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O final de um ciclo! A web diva morreu.


O computador e a internet chegaram bem tarde para mim. Ganhei o meu primeiro PC em 2008 e nesse mesmo ano descobri um universo maravilho que ressignificou a minha vida. Lógico que antes ia muito a lan houses, mas não é a mesma coisa nem de longe. Quando o mundo digital entrou na minha casa não havia mais dia ou noite e acima de tudo, não havia mais solidão.

Nunca fui das pessoas mais sociáveis, mas sempre tive amigos e grupos com os quais costumava andar e compartilhar coisas da vida. Eram amizades de escola e faculdade que poderiam atravessar os anos ou não. Depois que a internet chegou acabei me trancando no mundo digital e aprendendo a me expressar de outras formas que me tornaram próximas de pessoas que viviam a quilômetros de distância e absurdamente mais distante das que estavam do meu lado.  Acomodei com as relações intensas, porém confortáveis, que desenvolvia através da tela e não me interessava mais pelos olhos, toque ou manter por perto pessoas que conhecia no dia a dia. Perdi todos os amigos daquela época, eram poucos, mas tinha rs

Ontem depois de 10 anos tive um momento de iluminação e resolvi repensar tudo o que tenho feito até agora, me foquei em tirar lições de cada acontecimento vivido de lá pra cá e posso dizer com tranquilidade que enterrei os meus 20 e poucos anos na tela de um computador. Sinto que agora chegou o momento de crescer e conhecer outros universos que podem ser tanto ou mais acolhedores quanto o digital foi no momento em que mais precisava. Sair do meu quarto, ver shows pessoalmente, praticar atividades externas...as possibilidades são inúmeras.

São incontáveis os amigos que fiz, as histórias que vivi e as coisas que aprendi com cada pessoa que encontrei por esses caminhos tortuosos da web.  Todas as relações que tive foram intensas e reais de jeitos muito especiais. Cada amor era de um jeito e cada paixão que senti me fez um pouco mais a mulher que sou hoje.

Esse é claramente o texto de uma nerd solteirona que só sabia rir, pertencer a uma comunidade e namorar pela internet. Essa é uma parte de mim que vou manter guardada com muitooo carinho e gratidão, mas que por mais que tentasse evitar, morreu.  Essa pessoa de 10 anos atrás, que chegou aqui sempre saber o que encontrar, já não existe mais e as coisas que a faziam feliz, já não servem mais para mim.
Como será a vida pós-web-life?

Primeiramente, me sobrará mais tempo para ler livros e escrever. Sei disso porque já cortei o computador por um tempo e foi exatamente isso que fiz.

Em segundo lugar, não me sobrará opção a não ser dar oportunidade para que as pessoas que estão a minha volta façam parte da minha vida e contribuam de forma real para o meu dia a dia e essa é a parte só não é mais difícil que o tópico: “talvez deixar de ser uma solteirona”. Se apaixonar olhando no olho!? Quem faz isso? kkk

Sempre falei sobre solitude por ser uma coisa em que realmente acredito e busco desenvolver um pouco mais todos os dias, mas a vida não é somente amar-se e entender- se. O mundo não começa e termina na gente e cada um tem o potencial de ser o epicentro de algo muito bacana que impacte outros seres humanos de forma real e benéfica. O Dr. Martin Luther King tinha esse modelo que amo revisitar e que só agora me predispus a executar.



Vamos redescobrir o mundo, coleguinhas!

Somos todos Pinocchios?

O que é verdade? Qual a sua verdade?
Todos os dias nós temos o dever moral de dividir as nossas verdades com outras pessoas em conversas triviais ou em conversas mais profundas que demandam empatia e prometem conexões. Porém, tem um ponto pouco questionado por parecer sempre uma troca muito automática entre pessoas que se querem bem, pessoas que não se importam ou entre as que desejam o mal uma a outra silenciosamente e que negariam até a morte se fosse necessário. Por que você deve a verdade a todas as pessoas que passam na sua vida?

Não estou falando em ser um mentiroso compulsivo, mas sim sobre a relevância em dividir a sua vida e as coisas em que você verdadeiramente acredita ao escrutínio público. Quem merece as suas verdades?Você precisa e realmente quer saber como as OUTRAS pessoas se sentem em relação as questões DA SUA VIDA?

Vamos supor que você minta e mascare quem você é de verdade debaixo de uma sombra de ilusão que no fim irá sempre te deixar sozinho, porém sempre um passo a frente de qualquer pessoa que quiser te magoar, te ferir e criar dores futuras que podem ser irremediáveis.
Quase todo mundo consegue fazer isso com o carinha aleatório da balada, mas e no dia a dia com pessoas que você pouco que se importa? Quão ilícito é mascarar-se por baixo de mentiras? Será que você está fazendo isso para se preservar de invasores ou para agradar e se misturar com mais facilidade? Talvez você esteja fazendo os dois e isso não é grande coisa. Ou é?

Quando você vai para o trabalho e deixa os seus problemas atrás da porta. Sorri para todos como se estivesse tudo bem, diz para o seu chefe que a ideia dele é maravilhosa mesmo sendo uma bosta, come a comida favorita da equipe somente para ser cortês e compra um presente legal para o aniversário do chefe que você odeia. Tudo isso não é só um personagem? Tudo isso não é uma grande mentira? Você e eu sabemos que aquela pessoa excessivamente divertida não existe ou que aquela pessoa calma e dócil, na verdade tem uma ulcera gigante causada por tanto engolir os seus próprios sentimentos.

Por que esse tipo de mentira é socialmente aceita e estimulada, quando outros tipos são execrados e encarados com espanto moralista?

Esse é o principio de um texto onde pretendo desenvolver grande parte dessas reflexões, por enquanto vá questionando o quanto você é real e o quanto você é somente uma mentira que não se deu conta que está contando.



Segunda opinião

Simplesmente elucubrar
Transcender em aleatoriedades
Superar a lista da feira
Refletir o que ninguém projetou.

Que delícia navegar nos pensamentos.
Mergulhar em águas profundas.
Se deleitar com as miudezas da vida
que quando em companhia
transforma marolas e ondas do Havaí

Que curvas fantásticas sou capaz de fazer contigo?
Me pergunto sempre que não está presente.
Por que a Sandy mora no fundo do mar?
Quem quer saber? Nós!
Por que o The Killers não faz sentido, mas é tão intenso?
Quem liga? A gente!

Que dupla em pouco tempo nos tornamos?
Eu tão amante da introspecção
Fascino-me todos os dias por um mesmo humano.
E que grande humano você é...
Obrigada por aparecer quando não havia nada.

Não sei fazer poemas
mas o seu coração me inspirou
e esse poema nasceu sozinho
só pra você.



Fé

Palavra pequena com significado amplo e capaz de coordenar todo o seu modo de compreender o mundo.

Ter fé é acreditar em algo que não dá sinal de que vai acontecer ou que contrarie todas as evidências que se tem nas mãos. É fechar os olhos, entregar os seus passos e caminho na mão daquele que já te conhecia antes mesmo de nascer e mesmo com medo de cair, se manter firme sabendo que a sua vida está muito bem guardada.

A arrogância de um coração jovem que acredita saber exatamente o que deseja do seu futuro e ter calculado de forma impecável cada passo que será dado, nunca é capaz de prever os tropeços escondidos em cada curva e muito menos de se erguer tão rápido de cada queda. Para alguns é mais fácil, mas para outros é preciso muita dor para compreender que infelizmente nem tudo sai como o planejado e que não importa quanto sangue e suor você colocar em um projeto, se no final ele simplesmente não era para ser.

É vivendo que se aprende a viver e confiando que se percebe que o volante da sua vida, merece um condutor melhor que você. Quantas vezes acreditamos cegamente em alguma coisa e somente depois, quando chegamos ao alto da montanha que parecia impossível, tomamos distância o suficiente para perceber que não estávamos tão absolutamente certos quanto pensávamos estar?

A fé existe tranquilamente sem a religião. Se acreditar com força em algo que parece de certo modo improvável, você já está exercendo a sua fé. Pode ser em você mesmo, no ser humano, na natureza, as possibilidades são infinitas. Ser ateu não lhe impede de ter fé e desejar muito que algo aconteça motivada somente pela força do pensamento, inclusive acho muito fofo quando ateus convictos me aparecem como uma dessas e dizem que só estavam desejando com muita força. Mas não é disso que se trata esse texto.

Para mim a fé é um dom que vem do alto. As pessoas geralmente pensam que acreditar em Deus e se esforçar para seguir a palavra dele lhe imputa automaticamente um espírito manso e contrito, mas não é nada disso. A melhor comparação que já ouvi é que o nosso espírito é como um cavalo bravo resgatado de um lar destruído se adaptando ao novo ambiente, que luta todos os dias para se manter selvagem e no controle do seu próprio caminho mesmo sabendo que não há lugar melhor que o seu novo lar e que não precisa mais se debater, pois está tudo bem.

Sou um verdadeiro cavalo bravo que pela fé entrega as suas rédeas a quem conhece o caminho melhor que eu jamais poderei conhecer, mas não pense nem por um segundo que essa entrega não é dolorosa ou que nunca há vontade de fugir e fazer tudo do meu jeito. O ser humano tem afeição pela autodestruição e cria seus monstros como pequenos animais de estimação, estragar cada sonho e promessa que fiz pra mim mesma é uma tentação constante.

A sua estrada terá pedras, mas elas não serão capazes de te parar, haverá montanhas que com as mãos feridas você conseguirá transpor e lagos fundos e revoltos onde quase você irá se afogar. Não pense nem por um segundo que estou falando de uma escolha fácil. Já pensou em passar por uma cirurgia que irá salvar a sua vida, só que sem nenhum anestésico? É disso que eu estou falando.

O mundo é um vício, o poder é entorpecente e a fé é o antídoto que te ajuda a caminhar sem olhar para trás. Talvez o seu objetivo inicial nunca seja alcançado, mas o valor da sua jornada e o do ponto de chegada dificilmente algum dia poderão ser questionados, porque ao seu lado você teve o melhor de todos os guias e o amor dele por você é tão grande que será tudo você precisa. O nome desse guia é Jesus, recomendo.


Vai ser SIM ou NÃO?


Conversando com uma amiga, percebi que é muito comum encontrar pessoas que têm facilidade de dizer sim para tudo. Elas são capazes de aceitar qualquer coisa só porque dizer não requer desgaste em explicações ou até mesmo na relação. O “não” é mal visto, defensivo e às vezes até ofensivo. Dizer “não” para alguém exige firmeza e pé firme o suficiente para resistir e não entregar o que a outra pessoa quer, mesmo que ela insista ou tente enfraquecer seus argumentos por chantagens emocionais bobas.

De um lado existe uma população inteira de pessoas que só sabem dizer sim e que são movidas pelo medo dos efeitos de uma negativa. Do outro lado existem alguns gatos pingados que morrem de medo de dizer que sim, para eles consentir alguma coisa é muito mais complicado que negar e ter a escolha de manter o seu universo inalterado.

O “sim” é uma palavra revestida de coragem e com efeitos transformadores. Imagine tudo que um consentimento pode acarretar, pense em tudo que pode acontecer quando você finalmente aceita se abrir para o mundo e explorar as mil possibilidades de braços abertos. Pode rolar muita coisa boa, né? Mas e o tanto de coisas ruins que podem acontecer? Você simplesmente ignora? É essa nuvem de questionamentos pessimistas que paira sobre a cabeça do time dos gatos pingados que adoram dizer que não.

Se dizer “não” é preservar algo como está, mesmo que esteja ruim. É manter portas fechadas. É ser egoísta com os outros e com você. É estar ausente mesmo quando pode estar presente. É se privar de si e privar o outro de algo que talvez ambos quisessem. É medo.
Então dizer “sim” é revolução, mudança de estado. É possibilidades infinitas. É entrega e comunhão. É dividir, ser, estar e amar. Dizer sim é um ato de coragem.
Mas aqui temos uma visão tendenciosa de quem assim como a maioria dos seres humanos acredita que a grama do vizinho é mais verde. Para quem tem pavor das incertezas contidas no sim, quem se entrega com tanta facilidade só pode mesmo ser um herói. Mas para quem se entrega tanto, com tanta frequência que se vê abusado constantemente por quem se aproveita da sua boa vontade, poder dizer não é o mais próximo de um grito de liberdade.
Todo mundo tem as suas prisões pessoais e a cada um cabe achar a chave para a sua liberdade, seja dizendo não para o medo e sim para vida ou dizendo não aos outros para que finalmente possa dizer sim para si.

O inominável e o futuro


Logo eu, que acredito que saber o nome dos oponentes me confere poder e domínio sobre eles, não sou capaz de proferir o nome de quem em breve liderará o meu país. Pra mim é como falar um palavrão dos piores e isso é bem engraçado, já que apesar do meu posicionamento religioso, não falo cinco frases sem a presença de um palavrão de cunho sexual.

EU TENHO MEDO DELE e não entendo como alguém com o mínimo de escolaridade pode não ter. Já falei algumas vezes sobre política aqui e nesse momento a minha vida nunca esteve tão inundada em discursos de políticos, ideologias, insatisfações e questionamentos sobre o futuro. Questionar e temer o meu futuro sempre foi minha rotina, mas me preocupar com o futuro dos que me rodeiam e até mesmo com o de gente que eu nem conheço é completamente novo.

Acredito que há um perigo real e certo bem diante de nós. O inverno que tanto diziam que estava chegando, inesperadamente, irá alojar-se no Brasil em Fevereiro. Depois de muito refletir, sentir pânico e me isolar para inspirar e expirar, me dei conta que não estamos sozinhos. Eles sempre nos odiaram e nós sempre estivemos aqui, resistindo. Para que eu existisse e pudesse digitar esse texto para vocês, eles passaram por desafios iguais e até bem piores que esse que teremos pela frente. Nós também somos capazes, mas me pergunto: A qual custo? 


Primeiramente nos calaremos.
Sim. A gente vai se calar por ser a escolha mais inteligente a fazer. Não desejamos morrer, queremos mudanças, mas ninguém em sã consciência si dá ao carrasco como um completo idiota.  Aprender a tolerar será necessário, não dá pra confiar em quase ninguém e as suas palavras nunca tiveram tanto potencial destrutivo como estão prestes a ganhar. Mas não se engane, calar-se não é a mesma coisa que omitir-se.

Depois disso voltaremos para as gaiolas.
Sempre fomos forçados pelas conveniências sociais a sermos um pouco falsos, mas agora não é só questão de salário, é questão de segurança. Xingar pessoas mentalmente e esfregar a pele como se a quisesse arrancá-la por abraçar alguém que desprezamos com toda a alma. Pensar uma coisa e dizer outra completamente diferente com tanta frequência, que com o passar do tempo isso nos levará a explodir ou a nos perder de quem realmente somos.

Não sei mais que isso, não consigo prever como será.
Sempre li diários de guerra, distopias e livros históricos e uma das coisas que aprendi é que cada episódio acontece de uma forma diferente. Depende do povo, da época e do lugar. Não tenho spoilers e essa é a pior parte. Como se preparar para o desconhecido, que de um jeito ou de outro, você sabe que será doloroso? Ninguém quer sofrer e a maioria de nós negará a si mesmo quantas vezes for necessário para evitar que o pior aconteça. O contrário disso é burrice, a irmã mais feia da coragem.

Devo alertar para que não se assuste, algumas pessoas se unirão ao “mal” como forma de sobrevivência e por acreditarem que colhendo os benefícios, ficará mais fácil de encarar a dor. Outras pessoas não terão todo esse raciocínio e somente irão escolher o lado que parece mais forte. Quem eram os capitães do mato, senão negros que escolheram estar do outro lado do chicote? Até que ponto isso é ruim? Como julgar essas pessoas sem que seja por um prisma idealista e irreal? Podemos julgar? Como podemos dizer que eles não sofreram por ser odiados por um lado e pelo o outro? E o mais importante, como não criar um rancor tão grande que nos torne parecidos com eles?

Demorei a escrever por medo de ser crime em 2020, por não saber exatamente o que dizer a respeito, por estar na fase da esperança infundada, estar no momento do pesar e do medo que questiona sem palavras.

Vamos aguardar.



Vou muito bem sem você, obrigada.

No começo achei que a dor seria tanta que não daria conta de manter a cabeça erguida. Afinal, rastejar por afeição é um hábito do qual ninguém deveria se orgulhar. Fraquejei e me arrependi tanto que esse tropeço foi o suficiente para obter forças para percorrer o resto do caminho.
Ouvindo áudios velhos? Sim.
Visitando a rede social? Sim.
Revisitando referências próprias da gente? Sim.
Assistindo série que você indicou e morrendo de vontade de ir comentar? Claro! Não há progresso sem dor! (vulgo No Pain, No Gain)

Apesar de ter tomado a decisão de cortar os laços por impulso, hoje consigo ver que foi o melhor para a gente, na verdade, o “a gente” talvez só existisse dentro da minha cabeça. E deixo claro que gosto muito de colocar essa possibilidade em dúvida porque desse jeito fica menos deprimente, mas se tem uma coisa que aprendi com comédias românticas é: “Se ele gosta de você ele vai dizer e se ele te quer, não deixará dúvidas sobre isso.”

Tudo está bem! Impressionante a capacidade que os humanos têm de se adaptar e mais incrível ainda é a capacidade de se apegar de forma dolorosa a alguém que se torna um hábito, alguém que funciona como o choque para os ratinhos entediados, uma fonte de sentimentos bons e ruins que você recorre sempre que deseja sentir alguma coisa. Like a drug!

O nome desse comportamento é dependência emocional.
Aprendi esse conceito semana passada, li um livrinho e percebi que ele define grande parte das minhas histórias relatadas nesse blog. Basicamente é você encontrar alguém e se apegar tanto a essa pessoa que acaba misturando tudo até se tornar intenso, doloroso e com o tempo, tóxico.

Ninguém é imune a esse tipo de comportamento, mas algumas pessoas possuem mais propensão. Essa fragilidade se deve às experiências acumuladas durante a vida ou até pela forma que lidam com a sociedade, mas também pode surgir de um momento pontual de vulnerabilidade. A verdade é que pessoas solitárias, tímidas ou com longo histórico de exclusão ou bullying têm muito mais facilidade para encarar amigos ou parceiros como tábuas de salvação. Elas acabam se perdendo na relação e definindo a sua existência e alegrias através desses terceiros que podem ou não endossar esse tipo de comportamento.
Surgem então, atitudes bizarras como: Ciúmes, mentiras para chamar atenção, divisão exagerada de problemas, manipulação, controle sobre a vida do outro e todo o tipo de coisas que vemos o tempo inteiro vinculadas aos relacionamentos abusivos.

Concluí que você pode acabar se tornando abusivo com a outra pessoa por medo de que ela vá embora e,por outro lado, você pode acabar permitindo que uma pessoa seja má com você por puro medo de ficar sem ela. Pelos casos que li, a tendência é seguir uma ladeira abaixo infinita, até o ponto em que uma mulher permite-se apanhar e permanecer do lado do seu agressor por acreditar que não haveria “life after love”.

Pretendo continuar lendo sobre isso, aprendendo mais e mais sobre o assunto e entender como preencher essas faltas que acabamos involuntariamente delegando para pessoas que não possuem essa obrigação com a gente. Estou bem, muito bem!
Costumo dizer que chamar as coisas pelos seus nomes, lhe imputa um poder tremendo no combate a elas, e assim, vamos vencendo uma luta após a outra!

E se você reaparecer do nada...Bem...Vou ficar imensamente feliz e infinitamente triste.



Sobre mentiras e manipulações

1 - Vejo idiotas em todos os lugares e a primeira está no meu espelho.

Se somente atraímos aquilo que somos, então essa é a única dedução que me sobra. Mentirosos, arrogantes, vaidosos têm me cercado com frequência e eu que me sinto tão esperta, deixo-me levar pela conversa de pessoas que não são melhores ou mais relevantes que pedras no caminho.
Por vezes sinto que sou uma versão barata do Sansão com milhares de Dalilas aparecendo sem nenhum romance ou encantamento. A grande diferença é que o Sansão tinha plena noção da sua predestinação, e eu, tudo que sei é que não quero acabar como aquela que merecia todo amor do mundo e só recebeu dor de quem mais deveria confiar.



2 – Elogios são como faróis

Todo mundo adora reconhecimento e elogios ocasionais, mas quando uma pessoa te chama de inteligente veementemente ou faz elogios com muita frequência é bom começar a observar o que ela realmente deseja dizer. Não estou falando somente de homens e sim de humanos, lógico que no caso do sexo masculino temos alguns agravantes, mas para elogios tão intensos e recorrentes vindo de SERES HUMANOS identifico três motivações principais:

Ø  Acha mesmo e admira isso:
 Neste caso o elogio é só uma expressão ingênua daquilo que a pessoa sente e não tem vergonha alguma de reconhecer.

Ø  Reconhece e tem inveja disso:
Tem pessoas que acreditam em inveja boa (Ou branca), eu pessoalmente não. Muita gente olha para você e reconhece coisas que elas gostariam de ter ou ser. As atitudes que terão diante desse sentimento podem variar de uma trapaça para te desqualificar e nivelar a elas por baixo, ou somente comprar livros e começar a estudar buscando a melhora pessoal sentindo-se motivado por sua existência.
É sempre bom tomar cuidado e ficar atento aos desdobramentos.

Ø  Acredita estar te fazendo de otária e sendo muito mais esperto que você.
Elogios persistentes são como o farol do Batman. Se começarem a surgir com muita frequência é sinal que deve ficar ligadíssima na movimentação da outra pessoa. Se questione:
Por que ela está massageando o seu ego?
O que ela ganha baixando a sua guarda?
Você está deixando alguma coisa importante passar? Cheque tudo que está fazendo!
Esse mês foi glorioso e já posso até pedir música no Fantástico!
Triplo score no “acredita estar te fazendo de otária”, mas agora enquanto escrevo esse texto não consigo nem ficar chateada. Sempre tive muita sorte e Deus sempre me tornou muito atenta para as pegadas no caminho.

3 – A maldade está nos olhos de quem vê.


Esse post transparece uma percepção muito pessimista das relações, coisa que realmente tenho. A nossa sociedade costuma culpar quem enxerga previamente comportamentos nocivos e são capazes de se antecipar as merdas que podem acontecer pelo caminho. Essa ideia de que você só é capaz de enxergar o mal que consegue causar é no mínimo ingênua e mil vezes pior é a premissa que te obriga a negar o que está evidente aos seus olhos somente para se manter “positiva” diante das coisas.
Veja bem, você sabe como fazer uma inseminação artificial (exemplo aleatório) e nunca precisou estar envolvida em uma para entender como funciona. A mente humana é exatamente do mesmo modo. Temos alguns vícios e falhas tão milenares que mesmo não os tendo contigo, ficando atenta, será capaz de identificá-los facilmente.

4 – Seja inteligente de verdade e saiba disso.


Você pode estar se perguntando de onde tirei todas essas teorias conspiratórias que fazem de mim uma idiota capaz de reconhecer outros idiotas. Bem... Das observações do dia a dia, das reflexões pós-rasteiras e por incrível que pareça, também aprendi muito com livros de auto-ajuda.
Para finalizar esse texto, indicarei um dos meus livros favoritos escrito por um grandessíssimo filha da puta que doou o seu conhecimento e análises sobre outros filhas da puta através de uma obra milenar chamada O Príncipe. Muito se engana quem acredita que só porque esse livro foi escrito na Idade Média ele não possui muito a oferecer. O mundo mudou, as dinâmicas sociais também, mas em sua essência o ser humano continua com as mesmas características básicas que fluem da porção animal que teimamos em renegar.
Outro bom livro e tão assustador quanto a real natureza das relações humanas é o 48 leis do poder, muito mais atual, ele coloca as cobras no seu dia a dia e ensina a como identificar e, se quiser, a ser como elas.

5 – Você não precisa se machucar.


 Apesar de todo esse discurso não sou um monstro que pretende se isolar em um castelo e grande prova disso é que ainda consigo manter relações até o ponto de vê-las desmoronar. A minha maior vantagem é ser capaz de não estar em meio aos escombros e não sentir a dor natural que as quebras de pontes trazem. Você torna-se preparado para a dor e escolhe correr riscos conscientes, entende as possíveis consequências e se fortalece sabendo o tamanho da queda.
O saber sempre vai te tornar mais forte e suavizar as dores.

6- Dica bônus.

Mentir, trair a confiança ou ser ruim com outras pessoas são alertas de prioridade máxima. O que o impede de fazer com você algo que já fez antes seja lá por qual razão?  Não somos ninguém para julgar, ótimo, essa é uma bela visão cristã da vida, mas deixar o peito aberto para ser esfaqueado a qualquer momento é no mínimo uma escolha idiota.
Sejamos então pessoas sociais e razoáveis, que oportunidades sejam dadas e o benefício da dúvida seja concedido sempre que perceber ser possível não se machucar com as consequências negativas provenientes desse ato benevolente. Caso contrário....IDIOTA!

Nos Gifs é o Cesare Bórgia na série The Bórgias. Ele foi um dos principais FDPs que inspiraram pensamentos no livro O príncipe. 

A anatomia emocional de um "Oi sumido" capricorniano

Todo mundo sabe o quanto capricornianos podem ser frios, isolados e de sentimentos românticos raros, mas uma vez me disseram que as pessoas de Capricórnio foram as responsáveis pela invenção contemporânea chamada “Oi Sumido”. Não acredito em signos, mas tenho que admitir que essa afirmação me fez pensar.
Nunca fui popular, nunca curti a ideia de ter muita gente na vida, mas amava ter duas ou 3 boas companhias com quem dividir as histórias. Perceba que falei companhias e não em amigos. Amizade sempre foi um tabu de igual ou menor tamanho que relacionamentos afetivos. Quando se é bem jovem isso faz muita diferença, seus colegas têm amigos, namorados e você sempre criando uma linha comparativa que te deixa abaixo de zero. 
A gente vai envelhecendo e a solidão se torna uma coisa tão natural que fica complicado permitir a entrada de outras pessoas sem que não deixem a sensação de invasão ou de terem drenado a sua energia. Estar sozinho se torna um alívio e quanto mais o tempo passa, mais prazer você encontra no silêncio, na quietude e na ausência de pessoas. Trazer gente nova vai ficando sempre muito cansativo, toda aquela conversa, disponibilidade para conhecer o outro e permitir que ele te conheça sabendo que haverá desencontros, falta de paciência e provavelmente baixa durabilidade, torna o rolê todo muito dispensável. Abençoada liquidez.

Mas nem tudo é perfeito e há algumas épocas em que o velho sentimento de solidão retorna e com ele vem a melancolia trazer lembranças do passado e a necessidade de sorrisos acompanhados. Desse adorável mix surge o “Oi Sumido”. É óbvio que a pessoa já não lembra de você, óbvio que não faz nenhum sentido, mas é bem mais fácil procurar rostos conhecidos que iniciar contatos do zero.
Em uma dessas crises, comecei a lembrar de uma fase da adolescência e tive a péssima ideia de ler alguns cadernos antigos. Além de ver como eu escrevia mal, vi milhões de inseguranças e me lembrei de um garoto que eu gostava muito, mas tinha mil dúvidas a respeito. Um dia esse garoto disse que gostava de mim, mas disse no meio da rua, sorrindo lindo e com várias pessoas ao redor sorrindo também. Ué!? O que ele esperava? Me apavorei, saí correndo e tive certeza que ele tinha apostado com os amigos.Quem faz algo como aquilo naturalmente? Outro dia ele fez uma nova tentativa , dessa vez me disse discretamente que gostava de mim, eu apavorada, disse que gostava de outra pessoa. Não era mentira, eu era bem dividida, mas a verdade é que a outra pessoa era um amigo virtual que muito tempo depois descobri que era uma menina tão hétero quanto eu. (Pode rir) 
Todas essas lembranças inúteis me fizeram ir lá falar com ele e perguntar se realmente era uma aposta aquilo que ele disse há mais de 10 anos. Lógico que ele não se deu o trabalho de responder. De que adianta matar essa dúvida agora? Qualquer uma das respostas possíveis só irá me trazer mais tristeza, ressentimento e confirmação de inabilidade social.
Eu com certeza fui autora do “Oi sumido” mais estranho que ele já recebeu e provavelmente serei de muitos outros enquanto a TPM não passar.
Redes sociais é uma coisa que deveria acabar. rs

Sobre amores digitais e ilusões potencializadas.

Sabe uma daquelas pessoas que você conhece na balada, tem um papo maravilhoso, ri a noite toda e depois simplesmente nunca mais a encontra novamente? E se encontrar será tudo meio estranho e desconfortável, deixando claro que o tempo da relação já expirou e que só devem permanecer as boas memórias. A internet também tem disso e costuma ser muito mais intenso que com o inesquecível do bus, ou o inteligente da biblioteca.

O digital entrega uma coisa que o contato offline jamais poderá proporcionar. Se sentir confortável e seguro conversando com alguém pessoalmente é infinitamente mais difícil que sentando no seu sofá. Sendo assim, está permitido nos abrir para alguém que (se quisermos) pode sair da nossa vida do mesmo jeito que entrou, não há comprometimento, mas muito se engana quem pensa que não há envolvimento.

Essa é a parte mágica de conversar sem olhar nos olhos, você completa os pedaços que estão ausentes com o que você gostaria de ver ali. Imagina sorriso, entonações e preferências que no fim das contas é só imaginação. Você pode estar conversando com alguém que não toma banho há 3 dias e achando que ela deve ser a pessoa mais sensacional que já conheceu. Essa dinâmica é muito rápida e substitui a atração física que faz uma pessoa continuar falando com a outra por mais de 5 minutos em um ambiente cheio de gente disponível.

Os papos profundos e as confissões que no offiline demorariam de 3 a 5 encontros, no online acontecem em somente 3 madrugadas. O elo de confiança e familiaridade surge bem rápido e no lugar do beijo que aconteceria pessoalmente e daria um ponto final ou as reticências da conversa, vêm as expectativas e os sentimentos ilusórios que fazem você ficar verdadeiramente conectado e se empolgar tanto. Logo começa a imaginar caminhar de mãos dadas com ela(e) em um parque florido. Já assistiu Her!? Pois é!

Eu sou nerd, sei do que estou falando e vi essa história acontecer comigo e com meus melhores amigos algumas centenas de vezes. A probabilidade de dar certo depois que rolar o primeiro beijo offline ou a primeira briga online é muito perto de 0. E tomando como exemplo o melhor filme sobre relacionamento de todos os tempos (Ele não está tão afim de você) estamos muito acostumados a acreditar que só porque aconteceu com a prima da vizinha, com certeza irá acontecer com a gente também. Veja bem... poder até pode, tem gente que conhece o cara ideal esquecendo um sapatinho na balada. Não tem?

Amo a internet e as melhores pessoas que conheci foram através dela, mas a sensação de que os humanos mais legais moram longe, é só porque somos fechados demais nas nossas vidas cotidianas e quase nunca estamos dispostos a ouvir o que as outras pessoas têm a dizer, principalmente quando não as achamos atraentes.

Aqui não existe classe social, aparência, trejeitos irritantes ou uma roupa brega. É um campo neutro onde temos o que de mais legal que cada um pode oferecer, que é a forma como percebe o mundo. Se apaixonar por esses aspectos puros é muita ingenuidade. Já pensou quanto tempo demora pensando no que seria melhor escrever?Com certeza é muito mais que o tempo que leva para falar alguma coisa com um copo de cerveja na mão, fora daqui o filtro simplesmente não existe e ele faz total diferença em quem realmente somos.

Resumindo... Somos 100% a nossa melhor versão por aqui e essa pessoa não existe de verdade. Mas sim, tem 1% de chance de continuar gostando do mesmo jeito depois que finalmente a tocar. 1%

Uma carta aos inquietos.





No começo da nossa vida parece tudo muito fácil e a sensação é que viemos com o roteiro completamente pronto. Com somente alguns ingredientes personalizáveis, a receita para o sucesso a gente já tinha. É preciso estudar bastante, fazer uma universidade, procurar um bom emprego, ser um trabalhador exemplar fazendo o serviço com responsabilidade e afinco e tudo ficará bem. Irá se aposentar e a sua vida estará completa. Filhos, netos e um dinheirinho bacana todo mês.

O que as pessoas até avisam, mas que é complicado de entender quando somos muito jovens, é que não funciona como 1+1 e que nada é tão simples quanto parece. O que serve para um, não se aplica automaticamente para o outro e acredito que a minha primeira decepção da vida adulta foi descobrir que o seu potencial e esforço no trabalho, não implicam diretamente no seu reconhecimento e ganho financeiro. Há muito mais regras determinando um jogo não tão justo e que exige coisas que nem sempre está disposto a sacrificar, coisas que ninguém seria capaz de te alertar. Aí começaram os primeiros passos do meu caminho tortuoso e bem característico da geração Y.

Escolher bater ponto e fazer o mesmo trabalho mecânico todos os dias, é sufocar a grande parte de mim voraz por aprender e transformar tudo que tenho a minha volta com criatividade, devoção e paixão. Pareceu um discurso muito apaixonado, adolescente e irreal? Talvez seja, mas aos meus 27 anos ainda não aprendi como levar uma vida tranquila aprisionada em uma caixa, fazendo mais do mesmo o tempo inteiro, contente em ter como pagar as contas e somente isso. Ok com empresas que querem o seu sangue, mas recusam a minha alma.

Sempre ouvi dizer que coragem e burrice são irmãs gêmeas. Se por um acaso tudo deu certo, então se trata de um ato de coragem, se deu errado, foi somente burrice. Dentro dessa lógica, a vida da maioria da população segue sufocada e infeliz durante grande parte do dia e se mantém inerte, com medo de que fazer diferente seja só mais erro que pode ser evitado. Nesse ponto não difiro de ninguém, tenho contas para pagar, pessoas que dependem de mim e muito medo de estar dando um “vôo de galinha”, além disso, ainda tenho que lidar com o peso dos medos alheios que me julgam e discursam com pensamentos simplórios e cheios de uma razão que me recuso a compartilhar.

Sei dos riscos e dificuldades que escolher o incerto proporciona, mas tenho ainda os 50% que me dão esperança todos os dias e vontade de continuar em campanha até que o território seja conquistado. Ser negra em um país como o nosso, ser baiana e continuar no meu Estado, querer ver além e tocar o diferente quando ninguém mais tem interesse nisso. Sempre parecer louca, mas vendo as suas ideias sendo realizadas anos depois pelos mesmos que as rejeitaram antes, tornam a luta diária de ser quem se quer ainda mais pesada e com uma medalha de vencedor ainda mais cobiçada.

Essa carta não tem um grande final motivador, ela não chegará ao fim dizendo que com certeza vamos conseguir. Na verdade, torço para que seja assim, mas no momento, tudo que posso dizer é que devemos manter a CORAGEM! Enquanto essa brasa estiver queimando em nosso peito, nossos passos vão continuar a fazer sentindo, e com fé, logo vamos encontrar o lugar que desejamos e fazer dele o nosso refugio de criatividade, inovação e qualidade de vida.

Força!

"Eu gosto do gosto da coragem..." 💫

Desde que me entendo por gente, estou sempre planejando alguma coisa, me preparando para outra opção ou somente sondando um ideia nova e pesquisando como louca.

Essa sou eu, minha essência é estar em movimento, sempre estou procurando um meio para me fazer mais inteira e talvez por isso tenha escolhido profissões que fossem tão voláteis quanto me sinto.A moda com a sua constante de mudanças cíclicas e a publicidade com sua certeza incerta que exige sempre mais e mais de todo mundo.

Na minha idade o coro canta sagas amorosas que implicaram em casamento ou em um acasalamento memorável. Pra mim, orgasmo múltiplo vem com um projeto novo sendo colocado em prática e dando certo, meu ponto G é ver uma peça bacana na rua (ou na rede).

Toda a dedicação pra pensar, a força pra fazer o projeto rodar e a satisfação de ver pronto é totalmente porn. É aí e em muitos outros pontos que me encontro com o signo de capricórnio tatuado na pele. Apesar de jurar não acreditar em zoodiaco, gosto da semelhança, poupa muito sacrifício para explicar que tipo de pessoa sou. Se ficam na dúvida, é só dizer "sou de capricórnio" e pronto! O pacote "fria, ambiciosa, calculista, Workaholic e indiferente" já surge facilitando todo o meu trabalho! 

Sabe no que mais ser assim implica? Em intensidade! Coisas mornas não me seguram por muito tempo, gosto mesmo é do caos organizado. Perder sono por um projeto e sentir as ideias fluírem dos poros em epifanias que dificilmente são compreendidos por alguém que não seja um criativo são regalias impagáveis. Nessas horas pré orgasmicas, a revolta por ter escolhido profissões difíceis e que pagam pouco desaparece. Essa é a cachaça do publicitário que se orgulha em ser e fazer o que faz, a delícia de ver algo foda nascer e prosperar, vale mais que salário e é uma delícia!

Sinto falta disso, achei que não sentiria. Ganhar dinheiro é a principal função do trabalho e acreditei de verdade que seria o suficiente, mas não é. Quero minha cachaça de novo, sou uma viciada...e amo ser quem sou.

Tá na hora de pensar e repensar! 💜

O ministério do planeta 🔊

Dizem que é preciso passar por momentos difíceis para se tornar mais forte e perceber o seu melhor quando chegar do outro lado do conflito. Só Deus sabe o quão difíceis foram os tempos passados e quão sombrios os caminhos que me levaram a florescer agora, como Lírio dos Vales, a única flor capaz de desabrochar na completa escuridão.
Por grande parte desse blog questiono a solidão, os erros, as expectativas e os arrependimentos, mas em pouco tempo aprendi que a mudança de mindset é tudo! Quando você sabe pelo que está lutando, cada soco que recebe fica muito mais suportável.
Há um tempo vi um vídeo levemente religioso que falava sobre estar só e ver as pessoas próximas ou que eram importantes para você, simplesmente desaparecerem. Sempre me culpei pela solidão e a enxerguei como algo ruim, mas veja bem, a vida é assim mesmo, cheia de mudanças e renovações.
Quando percebemos que algumas coisas morrem para abrir espaço para que novidades possam surgir, a gente compreende que se manter em movimento exige sacrifícios e um deles é não ter pessoas correndo no mesmo ritmo que você.
Não é que assim possam ser justificadas toda as burradas, mas veja bem: Quando a gente gosta de alguém, a gente se magoa, ficamos putos com quão chata aquela pessoa está sendo, mas se ela realmente importa, a gente fica ou viramos as costas?
Passei por um momento bem cinza, onde os defeitos (que não são poucos) ficaram em maior evidência. Quem tem paciência para algo assim? Ahhh..quem te ama tem!  Então... Aprendi muito sobre objetivos e sobre caminhar só. Pense comigo: Se eu não estou disposta a ficar por eles, por que ficariam por mim?
É preciso podar as plantas para que elas cresçam mais fortes, é preciso cortar as pontas duplas para que os cabelos não fiquem por completo estragados, é preciso admitir que a nossa vida é como um Shopping Center.
As pessoas vão, levam e deixam coisas, ficam um pouco e logo seguem para outro caminho. Tudo que podemos fazer é ficar atentos para que não quebrem e nem roubem nada, mas as portas devem sempre permanecer abertas. Não deixe qualquer um entrar, mas respeite quem quiser sair.
"Take me baby, or leave me" 
Ninguém é obrigado a te amar ou tolerar suas merdas, se faça escolhida e não imposta. Serão poucos que irão desejar correr contigo e o máximo que pode tentar fazer, é ser pra eles o que gostaria que fossem para você. Se ainda assim não te quiserem, engula o que tinha a oferecer e não deixe que a rejeição se torne veneno em suas entranhas. 
Está okay ficar triste, mas desabar não pode. 
Mantenha as suas paredes fortes e a segurança reforçada. Não é todo mundo que irá se comportar bem, mas tenha em mente amar os passantes e aprender o máximo que puder com cada um deles. Todos que cruzaram por seu caminho, agora protagonizam uma parte de você. 
Se cuide! 

"Ê madrugada, tô numa fome danada..." 🍆

Os olhos eram como bocas.
e bocas eram como mãos.

Tudo misturado,
inclusive a gente.

Dedos de língua, apertos de dentes.
A dor era o presente do ardor.

De costas pro mundo,
de frente pro desejo,
fomos até o fundo.

Uma e outra vez, 
sem silêncio, 
mas sem conversas.

Sorrisos como súplicas.
Voz, segredos, suspiros ... alívio.

O cheiro q era nosso descansava.
Repouso no quarto cheio de vazio.

Jéssica Reis 🌻

"Your friend Terri is an idiot"

Acho é bobeira dizer mais uma vez que gosto de ti...mas já estou dizendo. Me sinto melhor dizendo isso em textos bonitos, pensados e bem arrumados, caso contrário, é impressionante minha capacidade de dar mancadas em composições espontâneas para falar de sentimentos e o quão ridícula e envergonhada me sinto fazendo isso. Rs.

Não sou nada fofa, ao menos nunca me descobri sendo do tipo que fala, mas quase sempre posso ser do tipo que faz coisas legais (e podres tbm, tenho um gênio de matar).
Minha colega de trabalho adora signos, li um pouco sobre o de Libras e parece muito contigo, lá dizia sobre apreciação da sinceridade, e cá estou eu, sendo sincera baseada e um bando de textos escritos por charlatões.

Sinto que ficamos tanto tempo em palavras, eu fiquei tanto tempo acomodada na distância calma que é gostar de alguém só de longe e na proximidade segura que é estar com alguém que não se gosta tanto por não mais que um mês, que pra mim também é um pouco complicado sair desse ciclo tranquilo e vazio.

Não sou tão maluca, lembro de cada fora que me deu, lembro que não sou seu tipo, lembro que não sou do seu mundo, lembro que gosta das mais espertas e acima de tudo, lembro que amava de verdade a sua namorada de somente 3 meses atrás que nem nunca encontrou depois do término.

Quero muito te tocar, saber qual é seu cheiro, te tornar real, conhecer seus defeitos e adorar ou odiar cada um deles pelo tempo que o destino tiver reservado pra isso, sendo 1h ou 1 semana, mas eu quero fazer isso tudo e me preservar o máximo, sem nem saber exatamente o quanto isso é possível.

Mais que conversar via wpp, eu quero ser capaz de conversar olhando pra sua cara sabe!? E por mais q seja foda olhar pro celular toda vez q ele toca e ficar murcha toda vez que não é você, eu quero ter memórias reais pra me lembrar e saber que elas foram vividas e não somente parte de uma ideia que eu montei e que nasceu e morreu em caracteres.

Com tudo isso eu ainda estou aqui, morrendo de medo de quão machucada posso sair desse rolo, ciente de ser só um intervalo comercial dentro de uma programação muito maior, mas ainda assim, louca por uns hematomas e torcendo para ser tipo o comercial da Vivo com a Jout, que fico feliz toda vez que vejo. Vou demorar um tempo que me parece um universo pra te ver de novo, mas fico feliz de saber que vou acabar vendo do mesmo jeito, porque odeio jogar dinheiro fora... inclusive, corri na esteira que você sempre fica, só pra preencher o vazio.

Outro dia a gente tava se perguntando o que queria de você,fiquei pensando bastante sobre o assunto para chegar a conclusão de que na verdade o que quero mesmo é te tornar real. Mas sabe o que me parece? Ao menos para mim, parece que sempre estamos lá, vem paquerinha e ficantes, lágrimas por outras pessoas, passa um tempo, mas a ideia de você está sempre no bolso, pronta pra pular na minha cara sempre que um espaço fica vazio. De qualquer forma, estou preparada para morrer em caracteres também, li que Capricórnio com Libra podem ficar eternamente no chove e não molha. 


Tô é sofreni com essa crise dos inferno.

Minha vontade mesmo é de fazer as malas, não por ódio ou por desgosto, procurar oportunidades em outro canto, virar mais uma retirante nordestina em algum lugar que finalmente abra uma porta digna para mim. Meu caso é de tédio e desapontamento. Sempre comentei aqui o quanto achava que a vida seria diferente, teve épocas que me apeguei tanto ao imaginado que quase permiti me perder de mim.
Quero construir algo novo, desbravar ambientes que nem se quer imaginei antes, não preciso do facão, nem das roupas, mas preciso da mata e da direção.

Por mais que lute contra, cada dia encarando a parede e fritando na cama, me puxa ao marco zero desse conflito, e me torno cada dia mais a mulher sentada na árvore, encarando os figos.
Vi essa história na season finale do Master of none, mas gostaria de ter lido em um livro. É um conto que fala de uma jovem mulher sentada em uma árvore cheia de galhos, onde de cada um deles saia um figo e cada figo tinha nele uma possibilidade. Casar, periquetar, viajar e etc. Ela queria tudo, mas não queria nada e assim a mulher permaneceu sentada contemplando as possibilidades e acabou assistindo a cada um dos figos morrerem junto com o tempo.

Queria mesmo tomar uma atitude e escolher meu figo, mas é como se tivesse sido paralisada, talvez seja medo ou incapacidade, simplesmente não consigo. A vida não é como nos filmes, se minha vida tem várias possibilidades, dessas não conheço tantas. A medida que vamos envelhecendo os figos vão caindo do pé, e se você for pobre caem 3 de vez a cada desilusão.

Estou ciente que esse é o mundo real e pra quem não tem grana, o mundo real tem verdadeiros espinhos, pra quem não sabe o que quer esses espinhos se tornam adagas mortais que fatiam os nossos sonhos e desejos inteirinhos. Ai nossa! Quantooo dramaa! Veja bem querido leitor imaginário, NÃO ME JULGUE e deseje sorte pra esse free spirit atormentado e desempregado que aqui vus fala.

Ao fim de um "amor"... Adeus.

Não há como se forçar amizades. Há pessoas que passam e outras que permanecem.


Esse é um dos fatos mais tristes, no entanto, é que dá suporte a beleza e pureza do que é ser amigo de alguém. Pessoas emitem energias e essas vibrações que se expandem de corpo a corpo podem se chocar, se anular ou se mixar de várias formas. Um desses mixes se chama amizade, outro tesão, amor e mais um tanto de sentimentos babacas e maravilhosos que a gente é capaz de produzir por outras pessoas.


É preciso que a combinação perfeita aconteça em momentos que nem sempre são tão perfeitos, mas que nos pegam de surpresa e ...BANG! Temos alguém que nem imaginávamos e que vai estar lá para a vida inteira. Entre eu e você, não é assim.


Acho que nunca comentei isso, mas na época da escola você era um ano mais velho que eu, melhor amigo de Luciano e foi assim que te conheci, eu era a melhor amiga da menina que o seu melhor amigo gostava...e gostei de você, mas você gostava da Laís (todo mundo gostava) e pra mim ser sua amiga foi maravilhoso naquela época.


Anos depois na faculdade, em um dos períodos mais confusos da minha vida.


- Merda! Voltou, estou gostando dele de novo!
Pensei.


Mas eu não era, e não sou uma garota de grandes feitos, ser platônica e eternamente apaixonada era/é bom pra mim e seguro o suficiente. Mas algo mudou e pela primeira vez eu tinha tentado alguma coisa com alguém, a iniciativa tinha sido minha e nossa...eu tomei um fora, o pedido foi ridículo, a resposta foi escrota, mas tinha mudado tudo. Dava pra fazer outras coisas com aquele superpoder e fiz. rs


Não fiz tanta coisa, relacionamentos não é minha maior ambição na vida e gastei tanto tempo entre trabalho e estudo que namorar não tinha muito espaço, além disso, as festas hetero sempre davam nos nervos (não toca Spice Girls e não pode rebolar nem nada que alguém lhe puxa)! Ok...isso não importa muito! A questão aqui, é que você foi importante sem nem saber que foi e tão presente que minha mãe lhe deu até apelido (sim, ela faz isso).


Essa é uma coisa que acontece entre os seres humanos, a gente faz diferença na vida das pessoas até mesmo com um inocente “Bom Dia”, e isso é mágico! Acredito que mais mágico ainda é saber que fizemos essa diferença e ter a oportunidade de nos perceber como algo mais que poeira cósmica dispersa no universo pra alguém em algum lugar.


To lhe dando esse presente e não sei se vai gostar.


Por 8 anos você foi e voltou na minha cabeça, primeiro como paixonite, depois foi tesão, depois uma incrível vontade de dar uns beijos (quase lhe parei na rua pra fazer isso) e depois... só mesmo a vontade de conhecer, sem grandes planos, a não ser, aproveitar as mil possíveis caronas para algumas festas héteros que não gosto de ir sozinha e quem sabe uns beijos aleatórios quando não estivéssemos fazendo nada (to carentinha pelo desemprego).
Mas não aconteceu, por coincidência ou destino choveu, por confusão ou sorte apareceu um caso que por sua similaridade esclareceu outro.


Deixo claro que não vou parar de olhar a sua bunda quando passar, ficar 15s lhe vendo dançando axé tão bonitinho na academia, seguir o conselho maravilhoso e eficaz que você me deu ou parar de torcer para que a sua próxima namorada seja bem bonita.
Eu lhe respeito e lhe admiro do jeito que você é (mesmo sem conhecer muito), mas ao fim desse texto, no fim dessas palavras e no fim das tentativas, sobra somente muito carinho.


Por respeito a mim e a você, essa é a minha última “cartinha” e o meu primeiro passo para o distanciamento.

Obrigada por tudo que você significou por todos esses anos. <3