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She's just another girl.

Eu nunca gostei de chamar de amizade relações mornas de sentimento que você só faz de conta que se importa e puff! Na verdade, você não está nem aí e não saberia dizer nem se quer uma coisa que a outra pessoa gosta! Tem gente que confunde, mas colegas são colegas e AMIGOS são outro tipo de bicho.

Não parece, por eu ter um jeitão distante e frio, mas me importo e reparo bastante nas pessoas, não estou dizendo que me importo com o absoluto bem estar de todos que me rodeiam, eu estou dizendo que reparo nelas, reparo nas opiniões ditas e nas não ditas, reparo nas músicas que escolhem e muitas vezes, julgo uma personalidade pelos posts nas redes sociais kkk, mas minha aleatoriedade não permite aturar muitas coisas antes de lhe tornar próximo, geralmente a proximidade vem tão naturalmente que eu nem percebi que comecei a gostar de uma banda por que não sei quem indicou. Amizade é como mágica.
No momento certo, a pessoa certa, com a voltagem certa chegou no meu mundo e o abrilhantou como nunca antes huahauahua, pois sim, cada amigo é de um jeito e quase sempre a amizade vai passar por tempos de distância pq ninguém é vagabundo e cada um tem suas vidas, mas as amizades ponta firme mesmo, não mudam nem depois de 3 meses de silêncio e qnd alguém liga a empolgação é a mesma.
Sempre preferi ficar só do que mal acompanhada por pessoas em que eu nem se quer sei o que esperar e por conta disso minha conta de amigos que se tornaram constante juntamente com o meu sentimento de devoção a eles se tornou menor que a quantidade de dedos que tenho na minha mão.
Sempre gostei de coisas efusivas, muita amizade que chega dá ódio e acaba se desgastando muito rápido ou muito ódio que chega a ser amizade que dura o tempo certo.
Mas eu to ficando velha e cansada, todos os meus ídolos morreram antes da idade que  eu tenho, aí n sei o q fazer porque ninguém que admiro fez antes. rs Mentira, só estou poetizando para parecer mais interessante. A verdade é que entrei em uma fase complicada, onde todos mudaram de level de alguma forma. Na maioria das vezes, leveis que abomino, mas que de um jeito ou de outro me afastaram deles de uma forma que eu ainda n estava pronta e nem se quer contava.
Pra mim, se tinham poucos "para sempre" q eu fazia questão, era o dessa conexão que eu tinha com todos eles e que eles agora, provavelmente possuem com os seus maridos chatos que não gostam da relação intima que eles teem com a amiga hétero dos tempos de heterissidades...ou n gostam da amiga solteira, ou simplesmente o assunto perdeu o ritmo pelas diferenças da vida.

E agora eu sou a única garota de 25 anos que eu conheço e me interesso. No mais, são todos adultos, pelo simples fato que amarraram suas vidas em algo ou alguém que não dá mais espaço pra simplesmente sentar, ouvir música e olhar pro céu dando formas incabíveis para a lua.
E o que me deixou mais triste disso tudo é que o meu cartão de meia passagem parou de funcionar, e 
isso é um choque que demarca o fim de toda uma fase na minha vida. É o mundo me dizendo que eu sou uma adulta agora e colocando a arma na minha cabeça pra me forçar a entrar no rebanho. 
Mas eu já decidi, tá de boa!


Só preciso aprender a gerenciar bem essa ideia HAUHAUAHUA

I'm not even like you, she said

-        -So, are you saying that you wanna be with me.
-       - Yeah!
-        -Why?
-        -Because I want to. I didn’t say that if I don’t.
-        -Ok. Then tell me 5 things that you exactly likes about me.
-        -What kind of question is that?
-        -The kind of deserve a honest answer.
-        -Hum…So…
I like how I feel protect into your arms
How your touch makes me feel
I like to argue with you about intelligent themes than I can’t speak naturally with others.
I like your expression, when you think that I’ll finally kiss your lips.
I like to pass my fingers through your hair and bite your face and back.
-       - Can ‘t you see any trouble over here?
-        -Nops!
-        -You are using me!
-        -I don’t! I always be there for you too.
-        -But is not that kind of relationship that I deserve. We think too different about everything! You think that I’m machist , sexist,misogeny and racist. How can this work?
We'll never talk? You want me for kiss and touch, but never for know your friends, give your hand on street or have healthy discuss about anything.
Another day we had started to argue about some black issue and you had shot up my mouth with a kiss and never spoke about the subject again.
You not even think that I’m cute!
Since we was started messing around we had stopped to speak about all that we use to fighting, it's seems that when you know what I think about the stuffs you getting ashamed about, so you started avoid to know.
-        -What do you want that I do? I truly think that you’re all that. But I still like to be with you.
-       - You just want a dick! There’s no need to be me! I’m sorry, but I’m not here to only have someone’s pussy. I’m getting older and I insist to have more than that. I like you, but I don’t want to be with you and continuing feel me do way that I felt now.
Sorry.
-       - Ok. Can we be just friends now?

-        -No. Cause you can’t keep distance there’s need to be someone’s friend. Let’s give us a break and we going to be ok.

Me formei...e agora?

Provavelmente, até o fim deste post eu não terei uma resposta conveniente para a parte do “e agora” por motivos de PQP,EU AINDA NÃO SEI. Mas o trajeto até o ponto final pode acabar rendendo boas reflexões para mim e para quem está passando pelo mesmo momento trash que é parar de estudar depois de tantoooos anos tendo isso como foco na vida.

25 anos de idade e nem um só ano depois que aprendi a escrever foi fora da escola ou da universidade. Fiz vestibular e passei em quase todos aos 17, entrei em artes, mas o que a gente realmente sabe aos 17? Mudei de curso, me formei em moda. Corri atrás me formei em publicidade e propaganda. E agora, com menos de um mês de formada olho em volta e me pergunto em um tom semi desesperado: O que será de mim agora? Estágios são tão maneiros de achar...o país em crise...TO FUDIDA!
Nunca fui a melhor aluna e nunca tive perfil de perder muitas noites por prova ou ser boa de pesca, minhas notas são todas bem no gol e está aí uma das coisas que me arrependo, sei que poderia ter feito muito mais, mas não é todo mundo que tem habilidade ou cabeça para se dedicar igualmente ao trabalho e ao estudo.
Esse é outro ponto, eu sempre trabalhei. Minha mãe nunca permitiu que eu realmente trabalhasse antes dos 18, mas quando fiz 19 comecei com estágios voluntários e aí nunca mais parei, e trabalhar é quase sempre uma baita cachaça né? Quando começa a ganhar sua própria grana, ter expectativa de algo maior  e/ou gostar do que se está fazendo, a tendência, ao menos a minha é virar uma work-a-holic louca e me debruçar sobre aquilo, o que quase sempre prejudicou e também trouxe ganhos para a minha formação.

As melhores coisas de ser estudante são:
- Facilidade pra arrumar emprego.
- Pagar meia em tudo.
- Não precisar se esforçar para ter interações sociais.
- Ter parte do seu dia sempre ocupado.
- Ter a desculpa de ser estudante para conseguir entrada nas coisas, todo mundo gosta de ajudar um aprendiz esforçado.



E agora que sou recém-formada, cheguei ao mundo assim...sem saber.
Até porque tenho dificuldade de dizer em que realmente sou boa, não tenho nenhum dom formidável que me destaque na multidão, como: Ser uma eximia diretora de arte, uma mente brilhante da matemática ou tão simpática que é perfeita para o atendimento. Sou mais um tipo de coringa. Me diz aí o que é pra fazer, eu faço e ainda sambo na concorrência sempre que der! Lógico que tenho as coisas que amo fazer e sou acima da média, tenho as coisas que somente faço, mas faço meio atrapalhada e desesperada pra fazer certo. Eu sei a diferença OKAY!? Mas olha amiguinho, as coisas que eu melhor sei fazer são as que pagam menos. Logo, estou de braços abertos pra descobrir coisas em que eu me saia bem e que paguem dignamente.

Não há nada de tão memorável em mim a não ser minha adaptabilidade, o fato de eu ser mega esforçada para conseguir fazer as coisas e a vontade de sempre fazer diferente. Não me vejo saindo sacudindo a minha profissionalização como louca dizendo que sei muitooo porque sou formada. Se for para pensar bem direitinho, o que a gente realmente sabe quando sai da universidade? Tem pessoas que investiram mais na carreira mais óbvia, ou sabiam desde sempre o que queria e ficaram trabalhando sempre naquilo, eles sim são profissionais especializados em algo. Acho que era sobre isso que meus professores costumavam falar sabe? Mas no momento, principalmente se você odeia o sujeito, fica meio difícil compreender.

Pra mim nunca pareceu óbvio trabalhar sempre com a mesma coisa, se eu tenho cursos amplos na minha vida, o mínimo que eu poderia fazer não seria trabalhar um pouco em cada aspecto que esse curso me garante? Ao menos em cada aspecto que me pareça agradável de trabalhar né? Esse foi meu raciocínio. Foi assim que segui a vida e fiz algumas péssimas escolhas que estão me impactando de forma dúbia até hoje, mas ...pareceu bastante razoável na época. Abraçar o mundo com mãos e pés, quem não quer fazer algo assim?

Hoje, se alguma empresa me chamasse pra uma entrevista, porque olha, NINGUÉM TÁ CHAMANDO! E se essa empresa pergunta o que eu posso trazer de diferencial para ela, eu digo que sou ...quer dizer, primeiro eu penso muito. Mas digo que sou esforçada e busco sempre fazer o melhor da forma mais diferente possível, só que isso é classificado como clichê né? Todo mundo diz isso? Desculpa. É que ainda não encontrei outra coisa para dizer.


Quanto aos passantes

“Jogo o meu corpo no mundo, andando por todos os cantos e pela lei natural dos encontros eu deixo e recebo um tanto.” (Mistério do planeta - Novos Baianos)

Passante tipo 1:

Hei você que merece ficar! Vem aqui, deita um pouco, me conta da sua vida, me faça sorrir e chorar com as suas experiências. Me faça viver através da sua vida. Fica mais um pouco, fica e vai ficando. Fica! Até que um dia o meu sofá não lhe caiba mais, que suas palavras já não me cativem e que nossos sorrisos ou lágrimas não signifiquem mais porra nenhuma um para o outro. Tudo culpa da obsolescência. Mas a lembrança daquele dia, aquela piada idiota..kkkkk sempre vou rir daquilo.

Passante tipo 2:

Hei você que não merece estar! Fica! Me faça lhe odiar, me provoque dor, me faça sentir e me importar em revidar. Se acomode e me desacomode. Deixe tudo bagunçado, polua o meu ar, me ensine como as coisas podem ficar piores. Mas seja breve, ainda que querido, jamais será acolhido e um dia a minha tolerância ao seu veneno vai fazer de você evitável, e o evitável não tem espaço aqui. E aquela dor que me causou nunca mais vou me permitir sentir, mas nunca vou esquecer da merda que foi.

Passante tipo 3:

Hei você que sempre esteve! Não vá! Não escolha me deixar. Preciso ter para onde voltar! Mesmo que seja em oi ocasionais, bom dia esporádicos e confissões necessárias. Quero ter pra quem ligar, em quem pensar, de quem esperar uma resposta assim que a minha presença se fizer igualmente necessária. Alias, não precisa ficar o tempo todo, só precisa voltar e se derramar. Se fazer em mim como sempre fez e depois partir...levando um pedaço meu misturado ao seu. Porque é isso que somos, vidas independentes, se construindo em um mix de convergências e divergências que vira uma paralela que desejo sinceramente que seja infinita. Vá...mas volte!
 “Ouvi aquela música que você adora e fiquei rindo sozinho. Caraca! Tu me persegues até aqui na balada do outro lado do mundo criatura! Como você tá?”

Passante tipo 4:

Hei você que acabou de chegar! Que encanto é o seu olhar, me ensina como cativar assim? Pode ser que sim, me ensina a fazer isso com o cabelo? Posso sim! Sorrisos. Bom dia. Boa tarde! Boa noite! Você vai? Você Foi? Tudo bem com você? Comigo está tudo ok! Legal...legal.


Ficando, chegando, estando...merecendo ou não merecendo ficar, a vida é como um Netflix e as pessoas são como séries. (HUAHAUHAU...vai fazer sentido)

Tem pessoas que você fica louco por novos episódios e vibra por cada um deles, tem outras que você começou amando e agora já odeia e só quer que termine tudo para ser livre novamente.
Tem alguns títulos que você nem sabe como foi parar lá, você sabe que não gosta daquilo e mesmo assim o Netflix fica querendo lhe empurrar goela a baixo como se seus gostos e escolhas pudessem mesmo lhe trazido até alí.
Tem ainda aquelas que você assiste sem compromisso de emoções, é só pra rir um pouco e passar o tempo, mas tudo bem rapidinho.
E tem os clássicos que por mais que o tempo passe, você sempre volta pra rever e reviver aquelas velhas emoções que sentiu desde a primeira vez que viu.

Almas...amigas, inimigas ou enamoradas estão sempre de passagem, só compartilhando o mesmo caminho que a gente sabe lá por quanto tempo. Acho belo.


Querido diário...estou de volta.



Quando eu comecei a escrever um blog, lá no fim de 2007, ainda era comum ter uma página para compartilhar seus interesses, poesias, pensamentos e acontecimentos da vida de uma forma despretensiosa. Lembro que lia vários, amava o Cólica Mental e vários outros que faziam meus dias mais engraçados, e sinceramente, se as histórias eram verdade isso não me parecia muito relevante, o importante era se sentir magicamente próximo daquelas pessoas e com o tempo saber tanto sobre elas que parecia até amigo íntimo. Imagine a sensação de achar um diário e ler ele todinho como quem bebe água em tempos de seca, um blog era isso, mas de forma consentida e esse dialogo direto que saia do “querido diário” para o “vocês não vão acreditar” dava esse tom de amigo de infância lendo uma carta sua, aliás, está aí outra coisa que sinto falta, escrever cartas...
Para os mais novos ou os que não tiveram esse hábito, soa como algo solitário e até meio estranho, mas qual a diferença disso e seguir várias pessoas em seus insta e face só pra saber coisas bobas e dar milhares de likes? Eu particularmente sinto falta desse tempo, passei por vários formatos, tive vários blogs, mas nenhum me fez tão feliz quanto o primeiro.
A saudade dessa simplicidade que era compartilhar meu dia, acontecimentos opiniões e descobertas sem pensar em quantos views e compartilhamentos eu vou ter, me trouxe de volta aqui, em um momento bem conturbado da vida, só escrever sobre nada e sobre tudo. O mais legal é não ter a esperança que alguém leia, não querer ser pop, não esperar aplausos, escrever sem nenhum título fantástico ou publicar o post em divulgadores de links, mas claro, se preparar pra caso acabe sendo lido por algum estranho ou conhecido.
Hoje venho aqui despida, quero ser a Jéss que acorda para um novo fazer, para um novo ponto de vista e que tenta se despertar para uma velha nova paixão que é falar sinceramente, sem estrutura de postagem, ferramentas de CEO ou qualquer uma dessas artimanhas que empesteiam os ditos “blogs” hoje em dia para que eles sejam populares e bem lidos.
Com esse texto eu reabro a minha temporada de posts pessoais para o preenchimento do ócio, e da falta de audiência em uma conversa de bar, onde nem todos compartilham dos meus interesses confusos ou se ligam em opiniões sobre a cor do céu, o nome das estrelas e o motivo dos sapos serem chamados de sapos por tanto tempo.

Se os próximos post vão ser interessantes, isso depende dos meus dias, dos meus sentimentos e sei lá...vamos ver!

"Tudo tem o seu tempo" eles dizem.

Como chegar aos 25 anos sem ser especialista em nada porque passou a vida querendo saber um pouco de cada coisa e se transformou em superficial em tudo?

É uma pergunta retórica, porque na verdade eu estou descobrindo agora o quão despreparada e desorientada eu fui ao traçar os caminhos da minha vida profissional. Acreditava sinceramente que estava agindo bem bicando um pouco de cada água e sentia no fundo do meu ser que em uma dessas bicadas me apaixonaria e descobriria o que eu realmente faria para o resto da minha vida, e faria com um sorrisão no rosto e feliz por ter achado uma coisa que realmente sou boa fazendo.

Bem...se esse blog existe, logo esse momento ainda não chegou.

Gosto de muitas coisas e acredito que isso não seja um crime e tenha até o seu lado positivo, mas a mania de querer fazer tudo ao mesmo tempo e abraçar o mundo com pernas e braços com toda a certeza me prejudicou irremediavelmente e é por isso que hoje eu estou aqui, depois de tomar 4 “Obrigada por sua participação no nosso processo seletivo” em um só dia, iniciando esse blog novo que pretendo escrever por um bom tempo ainda.
O que me conforta é saber que houve muitas pessoas que hoje são referências em suas áreas, que em certa feita ocuparam o mesmo lugar de mocinha tristinha que estou ocupando hoje, e não desistiram da mesma forma que eu não pretendo desistir.
Para você que está no mesmo lugarzinho que eu, pensando na quantidade de quases que já teve nas mãos, nas opções erradas que em dado momento lhe pareceram fazer sentido e que só agora consegue perceber o tamanho da merda que foi e que não se sente imobilizado pelo tanto de portas na cara que já recebeu, me dá a mãozinha aqui e vem pro meu clube! Não acredito que a gente vá morrer de fome, eventualmente alguma porta terá que se abrir. Pensa positivo e tira a imagem de mendiga da cabeça! Vai ser bom, vai ser lindo!

Enquanto nada acontece...1 post por dia!


Pensar fora da caixa...wht?

Postei também lá na minha coluna no VP: Aqui!

Essa frase está pendurada em todos os cantos já faz uns 5 anos. Ela se tornou o lema na vida de muita gente e frase mestra para muitos negócios de sucesso, mas por mais que essas palavras transpareçam algum tipo de simplicidade, fique ciente que não existe nenhuma, e percebo que muita gente não está atenta a critica coletiva que essas 4 palavrinhas podem desenvolver.
Estava ouvindo o Manifesto anti mimimi do podcast FalaFreela e me reconheci tanto naquele debate que comecei a refletir sobre as coisas que leio, vejo e procuro principalmente na internet. Assustadoramente me dei conta de que quase todos os dias leio os mesmos blogs e  reparei na semelhança editorial entre eles, quer dizer: Eu estava presa em um ciclo de informações completamente viciadas e nem se quer havia reparado. Percebi também na minha dificuldade em saber o que estava rolando na música local (simplesmente porque a odeio) e reparei que nunca vi filmes de terror clássico (por puro medo).
Ter “cabeça aberta” é muito difícil, pensar fora da caixa é pior ainda e o mais doloroso de tudo isso é assumir que sua cabeça é tão fechada quanto a do seu pai, e o que muda são só os temas vitimas do seu desprezo. Digamos que você seja o tipo de pessoa que se orgulha da sua “descoladez” e que faz de tudo para não ser mainstream, fugindo de cantoras como Anita, falando mal do Romero Britto e nunca assistindo uma novela da Globo. Amigo, tenho que lhe informar que você está sim vivendo em uma caixa. Talvez em uma caixa bem diferente da  que as massas estão,  mas você está. O primeiro ponto que se deve compreender é que todo hábito no consumo da informação tem por tendência se tornar uma caixinha que futuramente te limitará quanto as suas produções.
Não é fácil entender logo de cara, mas a caixa a que essa frase se refere não está ligada a nada mais que a você e as suas fontes de referências da onde provem o seu pensamento criativo. A parte mais dolorida é perceber que nós criativos não podemos nos dar ao luxo de procurar ouvir/ ler somente o que gostamos. Conhecer várias coisas é importante primeiramente para que possamos nos aproximar mais facilmente de diversos públicos e em segundo, para que a gente possa odiar como mais força ou se dar a chance de simpatizar com algo que você nem imaginaria que pudesse lhe cativar.

Vamos lá, fuja dessa caixinha! Já ouviu falar de eletromelody?


Sou fã dessa garota kkkkkkk olha a cara dela!
TREMI TREMI TREMI (8 KKKK

O tempo e os sonhadores.

Depois de tantos meses me contentando em escrever mentalmente, hoje cansei. Minha cabeça já tem muitos pensamentos acumulados que já não cabem na janela do ônibus ou na imensidão de um olhar perdido. É tão bom deixar catalogado aqui todos os pensamentos e conhecimentos que normalmente esqueceria por falta de uso. Depois de alguns anos vou ter a chance de perceber o quanto estava sendo boba, o quanto amadureci e o quanto minha escrita melhorou.
O tempo passa, e quase tudo que temos e conhecemos se vai junto com ele, mas, do mesmo jeito que me agrado dessa deliciosa propriedade de arrancar as dores e arrastar os sofrimentos para longe. Chateio me com  a distância injusta criada com boas coisas que nascem com a gente e que deveríamos ter força para mantê-las em crescimento constante até o fim da vida.
Não se escolhe ser romântico, sonhador ou curioso, simplesmente é:
Minha vida inteira é sustentada nesses 3 pilares, que para mim são as razões do sol brilhar mais forte e de uma música conseguir me transportar para os mundos mais remotos. Essa paixão pelas miudezas da vida não é nada mais que romantismo, querer ter tudo que me faz feliz por perto, é culpa da minha porção sonhadora que me faz almejar e lutar todos os dias pelos topos mais altos das montanhas mais distantes, mas tão lindas que vale cada sacrifício. E por sua vez a curiosidade que me acompanha, segundo a minha mãe, antes mesmo de que pudesse perguntar e entender o “por que” das coisas, ela formou a minha predominante porção exploradora.

Misturando esses elementos se encontra outros ainda mais transformadores como: empatia, criatividade, disposição e etc. Então me diz, como ser romântico, curioso e sonhador podem ser pejorativo na boca de algumas pessoas!? Para mim nenhuma torcida contra se aplica, sou publicitária com tanta certeza, com tanto amor, que um pedaço de papel já me faz rir, questionar e fazer o que melhor faço: planejar e criar. O universo é minha maior referência, essa percepção, além de me fazer feliz, é também o meu ganha pão, haters não têm espaço.
Não há nada mais triste que ver um romântico, um sonhador ou um curioso morrer com o tempo, se abatendo pela voz de um mundo tão seco de tudo isso e tão feroz com os diferentes, que tomam por missão caçar sonhador por sonhador, romântico por romântico, censurar curioso por curioso e cega-los até que comecem a se enxergar como os deslocados da história, quando mais bonito que tudo isso que é estar vivo é saber contemplar um céu estralado, uma nova aventura ou o vento nos cabelos da moça que ama.

Essa semana eu vi mais um romântico morrer. Fiquei triste.

Top (10) dicas musicais!

10 bandas que estou amando e que não quero esquecer tão cedo.


Já não lembrava



Havia lhe tirado da minha vista, e do mesmo jeito que alguém evita um doce para não engordar, lhe evitei para evitar a fadiga. Mas outro dia lhe vi na rua e acenei sem graça sem saber muito bem se ignorava ou se sorria, e isso foi o suficiente para despertar algo que há certo tempo já não me incomodava.

Não é sobre amor e muito menos caso de paixão contida. Mas é inegável um lampejo de algo que pode ser muitas outras coisas. Meu palpite é a de uma amizade inacabada com saudade de existir. Talvez aquela menina magrela, desajeitada e agressiva que batia no menino e corria como se não houvesse amanhã esteja querendo aquela velha e ingênua alegria de volta, porém a adulta, cega pela idade confundiu alhos com bugalhos. 

Hoje é dia das crianças e acabei relembrando a simplicidade das coisas e do egoísmo com o qual encaramos a vida adulta. Universos e planetas nunca foram distâncias o suficiente para impedir que um pique esconde fosse infinito até que o sinal soasse, mas agora a distância entre nossas cabeças nos impede de procurar, por medo de mais tarde sermos verdadeiramente encontrados e conhecidos.

Saudade do desprendimento, da espontaneidade e acima de tudo, saudade da coragem de enfrentar todos os perigos. Dragões, mãe brava e freiras malvadas, nunca adiaram as brincadeiras, risadas e diversões que me sujassem dos pés a cabeça. Mas agora tudo mudou, é preciso correr da chuva ao invés de dançar, é preciso desviar da poça ao invés de pular e é preciso te evitar, ao invés de abraçar.