que são frutos do equilíbrio desses dois discursos.
  • Capitalismo consciente.
  • Economia compartilhada
  • E milhares de iniciativas que buscam um mundo mais bacana construído a partir do best of das coisas que a humanidade tem construído ou destruído até aqui.

Então para finalizar o post que não tem a pretensão de ensinar ou censurar. Eu que sou alguém que de fato, ainda preciso estudar muito nessa vida (todos precisam), nesse exato momento me posiciono a favor de um equilíbrio e não me sinto alienada ou mais burra por me posicionar dessa forma. É inegável os benefícios e os malefícios que ambos os lados trouxeram para a humanidade e que nenhum dos dois são completamente santos como alguns fervorosos gostam de acreditar.

Afinal, vamos lembrar que certa feita houve uma guerra civil do povo contra o governo onde o povo pedia para que o sistema escravocrata permanecesse. A história ensina que nem sempre a gente está certo só por acreditar muito naquilo, então procurar se informar e pensar por você mesmo talvez possa ser a chave de um real progresso.

Me perguntei duas coisas:
Odiando essa galera aí, a quem vou beneficiar?
Quero mesmo beneficiar essa galera, ou tentar fazer algo melhor?

E sobre o governo, por favor né? Se o único problema do Brasil fosse o PT a gente estava mega tranquilo!

"Tudo tem o seu tempo" eles dizem.

Como chegar aos 25 anos sem ser especialista em nada porque passou a vida querendo saber um pouco de cada coisa e se transformou em superficial em tudo?

É uma pergunta retórica, porque na verdade eu estou descobrindo agora o quão despreparada e desorientada eu fui ao traçar os caminhos da minha vida profissional. Acreditava sinceramente que estava agindo bem bicando um pouco de cada água e sentia no fundo do meu ser que em uma dessas bicadas me apaixonaria e descobriria o que eu realmente faria para o resto da minha vida, e faria com um sorrisão no rosto e feliz por ter achado uma coisa que realmente sou boa fazendo.

Bem...se esse blog existe, logo esse momento ainda não chegou.

Gosto de muitas coisas e acredito que isso não seja um crime e tenha até o seu lado positivo, mas a mania de querer fazer tudo ao mesmo tempo e abraçar o mundo com pernas e braços com toda a certeza me prejudicou irremediavelmente e é por isso que hoje eu estou aqui, depois de tomar 4 “Obrigada por sua participação no nosso processo seletivo” em um só dia, iniciando esse blog novo que pretendo escrever por um bom tempo ainda.
O que me conforta é saber que houve muitas pessoas que hoje são referências em suas áreas, que em certa feita ocuparam o mesmo lugar de mocinha tristinha que estou ocupando hoje, e não desistiram da mesma forma que eu não pretendo desistir.
Para você que está no mesmo lugarzinho que eu, pensando na quantidade de quases que já teve nas mãos, nas opções erradas que em dado momento lhe pareceram fazer sentido e que só agora consegue perceber o tamanho da merda que foi e que não se sente imobilizado pelo tanto de portas na cara que já recebeu, me dá a mãozinha aqui e vem pro meu clube! Não acredito que a gente vá morrer de fome, eventualmente alguma porta terá que se abrir. Pensa positivo e tira a imagem de mendiga da cabeça! Vai ser bom, vai ser lindo!

Enquanto nada acontece...1 post por dia!


Me formei...e agora?

Provavelmente, até o fim deste post eu não terei uma resposta conveniente para a parte do “e agora” por motivos de PQP,EU AINDA NÃO SEI. Mas o trajeto até o ponto final pode acabar rendendo boas reflexões para mim e para quem está passando pelo mesmo momento trash que é parar de estudar depois de tantoooos anos tendo isso como foco na vida.

25 anos de idade e nem um só ano depois que aprendi a escrever foi fora da escola ou da universidade. Fiz vestibular e passei em quase todos aos 17, entrei em artes, mas o que a gente realmente sabe aos 17? Mudei de curso, me formei em moda. Corri atrás me formei em publicidade e propaganda. E agora, com menos de um mês de formada olho em volta e me pergunto em um tom semi desesperado: O que será de mim agora? Estágios são tão maneiros de achar...o país em crise...TO FUDIDA!
Nunca fui a melhor aluna e nunca tive perfil de perder muitas noites por prova ou ser boa de pesca, minhas notas são todas bem no gol e está aí uma das coisas que me arrependo, sei que poderia ter feito muito mais, mas não é todo mundo que tem habilidade ou cabeça para se dedicar igualmente ao trabalho e ao estudo.
Esse é outro ponto, eu sempre trabalhei. Minha mãe nunca permitiu que eu realmente trabalhasse antes dos 18, mas quando fiz 19 comecei com estágios voluntários e aí nunca mais parei, e trabalhar é quase sempre uma baita cachaça né? Quando começa a ganhar sua própria grana, ter expectativa de algo maior  e/ou gostar do que se está fazendo, a tendência, ao menos a minha é virar uma work-a-holic louca e me debruçar sobre aquilo, o que quase sempre prejudicou e também trouxe ganhos para a minha formação.

As melhores coisas de ser estudante são:
- Facilidade pra arrumar emprego.
- Pagar meia em tudo.
- Não precisar se esforçar para ter interações sociais.
- Ter parte do seu dia sempre ocupado.
- Ter a desculpa de ser estudante para conseguir entrada nas coisas, todo mundo gosta de ajudar um aprendiz esforçado.



E agora que sou recém-formada, cheguei ao mundo assim...sem saber.
Até porque tenho dificuldade de dizer em que realmente sou boa, não tenho nenhum dom formidável que me destaque na multidão, como: Ser uma eximia diretora de arte, uma mente brilhante da matemática ou tão simpática que é perfeita para o atendimento. Sou mais um tipo de coringa. Me diz aí o que é pra fazer, eu faço e ainda sambo na concorrência sempre que der! Lógico que tenho as coisas que amo fazer e sou acima da média, tenho as coisas que somente faço, mas faço meio atrapalhada e desesperada pra fazer certo. Eu sei a diferença OKAY!? Mas olha amiguinho, as coisas que eu melhor sei fazer são as que pagam menos. Logo, estou de braços abertos pra descobrir coisas em que eu me saia bem e que paguem dignamente.

Não há nada de tão memorável em mim a não ser minha adaptabilidade, o fato de eu ser mega esforçada para conseguir fazer as coisas e a vontade de sempre fazer diferente. Não me vejo saindo sacudindo a minha profissionalização como louca dizendo que sei muitooo porque sou formada. Se for para pensar bem direitinho, o que a gente realmente sabe quando sai da universidade? Tem pessoas que investiram mais na carreira mais óbvia, ou sabiam desde sempre o que queria e ficaram trabalhando sempre naquilo, eles sim são profissionais especializados em algo. Acho que era sobre isso que meus professores costumavam falar sabe? Mas no momento, principalmente se você odeia o sujeito, fica meio difícil compreender.

Pra mim nunca pareceu óbvio trabalhar sempre com a mesma coisa, se eu tenho cursos amplos na minha vida, o mínimo que eu poderia fazer não seria trabalhar um pouco em cada aspecto que esse curso me garante? Ao menos em cada aspecto que me pareça agradável de trabalhar né? Esse foi meu raciocínio. Foi assim que segui a vida e fiz algumas péssimas escolhas que estão me impactando de forma dúbia até hoje, mas ...pareceu bastante razoável na época. Abraçar o mundo com mãos e pés, quem não quer fazer algo assim?

Hoje, se alguma empresa me chamasse pra uma entrevista, porque olha, NINGUÉM TÁ CHAMANDO! E se essa empresa pergunta o que eu posso trazer de diferencial para ela, eu digo que sou ...quer dizer, primeiro eu penso muito. Mas digo que sou esforçada e busco sempre fazer o melhor da forma mais diferente possível, só que isso é classificado como clichê né? Todo mundo diz isso? Desculpa. É que ainda não encontrei outra coisa para dizer.


What do you want to do with your life?

Essa frase lhe parece familiar?
É quote de um dos clipes mais legais que eu já vi na vida (sério, amo esse MV) é do Twisted sister da música We're Not Gonna Take It!


No clipe um cara bem assustador grita com um garotinho cheio de atitude parecendo que estava tendo algum tipo de ataque, gritando, sendo estranho e cuspindo...enfim, todo mundo fica na torcida para que o garotinho acabe com ele. Aquele cara horroroso representa tudo que nenhum de nós deseja ser, um cara quadrado que pensa dentro de uma caixinha tosca de formalidade e coisas de “homens de bem”, mais tarde ele aparece em outro clipe sendo o professor mais asshole do mundo e acabam com ele novamente!

Ok...referências devidamente explicadas, voltemos a pergunta!


What do you want to do with your life?
Pergunta difícil não é?


Eu queria ser VJ estilo anos 90 (eu achava que eles ainda voltariam a ter qualidade um dia), mas agora que a MTV acabou já não sei mais  kkkkkkkkkkkkk Piadas a parte, ultimamente tenho me feito satisfeita pensando que “são tempos difíceis para os sonhadores” e que se manter cheio de sonhos e esperanças pode resolver alguma coisa. Mas você quer saber sobre o que eu sonho? 

Hum...sobre um monte de coisas, o mais triste da história é que eu não consigo optar por somente um tipo de sonho, e se dependesse de mim acabaria fazendo tudo até o ponto de me cansar totalmente e  ter que começar tudo do zero!
Se passear por essa page vai acabar sabendo tudo sobre mim,  do amor por música e meus dons artísticos, sobre a moda e minhas criticas ferrenhas a forma que ela é encarada, sobre minha paixão pelos filmes e séries, sobre a publicidade e até mesmo sobre meus pensamentos mais íntimos e desejos políticos.  Eu sou “muitas” e não adianta brigar contra isso, quero viver para o que  amo e o que amo não pode ser  chamado por um nome só,  é tudo muito subjetivo, tudo muito confuso principalmente na hora de procurar por um emprego. Afinal eu preciso comer não é verdade? Gostaria mesmo de poder expressar meus pontos de vista,  e sob tudo gostaria de ganhar uma grana com isso. rs


Então sintetizo e distribuo ao mundo um pouco de mim sem saber se ele está interessado ou disposto a receber pequenas pílulas de Jessica através dos meus textos! Sim eu descobri essa paixonite há muitoooo tempo atrás, antes mesmo do primeiro post desse blog, antes mesmo de ter 12 anos de idade, sempre gostei de escrever. Mas um belo dia minha segurança nas palavras se quebrou quando estudei redação na escola e por mais que eu achasse que meu texto era muito bom, minha professora riscava tudo e dizia que estava ruim e/ou incoerente e se achava no direito de praticamente reescrever todo ele. Provavelmente se ela visse esse texto ficaria ofendida com a minha incongruência pseudo intelectual e nem ao menos chegaria ao fim.
Mas todas essas linhas foram para me ajudar a refletir e perceber que por enquanto é isso que vou ter, me agarrei às palavras e não vou as deixar de lado até que me canse verdadeiramente delas e precise de mais que ler ou escrever para viver . Sinceramente resolvi pagar para ver o que acontece, parar de remar contra as ondas e deixar meu corpo seguir seu rumo até eu sei lá...cansar! A insegurança que a reprovação constante que aquela mulher me deu pode ter causado eco até hoje, ou talvez ela estivesse certa. Mas quer saber? Estou aqui para aprender cada dia mais! Foda-se  I’ll be counting stars!